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REVISOES DE LITERATURA

Hipertensão arterial e trabalho: fatores de risco

Hypertension and work: risk factors

Roberta Coimbra Velez de Andrade1; Rita de Cássia Pereira Fernandes2

RESUMO

CONTEXTO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui um dos principais problemas de saúde pública da atualidade. Sabe-se que a etiologia da HAS é multifatorial. Com relação aos fatores associados ao desenvolvimento dessa patologia, tem-se discutido na literatura a exposição a fatores ocupacionais como um risco independente para o desenvolvimento de hipertensão.
OBJETIVOS: Este estudo teve por objetivo realizar uma revisão de literatura sobre fatores ocupacionais e hipertensão arterial sistêmica.
MÉTODOS: Uma consulta de artigos selecionados publicados num período de cinco anos (2008–2012) nas principais bases de dados eletrônicas: SciELO, MEDLINE e LILACS.
RESULTADOS: Dentre os fatores ocupacionais analisados, o ruído se destacou como possivelmente associado à hipertensão arterial, seguido de trabalho em turnos.
CONCLUSÃO: Apesar de os resultados apontarem ruído e trabalho em turnos como fatores possivelmente associados à hipertensão arterial, são necessários mais estudos sobre o tema — HAS e fatores ocupacionais — para ampliar a compreensão dessa problemática.

Palavras-chave: hipertensão; saúde do trabalhador; fatores de risco.

ABSTRACT

CONTEXT: Systemic arterial hypertension (SAH) is one of the main public health issues in our time. The etiology of SAH is known to be multifactorial. Regarding the factors associated with the development of this condition, literature has discussed the exposure to occupational factors as an independent risk for the development of hypertension.
OBJECTIVES: This study aimed at conducting a literature review about occupational factors and systemic arterial hypertension.
METHODS: A search for papers published in a five-year period (2008-2012) was carried out in the main electronic databases: SciELO, MEDLINE, and LILACS.
RESULTS: Among the occupational factors analyzed, noise stood out as being possibly associated with arterial hypertension, followed by working shifts.
CONCLUSION: Even though the results indicate noise and working shifts as factors that are possibly associated with arterial hypertension, further studies about the subject are required — SAH and occupational factors — to improve the understanding of this theme.

Keywords: hypertension; occupational health; risk factors.

INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui um importante problema de saúde pública da atualidade, com uma prevalência de 22,7% (em 2011) para a população brasileira com idade superior a 18 anos1. É o principal fator de risco para doenças cardiovasculares2 e foi a primeira causa de morte no Brasil no ano de 2008, segundo o Ministério da Saúde3. De acordo com as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão4, a HAS pode ser definida como o aumento sustentado da pressão arterial (PA) sistólica ou diastólica com medida igual ou maior a 140 e 90 mmHg, respectivamente, detectado em duas aferições realizadas em momentos distintos.

Sabe-se que a etiologia da HAS é multifatorial. Entre os fatores associados ao seu desenvolvimento estão idade, gênero, etnia, excesso de peso e obesidade, ingestão de sal e de álcool, sedentarismo, hereditariedade e fatores socioeconômicos4. Ademais, discute-se na literatura internacional a exposição a fatores ocupacionais como um risco independente para o desenvolvimento de hipertensão5-27. Alguns estudos apontam ruído5-12, trabalho em turnos5,11,13-17 e exposição a alguns agentes químicos8-11 como associados ao aumento dos níveis pressóricos. Outros artigos relacionam o estresse no ambiente de trabalho13,18-22 como um fator biopsicossocial associado à hipertensão. Nesse contexto, é introduzido o conceito biológico do estresse e seu efeito sistêmico, no qual a ativação adrenérgica, por meio da liberação de hormônios reguladores da pressão arterial, promoveria vasoconstricção periférica e, consequentemente, elevação dos níveis pressóricos19-21.

Entretanto, há controvérsias sobre o assunto e a devida relevância dos fatores de riscos ocupacionais na abordagem da hipertensão pode estar subestimada. Essa premissa é válida em face da importância do trabalho no cotidiano do indivíduo, que tem parte significativa da sua vida dedicada à atividade laboral e a partir dela estrutura suas relações socioeconômicas, culturais e, muitas vezes, de estilo de vida.

Diante do exposto, este trabalho foi elaborado com o intuito de realizar uma revisão de literatura sobre exposição a fatores de risco ocupacionais e HAS, com base em publicações num período de cinco anos sobre o tema.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma revisão de literatura, cujo objetivo foi identificar artigos sobre HAS e possíveis fatores de risco ocupacionais publicados em um período de cinco anos (2008-2012). Foram utilizadas as seguintes bases de dados eletrônicas: The Scientific Electronic Library Online (SciELO), MEDLINE e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Para isso, foram efetuadas buscas nessas fontes, usando combinações das seguintes palavras: "hipertensão", "pressão arterial", "trabalho", "trabalhador", "ocupacional", "ocupação", "doenças cardiovasculares", "hypertension", "bloodpressure", "job", "work", "workers" e "occupational".

Os critérios de inclusão utilizados neste estudo foram: artigos originais; estudos nos quais a pressão arterial foi aferida ou considerada positiva quando havia referência ao uso de anti-hipertensivo; artigos que apresentassem resultados analíticos, com as medidas de associação entre hipertensão e possíveis fatores de risco; e estudos publicados em português, inglês e espanhol. Foram excluídos deste trabalho estudos cujo diagnóstico de hipertensão foi apenas referido, estudos sobre hipertensão arterial que não descreviam os fatores ocupacionais associados à hipertensão e artigos de revisão. Estes últimos, apesar de estarem entre os critérios de exclusão, também foram submetidos à leitura como embasamento para o presente estudo.

Diante dos resultados encontrados, no total 1.794 publicações, realizou-se uma seleção com base inicialmente nos títulos daqueles artigos originais de interesse sobre a temática (relação entre exposição a fatores de risco ocupacionais e hipertensão arterial sistêmica). As 465 publicações retidas nesse processo foram submetidas à verificação de duplicidade e leitura dos seus resumos, com posterior exclusão de 418 artigos por serem estudos que não analisaram a referida associação ou por estarem duplicados.

Com base no descrito, 47 estudos foram inicialmente submetidos à leitura completa e, posteriormente, à avaliação crítica de validade/qualidade científica para definir quais deles seriam de fato incluídos nesta revisão, considerando os critérios de inclusão. Assim, obteve-se um número final de 23 artigos para elaboração deste estudo.

 

RESULTADOS

As informações acerca dos estudos já apresentados foram descritas na Tabela 1, agrupadas a partir das seguintes características: título do artigo, desenho do estudo, população estudada, exposição ocupacional analisada e principais achados.

 

 

Após análise dos 23 artigos retidos, foi obtida a seguinte distribuição de acordo com o tipo de estudo: 18 transversais e 5 coortes. Quanto ao tipo de exposição ocupacional avaliada, trabalho em turnos, ruído e estresse corresponderam aos fatores ocupacionais mais abordados, presentes em 34,78, 30,43 e 26,08% dos artigos, respectivamente. Outros fatores de riscos citados, em menor proporção, foram tempo de trabalho, solventes, poluição do ar e uso de medicamento para inibir o sono durante o trabalho. Ademais, cinco estudos analisaram dois ou mais desses fatores e sua relação com hipertensão arterial5,8,11,13,20.

Houve referência à associação positiva com HAS em 18 artigos, e negativa em um artigo27, de modo que em apenas quatro deles15,21-23 esses achados não foram observados. Para uma melhor análise dos resultados, esses estão descritos abaixo, de acordo com os principais fatores ocupacionais identificados.

TRABALHO EM TURNOS

Foram retidos sete estudos5,11,13-17 sobre trabalho em turnos e HAS (dois coortes e cinco transversais), dos quais seis5,11,13,14,16,17 evidenciaram uma associação positiva. Além disso, em dois deles5,11 analisou-se a combinação com outros fatores ocupacionais como exposição a ruído, estresse no ambiente de trabalho e solventes.

Um dos artigos demonstrou um possível efeito aditivo entre ruído e trabalho em turnos para a ocorrência de HAS, estudando trabalhadores de uma indústria de manufatura de borracha. Foi realizada a comparação de grupos com diferentes exposições a trabalho em turnos (diurno e noturno) e a ruído (acima e abaixo de 85 dB)5.

É válido ressaltar, ainda, 1 estudo de coorte histórico (14 anos) realizado no Japão, com 6.711 trabalhadores de fábrica de aço, no qual a alternância de turnos de trabalho constituiu fator independente para o incremento dos níveis tensionais17. Já outro trabalho (estudo transversal) analisou 3.039 motoristas iranianos e não demonstrou associação entre trabalhos em turnos e hipertensão arterial15.

Do total analisado, três artigos13,15-16 utilizaram inferência estatística com amostra randomizada em sua análise, e apenas um deles15 não evidenciou associação com HAS.

RUÍDO

Todos os oito estudos5-12 retidos sobre ruído e hipertensão demonstraram alguma associação positiva, inclusive aqueles que foram analisados em combinação com outros fatores de risco ocupacionais (trabalho em turnos e solventes)5,8,11. No entanto, os resultados encontrados são variáveis com relação aos seguintes aspectos: medida de frequências de ruído, nível em decibéis e alteração de pressão sistólica e/ou diastólica.

Um estudo realizado com 188 trabalhadores de uma fábrica de parafusos analisou a exposição a diferentes frequências e níveis de ruído e evidenciou associação positiva com hipertensão apenas nos expostos a valores maiores ou iguais a 70 dB na frequência de 4.000 Hz por 2 a 4 anos7. Já Lee et al. 10 evidenciaram incremento de pressão arterial sistólica em 1,7, 2,0 e 3,8 mmHg respectivamente em trabalhadores expostos a ruído intermitente sem utilização de protetores auditivos, a níveis < 85 e > 85dB com uso de tais equipamentos, quando comparados ao grupo de base. Nesse mesmo estudo, não foi observada variação importante da pressão arterial diastólica 10.

Sobre os métodos, apenas um dos trabalhos9 utilizou inferência estatística com amostra aleatória em sua análise. De todos os artigos examinados, apenas dois eram estudos de coorte10,12 e os demais eram estudos transversais.

ESTRESSE

Dos seis estudos avaliados sobre estresse no ambiente de trabalho13,18-22, quatro evidenciaram associação positiva com HAS13,18-20. Um deles aponta como fator estressor o relacionamento na equipe de trabalho, que é fortemente associado à alteração da pressão sistólica e diastólica13.

Todos os artigos utilizaram questionários para avaliar a exposição ao estresse e em apenas dois deles21-22 a amostra não foi randomizada. Outros três direcionaram sua análise para a população feminina13,18,22. Quanto ao desenho, apenas um estudo foi de coorte13.

Ademais, entre os estudos retidos sobre o tema são apresentados diferentes conceitos de estresse, os quais foram abordados a partir dos seguintes aspectos: cansaço físico, demanda psicológica, controle no trabalho e organização.

As informações obtidas por questionário variaram de acordo com a definição de estresse utilizada e com os grupos profissionais analisados. Cavagioni L. et al.20, por exemplo, em artigo sobre hipertensão em profissionais de serviço pré-hospitalar, incluíram "trabalhar cansado" e "sono diurno durante o plantão" entre os itens avaliados. Este último, por sua vez, constituiu um fator protetor a partir da avaliação do período de sono por Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA)20. Já o estudo sobre estresse em policiais, realizado na Índia, analisou questões como condições de trabalho, prejuízo de relação afetiva, responsabilidade por terceiros e rentabilidade19.

OUTROS

Entre os demais artigos, cinco estudos8,11,24-26 também evidenciaram associação entre o fator de risco ocupacional analisado e a hipertensão. Trata-se de um total de seis artigos8,11,24-27 sobre outros fatores de riscos ocupacionais, com a seguinte distribuição: tempo de trabalho (dois), solventes (um), poluição do ar (um) e uso de medicamentos para inibir o sono (um).

 

DISCUSSÃO

A HAS constitui uma doença crônica geralmente abordada a partir de fatores individuais (sedentarismo, obesidade, hereditariedade, entre outros) em detrimento daqueles relativos à coletividade (entre esses, os ocupacionais) como responsáveis pela sua patogênese. Entretanto, cada vez mais é discutida na literatura a possível relação entre riscos ocupacionais e o desenvolvimento da HAS. Nesse contexto, o presente estudo reuniu publicações de um período de cinco anos com a finalidade de agregar informações sobre essa temática.

A partir da análise dos resultados, observa-se que a maioria dos artigos incluídos nessa revisão evidenciou alguma associação entre fatores ocupacionais e hipertensão. Conforme já mencionado anteriormente, trabalho em turnos, ruído e estresse no ambiente de trabalho foram os riscos mais citados.

Diante dos estudos selecionados, evidenciou-se uma possível relação entre trabalho em turnos e hipertensão arterial, visto que seis dos sete estudos sobre o tema demonstraram essa associação. Em apenas um deles15 o mesmo não foi observado, de modo a fortalecer a existência dessa associação. Ademais, nos dois artigos5,11 em que trabalho em turnos foi analisado em conjunto com outros fatores ocupacionais, houve associação positiva, o que pode sugerir uma contribuição do mesmo para o desenvolvimento de HAS também quando combinado a outros fatores de risco.

Vários estudos demonstram que o trabalho em turnos causa alteração do ritmo circadiano e, consequentemente, pode contribuir para o surgimento de doenças cardiometabólicas14,28-29, entre elas a hipertensão, em diferentes categorias profissionais. Outros fatores citados como relacionados a esse tipo de trabalho (distúrbios de sono e hábitos de vida menos saudáveis) contribuiriam na patogênese daquelas disfunções orgânicas14. Apesar da plausibilidade biológica das consequências do trabalho em turnos, o tema traz ainda controvérsias15.

Verificou-se que todos os sete estudos desta revisão sobre exposição a ruído e HAS evidenciaram alguma associação, apesar de grande heterogeneidade de resultados entre eles, relativa ao nível (dB) e à frequência (Hz) de ruído bem como ao período de exposição e ao efeito sobre as pressões arterial sistólica e/ou diastólica. Essa heterogeneidade de resultados dificulta a identificação de quais características da exposição a tal fator de risco estariam relacionadas a aumento de níveis pressóricos, já que os artigos apontaram associação em diferentes medidas de frequência e níveis de decibéis e, muitas vezes, relacionada à elevação de pressão sistólica ou diastólica isoladas. Ainda assim, pode-se afirmar que os achados fortalecem a relação entre ruído e hipertensão, visto que todos demonstraram o aumento dos níveis pressóricos com exposição ao ruído.

Sobre estresse no ambiente de trabalho, não foi possível estabelecer de forma conclusiva associação positiva com HAS a partir da análise dos seis artigos selecionados a respeito dessa temática. Observou-se que quatro de seis estudos apontaram relação entre estresse e hipertensão, de forma a não ser possível realizar tal inferência diante das evidências resumidas até aqui.

Entre os fatores que podem interferir nesses resultados está a utilização de diferentes conceitos de estresse — fadiga, demanda psicológica e de controle, biológico (sintomas físicos e psíquicos) — entre os estudos, de forma a não haver uniformidade entre os aspectos avaliados por meio de questionário. Ademais, cada artigo avaliou categorias profissionais específicas e, portanto, algumas das informações obtidas foram direcionadas para o grupo analisado, impossibilitando inferências amplas sobre a relação entre estresse e hipertensão.

Os demais fatores ocupacionais somaram seis artigos, com a seguinte distribuição: tempo de trabalho (dois), solventes (dois), poluição do ar (um) e uso de medicamentos para inibir o sono (um). O pequeno número desses estudos impossibilitou a análise da relação com o aumento dos níveis pressóricos.

Ademais, a maioria dos artigos utilizados nesta revisão trata de estudos transversais, que apresentam algumas limitações válidas de ressalva. Esse tipo de desenho não permite estabelecer relação de causalidade entre a exposição e o desfecho. Também o efeito trabalhador sadio pode estar presente, já que os trabalhadores incluídos na população estudada poderiam ser aqueles ativos no momento da coleta dos dados.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que o uso de inferência estatística não se aplica a pesquisa que não utiliza amostragem aleatória para obtenção da população de estudo. Apesar disso, em vários estudos7-8,17,22,23,27 os autores, de forma equivocada, recorrem aos testes estatísticos. A conveniência de uma amostra impossibilita fazer uso da inferência estatística dos resultados, já que ela não foi obtida atendendo aos pressupostos da estatística inferencial. Da mesma forma, em caso de estudos que abordam o universo de indivíduos (um censo)5-6,10,12,25 não há porque se fazer testes estatísticos, tendo em vista que os resultados foram obtidos para todos os indivíduos da população e, portanto, não foi retirada uma porção de um universo para o qual pretende-se inferir estatisticamente os resultados obtidos na amostra.

A realização de teste estatístico só pode ter sentido para inferir os resultados para a população-alvo, a partir de amostra aleatória. Assim, o que se pode fazer em estudos com amostra por conveniência é a inferência não estatística — os autores têm elementos que sugerem que a amostra por conveniência utilizada "representa" ou "se aproxima" do universo da população? Mas isso não é inferência estatística. Embora esse aspecto — usar inferência estatística para resultados de amostras não aleatórias — revele uma inadequação metodológica, especificamente de análise dos dados, presente em muitos estudos da revisão, optou-se por mantê-los, tendo em vista o predomínio dessa inadequação na literatura epidemiológica30.

 

CONCLUSÃO

Com base nos achados deste estudo, conclui-se que, dentre os fatores ocupacionais em questão, o ruído se destacou como associado à hipertensão arterial assim como, em menor proporção, o trabalho em turnos. Quanto aos demais, não foi possível concluir sobre a existência ou não dessa relação. Assim, são necessários mais estudos sobre o tema — HAS e fatores ocupacionais — para ampliar a compreensão dessa problemática.

Diante da elevada prevalência de HAS na população brasileira, o controle e o tratamento dessa patologia como fator de risco modificável seriam de impacto na redução da morbimortalidade por doenças cardiovasculares. Nesse contexto, a saúde do trabalhador se insere no cenário da saúde pública não apenas ante à significativa morbimortalidade e aos custos para a saúde oriundos de doenças cardiovasculares, mas também diante das possibilidades de ação preventiva e de controle de riscos resultantes da exposição ocupacional a possíveis fatores predisponentes.

 

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Recebido em 13 de Outubro de 2015.
Aceito em 9 de Março de 2016.

Trabalho realizado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) — Salvador (BA), Brasil.

Fonte de financiamento: nenhuma


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