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ARTIGO ORIGINAL

Perfis de fumicultores da região Sul do Brasil com doença da folha verde do tabaco

Profile of tobacco growers with green tobacco sickness in Southern Brazil

Morgana Pappen; Vanessa Amabile Martins; Jane Dagmar Pollo Renner; Cezane Priscila Reuter; Suzane Beatriz Frantz Krug

DOI: 10.47626/1679-4435-2022-686

RESUMO

INTRODUÇÃO: A doença da folha verde do tabaco acomete fumicultores durante o manuseio da folha do tabaco, independente da etapa de seu cultivo.
OBJETIVOS: A pesquisa objetivou caracterizar os perfis sociodemográfico e ocupacional, bem como os hábitos de saúde de fumicultores com a doença da folha verde do tabaco no cultivo do tabaco.
MÉTODOS: Foi desenvolvido estudo transversal descritivo através da utilização de um banco de dados de uma pesquisa prévia realizada em um município do Sul do Brasil, que foi analisado através de frequência absoluta relativa.
RESULTADOS: Foram encontrados oito casos de fumicultores com doença da folha verde do tabaco, dos quais foi descrito o perfil sociodemográfico, ocupacional e de hábitos de saúde.
CONCLUSÕES: Os dados encontrados na pesquisa confirmam a literatura já existente sobre fumicultores, sendo que os perfis sociodemográfico e ocupacional e os hábitos de saúde dos fumicultores com a doença da folha verde do tabaco são encontrados na literatura científica, além de também estarem presentes os dos fumicultores sem o quadro da doença.

Palavras-chave: cotinina; tabaco; riscos ocupacionais.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Green tobacco sickness affects tobacco growers while handling tobacco leaves, regardless of the cultivation stage.
OBJECTIVES: To characterize the sociodemographic and occupational profiles of tobacco growers with green tobacco sickness, as well as their health habits.
METHODS: This was a cross-sectional, descriptive study with information from a database obtained from a previous study conducted in a Southern Brazilian municipality. The data were analyzed using absolute and relative frequency.
RESULTS: We identified 8 cases of tobacco growers with green tobacco sickness, whose sociodemographic and occupational profiles and health habits were described.
CONCLUSIONS: The data obtained in this study corroborate the existing literature on tobacco growers. The sociodemographic and occupational profiles and the health habits of our study participants have already been described in other studies, as well as of tobacco growers without green tobacco sickness.

Keywords: cotinine; tobacco; occupational risks.

INTRODUÇÃO

Os fumicultores estão constantemente expostos a riscos de saúde durante a execução de suas atividades de trabalho no cultivo do tabaco. Isso ocorre principalmente devido à exposição à nicotina, a qual está presente na folha do tabaco. Dessa maneira, os órgãos públicos consideram que os agravos ocupacionais surgidos a partir do cultivo do tabaco podem ser considerados como um problema de saúde pública1,2.

A exposição à nicotina faz com que essa substância seja absorvida por via dérmica, transformada em cotinina no fígado e excretada pelo rim, podendo desenvolver um quadro de intoxicação aguda, caracterizado como doença da folha verde do tabaco (DFVT)3,4.

A DFVT acomete fumicultores durante o manuseio da folha do tabaco, independente da etapa de seu cultivo. Para ser diagnosticado com a DFVT, o fumicultor deve apresentar a tríade da doença, caracterizada pelo exame de cotinina alterado, pela exposição ao tabaco e pela apresentação de sinais ou sintomas de intoxicação em até 72 horas após o contato. Os sinais e sintomas mais característicos são cefaleia, náuseas, tontura, vômito, palidez, aumento da salivação, sudorese, fraqueza, calafrios e diarreia5,6.

A DFVT foi descrita em fumicultores na região da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, na Índia, no Japão, na Polônia e no Brasil em 2007, sendo que o primeiro diagnóstico médico da DFVT foi relatado em 1970, devido a casos na Flórida. No Brasil, existem poucos estudos epidemiológicos nessa temática; contudo, há conhecimento de uma pesquisa realizada em Arapiraca/Alagoas, do tipo caso-controle, em 2007; outra realizada em Candelária/Rio Grande do Sul (RS), do tipo caso-controle, em 2008; outra desenvolvida em São Lourenço/RS, do tipo transversal, em 2011; e outra, também em Candelária, do tipo coorte, em 20155,7-10.

O interesse pela temática surgiu após a participação em uma pesquisa prévia sobre a DFVT com fumicultores de um município do interior do RS. Esse município foi escolhido também para o presente estudo, fortalecendo, assim, a pesquisa na área da DFVT no estado. O presente artigo caracteriza-se por ser um estudo realizado com fumicultores com quadro da DFVT, se tornando, assim, inovador na área. Além disso, o artigo contribuirá para esse tema e influenciará no fortalecimento à saúde dos fumicultores.

O presente artigo objetivou caracterizar os perfis sociodemográfico e ocupacional, bem como os hábitos de saúde de fumicultores com a DFVT no cultivo do tabaco.

 

MÉTODOS

Tratou-se de um estudo transversal e descritivo, elaborado através da análise do banco de dados originado da dissertação no Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) intitulada “Doença da folha verde do tabaco: uma análise por FT – IR da metabolômica da saúde dos fumicultores”11, realizada em 2015.

O município estudado em questão é Candelária, localizado no Vale do Rio Pardo no RS, o qual possui área de 944 km², com população de 30.171 habitantes12. Ele é considerado o quarto maior produtor de tabaco do RS, cultura que envolve aproximadamente 4.000 famílias e cerca de 7.900 hectares de tabaco por ano12.

O banco de dados utilizado, composto por dados bioquímicos e dados obtidos do questionário, possui informações de 52 fumicultores moradores do município e que coletaram exames bioquímicos durante as etapas do cultivo do tabaco. Entretanto, o questionário foi aplicado somente na etapa do plantio, em que participaram 39 fumicultores. Assim, para diagnosticar os fumicultores com DFVT, foram analisados os exames bioquímicos, e, para a descrição dos perfis, foram utilizadas as informações do questionário.

Os dados bioquímicos foram obtidos nas três etapas do cultivo do tabaco, sendo plantio, colheita e classificação. Os valores analisados neste estudo foram a dosagem de cotinina, a qual auxiliou no diagnóstico dos fumicultores com a DFVT, e também os dados do questionário, dividido em dados sociodemográficos, dados ocupacionais e dados de saúde.

O critério de inclusão da amostra foi apresentar quadro sugestivo para a DFVT. Os fumicultores que relataram hábito tabagista, independentemente da quantidade de cigarros consumidos, foram excluídos do estudo.

Para a caracterização da DFVT, foram analisados os valores de referência da cotinina, considerados menor de 20 ng/dL para não fumantes, de 20 a 50 ng/mL para os fumantes passivos ou ocasionais e o valor acima de 50 ng/mL para fumantes, conforme método de referência do laboratório contratado para realizar as análises. Para a análise do questionário, foi usada frequência absoluta relativa.

Para a descrição do perfil sociodemográfico, foi considerado o sexo, a idade, o estado civil, a raça e a escolaridade; e para o perfil ocupacional, foi observado o tipo de tabaco, o tempo de trabalho, o tempo de exposição ao tabaco por dia, o uso de equipamento de proteção individual (EPI) e a sua relação com o trabalho. Para os hábitos de saúde, foram analisados os sinais e sintomas da DFVT nos fumicultores e a assistência de saúde.

Para o fumicultor ser considerado com quadro da DFVT, deveria apresentar a tríade da doença, o que tornou necessário analisar o valor de cotinina. Foram diagnosticados nove casos de fumicultores com DFVT durante as etapas de colheita e classificação (quatro durante a colheita e cinco durante a classificação), tratando-se um desses casos do mesmo fumicultor, que apresentou o quadro da doença nessas duas etapas de cultivo do tabaco.

A presente pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa da UNISC, conforme o parecer 2.393.086 no dia 22 de novembro de 2017, seguindo os preceitos éticos da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) sobre Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas envolvendo seres humanos.

 

RESULTADOS

Para caracterizar o perfil sociodemográfico, foi elaborada a Tabela 1, a qual contém informações dos oito fumicultores com a DFVT, descrevendo sexo, raça, escolaridade e estado civil. Esses fumicultores residem em cinco diferentes distritos de Candelária e possuem idade entre 31 e 65 anos.

 

 

Como perfil ocupacional, todos os fumicultores cultivavam o tabaco do tipo Virgínia e realizavam todas as atividades necessárias para o cultivo da planta, como semeadura, transplante, carregamento de trouxas, desponte, sortir, colheita e enfardar. Entretanto, apenas os três homens realizavam aplicação de agrotóxicos além dessas outras atividades. Sete fumicultores eram donos de suas propriedades e um era diarista, os quais relataram trabalhar 8 a 13 horas por dia. Sobre a idade que iniciaram nas atividades do tabaco, seis fumicultores iniciaram com 7 a 10 anos e dois iniciaram a partir de 13 anos.

Sobre a utilização de EPI, nenhum fumicultor usa de forma adequada. Entretanto, todos usam calça comprida, camisa de manga longa, chapéu e sapato fechado, além de relatarem o uso de mais algum EPI ocasionalmente, como luva de borracha, luva de tecido e blusa impermeável. Todos os fumicultores relataram receber algum tipo de informação sobre a importância da correta utilização de EPI das empresas fumageiras.

Como hábitos de saúde, todos os fumicultores relataram sentir algum sinal ou sintoma durante ou após a jornada de trabalho, como náuseas, vômito, cefaleia, diarreia, visão turva, dificuldade de dormir, fraqueza, tontura, tremores e dores musculares. Somente três fumicultores procuraram algum serviço de saúde do município para tratar esses sintomas. Dos oito fumicultores, um foi diagnosticado com depressão, estando em tratamento; um, com hipertensão; e um, com hipercolesterolemia. Nenhum fumicultor tem o hábito de realizar algum tipo de atividade física, e cinco relataram ingerir bebida alcoólica frequentemente.

 

DISCUSSÃO

Percebeu-se que, no presente artigo, foram analisados casos de fumicultores com DFVT, constatados durante as etapas de colheita e classificação, o que vai ao encontro a ideia de Martins et al.9, que identificaram casos de fumicultores com DFVT somente durante a etapa da classificação. Em contrapartida, há autores que descrevem fumicultores diagnosticados com a DFVT apenas durante a etapa da colheita13.

No presente artigo, a DFVT acometeu a maioria dos fumicultores do sexo feminino, assim como em um estudo realizado em 2014 em São Lourenço/RS, que observou prevalência da DFVT também no sexo feminino8. Contrário a esse resultado, há estudos que trazem o sexo masculino como o que apresenta mais contato com o tabaco, devido à realização de mais atividades durante o cultivo do tabaco3.

Foi observado que os fumicultores do estudo iniciaram suas atividades de trabalho desde crianças, tendo sido relatado, através do questionário, que já aos 7 anos de idade estavam expostos ao tabaco. Por isso, o cultivo iniciado desde muito jovem pode ser considerado como um trabalho infantil, o que pode contribuir para o acometimento de agravos à saúde dos fumicultores na vida adulta. Os autores Kassouf & Santos13 citam que a taxa de prevalência do trabalho infantil rural, considerando as crianças de 5 a 9 anos, é de aproximadamente 75%. Já os autores Riquinho & Hennington14 relatam, em seu estudo, que o cultivo do tabaco envolve toda a família do fumicultor, inclusive as crianças, mesmo que seja proibido o trabalho para menores de 18 anos. Assim, eles complementam que as crianças geralmente iniciam a partir dos 10 anos de idade, realizando as mesmas tarefas que os pais.

Sobre a escolaridade dos fumicultores, percebe-se a baixa adesão à escola, sendo característica da zona rural. Essa baixa escolaridade pode implicar na falta de entendimento de informações importantes sobre manuseio de insumos, como também na dificuldade de interpretação de rótulos de agrotóxicos, o que pode prejudicar a saúde, já que o fumicultor estará exposto aos riscos ocupacionais e não possui o conhecimento necessário para esse manuseio e cuidado. A escolaridade pode influenciar, também, nos hábitos de saúde e na dificuldade em procurar serviço de saúde, já que é considerada uma população mais carente de informações e de acesso15.

O tabaco do tipo Virginia é o mais cultivado no Brasil e também no município pesquisado por ser o tipo que mais se adapta ao clima da região, além de a produção ser considerada de boa rentabilidade financeira. Esse tipo de tabaco se caracteriza por ser uma planta alta, com folhas lanceoladas e grandes, e por apresentar sabor e aroma suaves, sendo cultivada para a fabricação de blends de cachimbo e cigarros15. Para cultivar essa planta, é necessário que o fumicultor realize diferentes atividades, como a semeadura, os cuidados com a planta no canteiro, o preparo da terra, o transplante da planta do canteiro para a terra, as aplicações diversas de agrotóxicos, a colheita de folha por folha, a costura das folhas, a secagem em uma estufa de calor, a separação das folhas secas, a realização de manocas com as folhas secas, o enfardamento das manocas e, após, a comercialização nas fumageiras. Dessa forma, durante a realização de todas essas atividades, o fumicultor fica exposto à nicotina, presente na folha do tabaco, podendo, assim, desenvolver a DFVT16,17.

Observa-se que grande parte dos fumicultores são proprietários das áreas de terra, organizado suas próprias atividades e horários; entretanto, as preocupações com insumos para a safra e gastos são restritas a eles. Ao contrário do proprietário, existe o diarista que segue ordens e horários, bem como fica mais exposto a riscos, por estar todos os dias em contato com o tabaco, já que trabalha em diferentes propriedades num curto período de tempo e não tem horários fixos18,19.

Sobre o uso de EPI, nenhum fumicultor da pesquisa relatou a utilização correta. Diante disso, Goethel et al.20 descrevem que não há nenhum fumicultor que faz uso de todos os EPIs, conforme é indicado. Inclusive, há fumicultores que não os utilizam e outros que utilizam de forma incompleta. Os EPIs têm o objetivo de prevenir o contato do organismo com os agentes químicos externos, prevenindo a saúde do fumicultor.

Estudos relatam que as luvas e roupas de proteção contra a chuva ajudam na diminuição da absorção dérmica, evitando o contato do fumicultor com a nicotina nas regiões das mãos e axilas. A não adesão correta aos EPIs ocorre por eles dificultarem o desenvolvimento do processo de colheita, além de estarem associados às características antropométricas e da sensação térmica causada pelo EPI, já que é um material impermeável e, quando exposto ao sol, diminui a ventilação no corpo do fumicultor, bem como aumenta o calor21,22.

Sobretudo, os fumicultores trabalham longas horas diárias nas atividades do processamento do tabaco, assim ficando mais expostos aos riscos ocupacionais. Existem relatos que fumicultores, durante o período da colheita, podem estar expostos à nicotina desde a vida intrauterina. Eles ficam expostos durante os meses do cultivo de tabaco, diminuindo a exposição entressafras8,21.

Sobre os sinais e sintomas que acometem os fumicultores com DFVT, conforme o estudo de Arapiraca/Brasil e o de Candelária/Brasil, os mais descritos são tonturas, cefaleia, vômito, náusea e fraqueza. Esses sinais e sintomas são característicos de intoxicação crônica e podem aparecer durante ou após 72 horas do contato com o tabaco5,16.

Contudo, a assistência à saúde dos fumicultores é considerada precária devido à dificuldade de acesso dos serviços de saúde, da mesma forma que existe difícil acesso às propriedades rurais. Os fumicultores, por não terem as informações necessárias, acabam não procurando atendimento de saúde quando os sintomas se iniciam. Assim, retardam o atendimento e o tratamento, quando necessário. Da mesma forma que não praticam exercícios físicos, ingerem bebidas alcoólicas regularmente e fazem uso de medicamentos sem assistência correta, os fumicultores acabam adoecendo e procurando algum serviço de saúde quando estão em estado mais grave de saúde23.

 

CONCLUSÕES

Estudar os casos de fumicultores com a DFVT permitiu conhecer a realidade do trabalho rural, além de compreender os perfis característicos desses fumicultores. Entende-se que o cultivo do tabaco é realizado manualmente, caracterizado pela necessidade de intensiva força de trabalho, auxílio da família, longo período de horas trabalhadas no dia, desgaste físico e exposição a agrotóxicos e nicotina, além de estarem suscetíveis ao desenvolvimento de intoxicações ou doenças que acometem todo o corpo humano.

Essa pesquisa evidenciou um agravo à saúde do fumicultor devido à atividade de trabalho no cultivo do tabaco, sendo considerado preocupante, pois a DFVT pode ser vista como um problema de saúde pública. Sabe-se que esse tipo de cultivo gera a rentabilidade de muitas famílias; entretanto, há necessidade de ações de prevenção e promoção à saúde, como a utilização de EPI como forma de evitar a exposição ao agente tóxico. Dessa maneira, são necessárias atividades de conscientização dos fumicultores sobre a prevenção de doenças ocupacionais, bem como políticas públicas para assistência ao fumicultor. A pesquisa também contribuiu no conhecimento científico sobre a DFVT e saúde do trabalhador rural, pois existem poucas publicações científicas nessas áreas.

Como limitação da pesquisa, percebeu-se a pouca existência de estudos científicos a respeito de saúde do trabalhador rural, principalmente sobre fumicultores com DFVT e o pouco reconhecimento dos profissionais de saúde sobre a doença, além de os fumicultores terem pouco conhecimento sobre os agravos de saúde que podem adoecê-los. Também foi observado o viés cultural sobre o cultivo do tabaco, sendo os agravos à saúde e doenças entendidos como normalidade do processo de produção do tabaco, interferindo, assim, na fidedignidade de algumas informações importantes para o estudo.

 

AGRADECIMENTOS

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela concessão da taxa para cursar o Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

Contribuições dos autores

MP foi responsável pela concepção do estudo, análise formal, metodologia e redação – esboço original. VAM participou do tratamento de dados, investigação e redação – esboço original. JDPR participou da supervisão, validação e redação – revisão & edição. CPR participou da supervisão, validação e redação – revisão & edição. SBFK participou da supervisão, validação e redação – revisão & edição. Todos os autores aprovaram a versão final submetida e assumem responsabilidade pública por todos os aspectos do trabalho.

 

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Recebido em 9 de Setembro de 2020.
Aceito em 28 de Outubro de 2020.

Fonte de financiamento: Nenhuma

Conflitos de interesse: Nenhum


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