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ARTIGO ORIGINAL

Distribuição e densidade espacial dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil

Distribution and spatial density of viral hepatitis cases in Brazil due to occupational accidents

Técia Maria Santos Carneiro e Cordeiro1,2; Tânia Maria de Araújo2; Argemiro D’Oliveira Júnior1

DOI: 10.47626/1679-4435-2022-696

RESUMO

INTRODUÇÃO: As hepatites virais são doenças infecciosas, silenciosas e endêmicas no Brasil e podem ser transmitidas por acidentes de trabalho.
OBJETIVOS: Analisar a distribuição e a densidade espacial dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil no período de 2007 a 2014.
MÉTODOS: Estudo ecológico de múltiplos grupos com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram realizadas análises espaciais de detecção de aglomerados e de densidade de pontos pelas técnicas e estimativas de Kernel, respectivamente.
RESULTADOS: A distribuição e a densidade dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil de 2007 a 2014 se concentraram nos estados das regiões Sudeste (40,6%) e Sul (28,1%), com pequeno aumento nos registros no período de 2011 a 2014 (53,9%). A classificação etiológica foi predominante para os vírus C (45,3%) e B (45,1%).
CONCLUSÕES: As notificações de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil aumentaram nos últimos anos, com maior densidade de notificações nos estados das regiões Sudeste e Sul, pelos vírus B e C. Assim, é necessário intensificar as intervenções da vigilância em saúde nos campos de trabalho, e o cartão de vacina deve ser um passaporte para admissão do trabalhador na empresa pública ou privada.

Palavras-chave: análise espacial; notificação de doenças; doenças transmissíveis; hepatite viral humana; acidentes de trabalho.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Viral hepatitis, an infectious disease endemic to Brazil, can be transmitted by occupational accident.
OBJECTIVES: To analyze the distribution and spatial density of viral hepatitis due to occupational accidents in Brazil from 2007 to 2014.
METHODS: This ecological study of multiple groups used data from the Brazilian Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Disease Information Notification System). Spatial analysis of cluster detection and point density was performed using kernel techniques and estimates.
RESULTS: The recorded cases were concentrated in the southeastern (40.6%) and southern regions (28.1%), and a small increase occurred between 2011 and 2014 (53.9%). The etiological classification was predominantly hepatitis C virus (45.3%) and B virus (45.1%).
CONCLUSIONS: Reports of viral hepatitis due to occupational accidents have increased in Brazil in recent years, with a higher density in the southeastern and southern regions, especially viruses B and C. Thus, occupational health surveillance must be intensified, including vaccination cards for worker admission to the public or private companies.

Keywords: spatial analysis; disease notification; communicable diseases; hepatitis, viral, human; occupational accidents.

INTRODUÇÃO

As hepatites virais são infecções endêmicas no Brasil, silenciosas e responsáveis pela magnitude da morbidade e mortalidade em todo o mundo1,2. A forma de transmissão difere entre os vírus, podendo ser fecal-oral, pessoa-pessoa, parenteral e sexual, todas com tropismo primário no fígado3.

No campo de trabalho, as hepatites virais podem ser contraídas por acidentes de trabalho durante a execução de atividades laborais com ou sem a devida precaução, com ou sem o uso de equipamentos de proteção individual/coletiva; pela não vacinação ou não resposta imunológica; ou devido ao ritmo e à sobrecarga de trabalho, causando danos à integridade física e mental do trabalhador. Além disso, a infecção também pode ser facilitada pela falta de meios para proteção individual entre os trabalhadores informais.

As estratégias de controle e prevenção das hepatites virais incluem desde notificação obrigatória, rastreamento das infecções com os testes rápidos, testes laboratoriais, identificação dos agentes virais até a vacinação. A notificação compulsória de doenças e agravos no Brasil foi estabelecida em 1975 com a instituição do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) e a definição de uma lista de doenças e agravos, a qual foi atualizada em fevereiro de 20204.

No Brasil, a maior concentração de casos de hepatites virais na população no período de 1999 a 2016 foi do vírus da hepatite B (VHB), com 37,8%, seguido do vírus da hepatite C (VHC), com 32,5%; vírus da hepatite A (VHA), com 29%; e vírus da hepatite D (VHD), com 0,7%5. Apesar de o Brasil ser um país endêmico para hepatite, ocorre uma variação na incidência de acordo a área geográfica, sendo que, em uma mesma região, observam-se áreas que são intermediárias e outras, baixas. Entre trabalhadores, as frequências variam: coletores de resíduos domésticos – 0,09% para VHC e 5,6% para VHB6; coletores de resíduos de serviços de saúde – 3,3% para VHC e 9,8% para VHB6; coletores de materiais recicláveis – 1,6% para VHC7; profissionais da saúde – 0,9% para VHC8; e trabalhadores em geral – 0,2% para VHB e 0,1% para VHC9.

A prevenção das hepatites virais deve ser realizada com vacinação para VHA e VHB e medidas diretas de prevenção contra a infecção para VHC, VHD e VHE. No Brasil, a vacina contra VHA é indicada para adultos com o esquema de duas doses (0-6 meses) apenas na rede privada10. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza essa vacina para crianças de 15 meses a menores de 5 anos (dose única)11. A vacina contra VHB é indicada pelo PNI para todas as pessoas, independentemente da idade, com esquema de três doses (0, 1 e 6 meses)11. No entanto, é essencial que o exame anti-HBs seja realizado depois que o esquema vacinal estiver completo, a fim de conferir a imunidade: níveis de anti-HBs ≥10 UI/mL12 são considerados reagentes, enquanto níveis ≥ 100 UI/mL representam uma resposta vacinal excelente.

Tendo em consideração que as hepatites virais por acidentes de trabalho devem ser evitadas/prevenidas no exercício das atividades laborais e a escassez de materiais publicados com dados nacionais para direcionar a vigilância em saúde no país, este estudo teve o objetivo de analisar a distribuição e a densidade espacial dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil no período de 2007 a 2014.

 

MÉTODOS

Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e de múltiplos grupos desenvolvido com dados secundários de hepatites virais do Brasil. O Brasil é formado por 27 estados e pelo Distrito Federal, divididos em cinco regiões: Sudeste, Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Foram utilizados todos os casos notificados e confirmados de hepatites virais no período de 2007 a 2014 que apresentavam como fonte de infecção acidentes de trabalho. Foi cedido acesso ao banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. As variáveis selecionadas foram os estados do Brasil (todos os 27 e o Distrito Federal) e a classificação etiológica (vírus A, vírus B e vírus C).

A análise espacial dos dados foi realizada considerando como unidade de análise os aglomerados (municípios/estados do Brasil); assim, foram inseridas para cada caso a latitude e a longitude do local de residência dos casos. Para isso, foi realizada análise de padrões de dados com representação por pontos através da distribuição (frequência absoluta) dos casos de hepatites virais por acidente de trabalho no período em estudo (2007-2014) pelas variáveis selecionadas.

Posteriormente, foram realizadas análises de detecção de aglomerados e de densidade de pontos através das técnicas e estimativas de Kernel, respectivamente. Assim, definiram-se intervalos de tempo para comparação dos dados: o período total de 2007 a 2014 e os períodos de 2007 a 2010 e 2011 a 2014. A densidade dos pontos pelas estimativas de Kernel foi classificada em muito baixa, baixa, média, alta e muito alta, de acordo a homogeneidade dos pontos por aglomerados. Para o processamento dos dados, foram utilizados os programas Microsoft Office Excel 2007 e o ArcGis versão 10.3.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia, sob o parecer nº 1.249.977/2015, atendendo à Resolução nº 466/2012.

 

RESULTADOS

No Brasil, de 2007 a 2014, foram notificados 1.493 casos de hepatites virais por acidentes de trabalho. O registro foi maior nas regiões Sudeste (40,6%), Sul (28,1%) e Nordeste (11,9%) e menor nas regiões Centro-Oeste (10,4%) e Norte (9,1%). Em relação aos estados, os percentuais de registros foram mais elevados em São Paulo (26,1%), Rio Grande do Sul (13,3%), Paraná (7,6%), Minas Gerais (7,4%), Santa Catarina (7,1%), Rio de Janeiro (5,5%), Bahia (4,4%), Goiás (3,8%) e Acre (2,3%). Quanto aos municípios, houve maior número de notificações em São Paulo (7,6%), Porto Alegre (3,9%), Brasília (2,6%), Curitiba (2,5%), Rio de Janeiro (1,9%), São José do Rio Preto (1,8%), Belo Horizonte (1,5%), Caxias do Sul (1,4%) e Canoas (1,3%).

No período em estudo, observaram-se oscilações nos registros, com maior notificação no ano de 2012 (14,8%). Durante o período de 2007 a 2014, a densidade dos casos foi muito alta no estado de São Paulo e alta nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esses mesmos estados também apresentaram densidade média, junto a parte dos estados de Goiás e Espírito Santo. A densidade foi considerada baixa nos estados da região Nordeste (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão) e nos estados de Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre (Figura 1).

 


Figura 1. Distribuição e densidade de Kernel dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil, 2007 a 2014.

 

Quando comparamos os períodos de 2007 a 2010 (46,1%) e 2011 a 2014 (53,9%) com o período total, percebe-se que, no primeiro período, a densidade foi muito baixa nos estados de Rondônia e Maranhão e baixa no estado do Pará (Figura 2A). Já de 2011 a 2014, os estados de Santa Catarina e Paraná passaram a ter densidade média de casos, enquanto Rondônia, Mato Grosso e Amazonas apresentaram baixa densidade (Figura 2B).

 


Figura 2. Densidade de Kernel dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil nos períodos de 2007 a 2010(a) e 2011 a 2014(b).

 

A classificação etiológica no período foi predominante para os vírus C (45,3%) e B (45,1%), sendo que o vírus B apresentou maior frequência na maioria dos estados (50,5-100%), exceto Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, onde predominou o vírus C (51,6-74,1%). O vírus A apresentou a menor proporção de notificação (1,3%), tendo sido notificado por apenas 13 estados, variando de um a três casos (Figura 3).

 


Figura 3. Distribuição dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho segundo classificação etiológica, Brasil, 2007 a 2014.

 

DISCUSSÃO

A distribuição e a densidade dos casos de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil de 2007 a 2014 se concentraram nos estados das regiões Sudeste e Sul, com pequeno aumento nos registros no período de 2011 a 2014. A distribuição foi maior para os vírus B e C.

O quantitativo de casos notificados de hepatites virais por acidentes de trabalho apresentado para um período de 8 anos em um país como o Brasil pode ser esperado, embora esses dados estejam subestimados devido a apenas 45,8% dos campos “fonte de infecção” terem sido preenchidos e à falta de notificação dos casos diagnosticados pelos profissionais de saúde e/ou responsáveis pelos serviços de saúde. Estudos apontam que a subnotificação de casos de acidentes com materiais biológicos13,14 e hepatites virais15 ocorre devido aos trabalhadores considerarem os acidentes simples e não procurarem os serviços de saúde, e isso resulta em poucos casos notificados. No entanto, visto que acidentes de trabalho são evitáveis no campo da saúde do trabalhador e que as hepatites virais são doenças infecciosas de alta transmissibilidade que podem tornar-se crônicas, gerando custos aos serviços de saúde e à previdência social, além de serem imunopreveníveis, esses dados se tornam relevantes para a vigilância em saúde implementar intervenções nos campos laborais.

As regiões Sudeste e Sul são aquelas com o maior número de postos de trabalhos, sendo que quanto mais campo de trabalho, maior também o quantitativo de trabalhadores expostos aos riscos de acidentes de trabalho. Apesar de essas regiões serem classificadas como de baixa endemicidade15,16, concentram a maior ocorrência de VHB e VHC do país5. Assim, são necessários maiores investimentos em medidas de prevenção de riscos e/ou acidentes de trabalho nessas regiões.

O número de notificações aumentou no último período analisado. Na Polônia17 e em Barcelona18, a ocorrência também é alta, estando associada a não imunização dos trabalhadores14. Além disso, os programas de educação permanente para os profissionais de saúde e/ou responsáveis pelos serviços de saúde para diagnóstico, nexo causal e notificação, assim como o acompanhamento e a conclusão dos casos notificados, podem ter contribuído para esse aumento. No entanto, não se pode excluir o fato de esses acidentes terem aumentado pela falta de precaução dos trabalhadores no desenvolvimento das atividades laborais.

Os vírus B e C possuem maior probabilidade de transmissão em diferentes ocupações pelas vias percutânea e sexual e podem gerar maiores complicações aos trabalhadores acometidos. Estudos apontam o aumento da ocorrência do vírus B em trabalhadores15 e uma frequência maior do que a do vírus C em alguns grupos ocupacionais6. A diferença proporcional do vírus C para o vírus B no presente estudo foi pequena, mesmo o vírus C tendo apresentado crescimento na população brasileira nos últimos anos5. O vírus B não deveria ocorrer na mesma proporção do vírus C devido ao acesso à vacina por toda a população brasileira, independentemente de idade e grupo de risco.

A prevenção por meio da vacinação contra VHB e a precaução durante a execução das atividades laborais para evitar acidentes com materiais biológicos e, consequentemente, as hepatites virais são primordiais para os trabalhadores. Além disso, a procura de ajuda nos serviços de saúde após acidentes com materiais biológicos é relevante para iniciar a profilaxia pós-exposição, com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de uma hepatite viral, assim como para notificação e acompanhamento dos casos reais14. Em São Paulo, dos trabalhadores que procuraram os serviços de saúde após acidente com material biológico, apenas cerca de 25% retornaram para o seguimento da profilaxia; com lembrete por telefone, passou para cerca de 50%19. Os trabalhadores precisam ser orientados nos postos de trabalho acerca da relevância da profilaxia pós-exposição a material biológico.

As limitações deste estudo se referem ao uso de dados secundários, como preenchimento da ficha de notificação por diversas pessoas, visto que não há capacitação constante para preenchimento dos dados; falhas na completude e consistência dos dados20; estabelecimento do nexo causal; e densidade populacional. A escassez de estudos similares para comparação dos dados também consiste em limitação. No entanto, mesmo com algumas limitações, é necessário utilizar esses dados com o objetivo de melhorar o processo de coleta, digitação e análise dos dados, a fim de que as ações de vigilância sejam efetivas em cada espaço geográfico.

 

CONCLUSÕES

Observou-se que capacitações para profissionais de saúde e/ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde que preenchem as fichas de notificação e para digitadores do SINAN devem ser realizadas periodicamente, assim como a avaliação dos campos essenciais e obrigatórios que contribuem para análises da vigilância em saúde e possíveis intervenções. Conclui-se que as notificações de hepatites virais por acidentes de trabalho no Brasil aumentaram nos últimos anos, com maior densidade de notificações nos estados das regiões Sudeste e Sul, pelos vírus B e C. Dessa forma, é necessário intensificar as intervenções da vigilância em saúde nos locais de trabalho, visando à prevenção primária de acidentes de trabalho com material biológico; promover a saúde por meio da educação permanente acerca das normas de biossegurança e precaução; e incentivar a proteção específica com a vacinação contra VHB, sendo que o cartão de vacina deve ser um passaporte para admissão do trabalhador na empresa pública ou privada.

Contribuições dos autores

TMSCC participou da concepção, metodologia, análise formal, interpretação e redação – esboço original e revisão & edição do trabalho. TMA participou da análise formal e redação – revisão & edição do trabalho. ADOJ participou da metodologia, análise formal e redação – revisão & edição do trabalho. Todos os autores aprovaram a versão final submetida e assumem responsabilidade pública por todos os aspectos do trabalho.

 

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Recebido em 8 de Outubro de 2020.
Aceito em 27 de Janeiro de 2021.

Fonte de financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) - Código do financiamento 001. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - Auxílio financeiro (processo nº. 427045/2016-9)

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