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ARTIGO ORIGINAL

Avaliação da qualidade de vida de açougueiros com a utilização do WHOQOL-bref

Butcher’s quality of life evaluation with the WHOQOL-bref

Julianne Cristine Ferreira; Vivian Urbanejo Romero; Rogério Muniz de Andrade; Eduardo Costa Sá

DOI: 10.5327/Z1679443520170416

RESUMO

CONTEXTO: Profissões como a de açougueiro, que requerem técnicas e habilidades específicas, estão em déficit no mundo. Consequentemente, há sobrecarga de trabalho para os profissionais existentes no mercado, e isso pode afetar a qualidade de vida desses indivíduos.
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida de açougueiros de uma rede de casa de carnes da cidade de São Paulo.
Método: Estudo observacional do tipo transversal com um grupo selecionado de açougueiros e um grupo controle, com faixa etária de 18 a 45 anos, de ambos os gêneros. Foram utilizados questionários de Qualidade de Vida (The World Health Organization Quality of Life, bref — WHOQOL-bref) em uma amostra de 50 açougueiros e 50 sujeitos de grupo controle.
RESULTADOS: Foi observado que, em todos os domínios de qualidade de vida avaliados, com exceção da autoavaliação, os escores nos açougueiros foram em média estatisticamente menores que nos controles (p<0,05), mesmo após ajuste das características que foram diferentes entre os grupos.
CONCLUSÃO: Este estudo proporciona dados pouco investigados em outras pesquisas e sugere que a avaliação de açougueiros deve ser continuada quanto à percepção da qualidade vida desses profissionais.

Palavras-chave: qualidade de vida; medicina do trabalho; indústria da carne; trabalhadores.

ABSTRACT

BACKGROUND: There is a global shortage of individuals for jobs that require special skills and techniques, such as butchers. As a result, the available workers are overloaded, which might impair their quality of life.
OBJECTIVE: To assess the quality of life of butchers working for a network of butcher shops in Sao Paulo.
Method: Cross-sectional observational study with a selected group of butchers and a control group, with age ranging from 18 to 45 years old and from both genders. A quality of life questionnaire (World Health Organization Quality of Life, bref — WHOQOL-bref) was applied to a sample of 50 butchers and 50 controls.
RESULTS: The scores for butchers were statistically significantly lower in all quality of life variables, except for self-assessment compared to the controls (p<0.05) even after adjustment for characteristics differing between the groups.
CONCLUSION: The present study provides data poorly investigated in other studies, and suggests that assessment of the perception of the quality of life of butchers should continue.

Keywords: quality of life; occupational medicine; meat industry; workers.

INTRODUÇÃO

A profissão de açougueiro é antiga, mas ainda presente nos dias atuais. Com a industrialização da produção de carne, ocorreu o aumento de seu consumo e, consequentemente, a mercadoria tornou-se mais barata1. O mercado de trabalho do açougueiro modificou-se com a implementação dos frigoríficos e, assim, a profissão que antes era prestigiada tornou-se uma tarefa com baixo reconhecimento e recompensa social1. A execução do trabalho muitas vezes é sentida como sacrifício, sendo desencadeadora de adoecimento e sofrimento, devido ao clima organizacional e emocional existente no ambiente laboral2.

Atualmente, os açougueiros operam em condições de trabalho adversas. Os profissionais da área não estão somente expostos às máquinas e às facas, mas também a câmaras frias e balcões com muita exposição ao frio3. Isso pode culminar em doenças do trabalho, que são crescentes nos setores de metalúrgica, frigoríficos, bancos, telemarketing e comércio (supermercados)4. Também se observa o crescimento acentuado dos transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho entre as principais causas de afastamento, acometendo indistintamente os trabalhadores de todos os setores produtivos5.

O tipo de trabalho e as condições em que é realizado podem ser considerados fatores de prazer ou de realização pessoal, mas também se constituir como fonte de adoecimento6.

Diante do exposto, os açougueiros compõem uma categoria profissional de trabalhadores que sofrem com as mudanças do mundo do trabalho ocorridas ao longo dos anos e que podem ter sua qualidade de vida (QV) afetada.

Na conceituação adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a QV foi definida como a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações7.

Há um aumento no interesse em transformar a QV em uma medida quantitativa, e um número crescente de instrumentos, que podem ser divididos em genéricos e específicos, têm sido propostos para medi-la8. Os instrumentos genéricos são aplicados na avaliação da QV da população em geral; trata-se de questionários de base populacional, sem especificação de enfermidades, mais apropriados para estudos epidemiológicos, planejamento e avaliação do sistema de saúde, sendo o Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida da OMS com 100 questões (The World Health Organization Quality of Life — WHOQOL-100) um dos mais frequentemente utilizados no mundo.

As publicações encontradas referentes ao questionário WHOQOL-100 esclarecem sobre o desenvolvimento desse instrumento para a avaliação da qualidade de vida e sua aplicação em vários países, incluindo uma versão brasileira9-14.

No entanto, a fim de tornar mais prática a aplicação desse instrumento, foi desenvolvida uma versão abreviada, com características psicométricas satisfatórias, que foi apresentada como WHOQOL-bref15-17. A versão abreviada do WHOQOL não compromete a qualidade dos resultados quando comparado ao WHOQOL-10013. Sendo assim, o questionário WHOQOL-bref foi selecionado para aplicação no presente estudo.

 

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Avaliar a qualidade de vida de açougueiros de uma rede de casa de carnes da cidade de São Paulo, por meio do questionário WHOQOL-bref, no período de maio a agosto de 2012.

OBJETIVO ESPECÍFICO

Identificar quais os domínios mais comprometidos apresentados pelos açougueiros em relação ao grupo controle.

 

MÉTODO

Estudo de caráter observacional, do tipo transversal, em que foi escolhido um grupo de açougueiros de uma rede de casa de carnes e um grupo controle constituído por trabalhadores de outra categoria profissional, todos residentes na cidade de São Paulo. Foram avaliados no período de maio a agosto de 2012.

Os critérios de inclusão foram: indivíduos na faixa etária de 18 a 45 anos de idade, de ambos os sexos. E os de exclusão foram indivíduos que não conseguiram preencher o questionário utilizado no estudo.

Foram preenchidos 100 questionários WHOQOL-bref e não foi necessário excluir nenhum deles, sendo a amostra constituída de 50 açougueiros e 50 sujeitos do grupo controle.

Os dados foram coletados durante os exames periódicos dos trabalhadores pesquisados. Eles foram orientados sobre o objetivo da pesquisa e concordaram em participar mediante a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE).

Aos questionários padronizados foram acrescentados os dados clínicos e do perfil epidemiológico de cada participante, tais como: idade, sexo, peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), comorbidades específicas (hipertensão arterial e diabetes), tabagismo, uso de álcool e prática de atividade física.

Construiu-se um banco de dados com as informações coletadas por intermédio dos questionários aplicados. Os dados foram inseridos em planilha Microsoft Excel 2003 e o cálculo dos escores do WHOQOL-bref foi realizado da mesma forma que se aplica no WHOQOL-100, exceto pelo cálculo dos escores das facetas17.

As regras para o cálculo dos resultados do WHOQOL-bref seguiram os preceitos de Pedroso et al.17 e consistem em verificar se todas as 26 questões foram preenchidas com os valores de 1 a 5, além da inversão de todas as questões cuja escala de respostas é contrária, calcula-se os escores dos domínios pela soma dos escores da média das “n” questões que compõem cada domínio (nos domínios compostos por até 7 questões, o cálculo será feito somente se o número de facetas não calculadas não for ≥2; nos domínio compostos por mais de 7 questões, ele será realizado somente se o número de facetas não calculadas não for ≥3), sendo o resultado multiplicado por 4 e representado em uma escala de 4 a 20. Os escores dos domínios são convertidos para uma escala de 0 a 100; indivíduos que deixaram de preencher, ou fizeram incorretamente, mais do que 6 questões foram excluídos da amostra.

O WHOQOL-bref contém duas questões gerais de qualidade de vida e as demais representam cada uma das 24 facetas que compõem o instrumento original. Assim, ele é composto por quatro domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente15-17.

Dentro de cada domínio, foram avaliadas determinadas facetas que estão descritas abaixo, acompanhadas pelo número correspondente da questão de 1 a 26 (Q1 a Q26) no questionário:

• Domínio 1(físico):

3. Dor e desconforto.

4. Energia e fadiga.

10. Sono e repouso.

15. Mobilidade.

16. Atividades da vida cotidiana.

17. Dependência da medicação ou de tratamentos.

18. Capacidade de trabalho.

• Domínio 2 (psicológico):

5. Sentimentos positivos.

6. Pensar, aprender, memória e concentração.

7. Autoestima.

11. Imagem corporal e aparência.

19. Sentimentos negativos.

26. Espiritualidade, religião e crenças pessoais.

• Domínio 3 (relações sociais):

20. Relações pessoais.

21. Suporte (apoio) social.

22. Atividade sexual.

• Domínio 4 (meio ambiente):

8. Segurança física e proteção.

9. Ambiente no lar.

12. Recursos financeiros.

13. Cuidados de saúde e sociais: disponibilidade e qualidade.

14. Oportunidades de adquirir novas informações e habilidades.

23. Participação em (e oportunidade de) recreação/ lazer.

24. Ambiente físico (poluição/ruído/trânsito/clima).

25. Transporte.

Foram descritas, segundo cada grupo, as características qualitativas avaliadas, com uso de frequências absolutas e relativas. Foi também verificada a associação dessas características entre os grupos com uso do teste do χ2 ou teste exato de Fisher, sendo este aplicado quando a amostra não possibilitou a utilização do teste do χ218. As características quantitativas e os escores de qualidade de vida foram descritos segundo grupos com uso de medidas resumo: média, desvio padrão (DP), mediana, mínimo, máximo, coeficiente de variação (CV) e amplitude. Depois foram comparados entre os grupos com uso de testes t de Student18. Para os escores de qualidade de vida, foram utilizados testes modelos lineares para a comparação entre os grupos, ajustados pelas características que foram estatisticamente diferentes entre eles19.

Para realização das análises, foi utilizado o software International Business Machines — Statistical Package for the Social Sciences (IBM-SPSS) for Windows versão 20.0 e, para tabulação dos dados, foi utilizado o software Microsoft Excel 2003. Os testes foram realizados com nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

A descrição das características pessoais e clínicas segundo grupos e resultado das análises estatísticas são observadas na Tabela 1.

 

 

A Tabela 1 mostra que a idade e o peso médio dos açougueiros foram estatisticamente maiores que nos controles (p<0,001, p=0,047, respectivamente), a frequência de mulheres e a assiduidade de atividade física foram estatisticamente maiores nos controles que nos açougueiros (p<0,001 e p=0,001, respectivamente).

O sexo, apesar de ter apresentado associação entre os grupos (Tabela 1), não foi ajustado nos modelos, pois entre os açougueiros há somente pessoas do sexo masculino.

A descrição dos escores de qualidade de vida segundo grupos e resultado das análises comparativas é observada na Tabela 2.

 

 

A Tabela 2 mostra que, em todos os domínios de qualidade de vida avaliados, com exceção da autoavaliação, os escores nos açougueiros foram em média estatisticamente menores que nos controles (p<0,05), mesmo após ajuste das características que foram diferentes entre os grupos.

 

DISCUSSÃO

A idade média dos açougueiros foi estatisticamente maior que dos controles (p<0,001), mas ainda assim esses profissionais se caracterizam por jovens trabalhadores. No setor de carnes, o critério de pouca idade e de falta de experiência possivelmente não limita a contratação20. O que pode estar representado no nosso estudo, que mostra uma média de idade de 32 anos. Esse dado pode sugerir, ainda, que pessoas mais jovens e menos experientes podem ter mais acondicionamento para trabalhar nas situações exigidas pela função.

A literatura aponta a predominância de funcionários do sexo masculino no setor de carnes20. Isso é compatível com o observado em nosso estudo, que apresenta todos os açougueiros do sexo masculino.

Este estudo demonstrou que os açougueiros apresentaram peso médio estatisticamente maior do que os controles (p=0,047). O dado encontrado está de acordo com outro estudo com trabalhadores de empresas de São Paulo, em que se acharam cerca de 56% dos homens com excesso de peso (IMC≥25 kg/m2)21. O mesmo estudo também demonstrou prevalência geral de hipertensão arterial de aproximadamente 30%, sendo que, em trabalhadores do sexo masculino, foi cerca de duas vezes maior do que a prevalência apresentada pelo sexo feminino (38,1 versus 18,7%)21.

Não observamos diferença estatística entre os açougueiros e os controles com relação ao consumo de álcool e tabaco. Contudo, sabemos que as condições em que o trabalho se desenvolve e os agentes estressores podem contribuir para levar o trabalhador ao consumo do álcool ou cigarro e, até mesmo, agravar as consequências dessas doenças22.

A frequência de atividade física foi estatisticamente maior nos controles do que nos açougueiros (p=0,001). Esse dado pode ter relação com o maior peso encontrado nesses últimos, uma vez que elementos epidemiológicos indicam que a realização de atividade física auxilia no controle do peso corporal23, além de manter a pressão arterial dentro de limites seguros24 e contribuir para o controle do diabetes mellitus25.

Em relação aos domínios de qualidade de vida avaliados, observamos que os escores nos açougueiros foram em média estatisticamente menores do que nos controles (p<0,05), com exceção da autoavaliação.

O menor escore encontrado nos açougueiros no domínio físico pode ser reflexo de jornadas de trabalho extensas20 e de esforço físico excessivo, que provavelmente influenciam a saúde e a integridade física dos açougueiros3.

Podemos creditar o menor escore apresentado pelos açougueiros nos domínios psicológico e meio ambiente a uma jornada de trabalho maior, decorrente da realização frequente de horas extraordinárias após a jornada diária, assim como ao fato de os salários menores terem mais representatividade do que as remunerações maiores no setor20.

Em relação ao domínio relações sociais, o menor escore dos açougueiros pode estar associado ao fato de esses sujeitos muitas vezes realizarem horas extraordinárias além de sua jornada habitual de trabalho20.

Outra possibilidade é de que esses trabalhadores apresentam maior tempo de deslocamento no trajeto entre suas residências e a empresa, influenciando indiretamente suas relações pessoais.

De acordo com os resultados, não foi observada diferença entre os açougueiros e os controles na autoavaliação da qualidade de vida. Atualmente, o trabalho de açougueiro pode proporcionar baixo reconhecimento e baixa recompensa social1 e as profissões dos controles podem causar efeitos semelhantes.

 

CONCLUSÃO

A análise dos resultados nos permitiu concluir que os açougueiros apresentam escores estatisticamente menores do que nos controles nos domínios de qualidade de vida avaliados, com exceção da autoavaliação.

Este estudo proporciona dados pouco investigados em outras pesquisas e sugere que a avaliação da profissão açougueiro deve ser continuada quanto à percepção da qualidade de vida desses trabalhadores.

 

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Recebido em 2 de Fevereiro de 2016.
Aceito em 20 de Julho de 2017.

Trabalho realizado na Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil.

Fonte de financiamento: nenhuma


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