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ARTIGO DE REVISÃO

A ginástica laboral no Brasil entre os anos de 2006 e 2016: uma scoping review

Workplace physical activity in Brazil from 2006 to 2016: scoping review

Robson da Fonseca Neves1; Simone Pereira Aureliano Araújo1; Lílian Vieira Magalhães2; Mônica Angelim Gomes de Lima3

DOI: 10.5327/Z1679443520180078

RESUMO

INTRODUÇÃO: O crescimento dos agravos relacionados ao trabalho vem preocupando pesquisadores ao redor do mundo. Isso porque a intensificação do trabalho e as relações trabalhador-ambiente de trabalho-adoecimento, entre outras, lideram o debate quando o assunto é saúde e trabalho. Nesse cenário, a ginástica laboral (GL) é uma alternativa na prevenção dos adoecimentos relacionados ao trabalho.
OBJETIVO: Descrever e sintetizar as formas pelas quais a literatura brasileira tem abordado a GL.
MÉTODOS: Uma revisão panorâmica (scooping review) foi realizada a partir de buscas nas principais bases de artigos científicos disponíveis no país, por meio dos descritores "ginástica laboral", "labor gymnastics", "ginástica do trabalho", "exercícios laborais" e "cinesioterapia laboral". Foram incluídos estudos empíricos que tratavam do contexto brasileiro e que foram publicados nos últimos 10 anos.
RESULTADOS: Nos 44 artigos analisados foi evidenciado que diversas metodologias têm sido aplicadas à GL, majoritariamente as quantitativas. Os estudos têm sido conduzidos principalmente por educadores físicos e fisioterapeutas. A GL é executada tanto em empresas privadas quanto em órgãos públicos, com trabalhadores das mais variadas funções. Seis categorias associadas à GL emergiram: manejo da dor; estilo de vida; componentes relacionados à saúde mental; componentes do movimento humano; qualidade de vida; e indicadores antropométricos e de sinais vitais.
CONCLUSÃO: A GL vem sendo investigada a partir de metodologias e formas de aplicação diversas. Estudos qualitativos e multimétodos, que são escassos, certamente garantiriam maior alcance e potencial à GL.

Palavras-chave: literatura de revisão como assunto; prevenção primária; trabalho; ginástica.

ABSTRACT

BACKGROUND: The increase in work-related health problems is a cause of concern for researchers worldwide. Intensification of work and the worker-work environment-illness relationship are some of the leading topics in debates on health and work. Facing this scenario, workplace physical activity (WPA) represents an option for prevention of work-related diseases.
AIM: To describe and summarize how the Brazilian literature has addressed WPA.
METHODS: A scoping review was performed based on a search on the main databases of scientific articles available in Brazil using keywords "ginástica laboral" (workplace physical activity), "labor gymnastics", "ginástica do trabalho" (workplace physical activity), "exercícios laborais" (workplace physical exercise) e "cinesioterapia laboral (workplace kinesiotherapy)". Empirical studies conducted in Brazil and published along the past 10 years were included.
RESULTS: The 44 analyzed articles applied variable, mainly quantitative methods to the study of WPA. The studies were most frequently conducted by physical educators and physical therapists. WPA was performed in both private companies and public organizations with employees who performed a wide range of functions. Six categories were detected for WPA: pain management; lifestyle behaviors; mental health components; components of human movement; quality of life; and anthropometric indicators and vital signs.
CONCLUSION: WPA has been investigated through many different methods and involving variable modalities of application. While still scarce, qualitative and multi-method studies could certainly increase the reach and potential of WPA.

Keywords: review literature as topic; primary prevention; work; gymnastics.

INTRODUÇÃO

O crescimento dos agravos relacionados ao trabalho vem preocupando pesquisadores ao redor do mundo. Isso porque a intensificação do trabalho e as relações trabalhador-ambiente de trabalho-adoecimento, entre outras, lideram o debate quando o assunto é saúde e trabalho1.

No Brasil, a Previdência Social atesta que, entre os anos 2009 e 2011, o que mais afastou permanentemente os trabalhadores de seu ambiente de trabalho foram as lesões por envenenamento e outras consequências de causas externas (34,82%), seguidas pelas doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (32,5%). Os transtornos mentais e do comportamento, que ocuparam o terceiro lugar nessa classificação, responderam por cerca de 4,0% das ocorrências, seguidos pelas doenças do aparelho circulatório (3,9%) e do sistema nervoso (3,4%)2.

Tomando como referência apenas os trabalhadores com incapacidade temporária ou permanente para o trabalho das zonas urbanas das cidades brasileiras, o aumento dos afastamentos por doença ocorridos no período acima citado pode ter onerado os cofres públicos em cerca de R$ 300 milhões2. Isso evidencia a necessidade do enfrentamento de problemas cuja origem se encontra nas relações e nas condições de trabalho, mas que, de alguma forma, afetam a sociedade, que paga pelo custo dos danos produzidos nesses casos.

As questões ligadas à saúde do trabalhador envolvem uma complexidade composta pelas doenças, pelas condições materiais e imateriais do trabalho e pelas relações que são estabelecidas entre os diversos sistemas (saúde, previdência, família etc.) que assistem o trabalhador. Neste cenário, é importante conhecer programas, projetos e ações de intervenção sobre a saúde do trabalhador para ponderar sobre seus impactos3.

Em resumo, lidar com as doenças relacionadas ao trabalho e com os riscos pertinentes às suas causas nas atividades produtivas é uma tarefa complexa que envolve medidas que vão desde a prevenção das doenças e dos agravos até a reabilitação e recolocação do trabalhador em outro posto de trabalho. Isso tem mobilizado profissionais de várias áreas do conhecimento no intuito de desenvolver estratégias para responder a esses desafios. Assim, a ginástica laboral (GL) vem sendo considerada uma dessas alternativas para o enfrentamento de vários componentes dessa problemática, por sua suposta importância na prevenção e na promoção da saúde do trabalhador no Brasil4.

Este estudo visou descrever como a literatura nacional tem abordado a GL, bem como realizar uma síntese comentada. Para isso, foi realizada uma revisão panorâmica dos estudos investigados, visando à identificação de limites e possibilidades na forma como a GL vem sendo aplicada, bem como a indicação das eventuais lacunas existentes no conhecimento dessa estratégia de intervenção.

 

PRIMÓRDIOS DA GINÁSTICA LABORAL NO BRASIL

Registros históricos mostram que a GL teve início na Polônia, em 1925, sendo conhecida como "ginástica de pausa". Expandiu-se para a Holanda e para a Rússia, porém foi no Japão, a partir de 1928, que passou a ser considerada uma estratégia aplicada cotidianamente, visando ao manejo da saúde e à descontração nos ambientes de trabalho5.

No Brasil, a GL foi introduzida por executivos nipônicos em 1969. A partir dessa data, ganhou espaço em empresas privadas e órgãos públicos de vários ramos5. Essa estratégia recebeu outros nomes no país, como programa de ginástica laboral e cinesioterapia laboral6,7. A despeito da variedade da nomenclatura encontrada, foi adotado, neste estudo, o termo "ginástica laboral", por ser o mais difundido.

Autores brasileiros definem a GL como a realização de exercícios físicos no ambiente de trabalho durante o horário de expediente8-11. Contudo, notam-se diferenças na descrição dos propósitos da GL. Para Silva8, a GL promove a saúde dos funcionários e evita lesões por esforços repetitivos e doenças ocupacionais. Para Lima9, ela objetiva relaxar ou tonificar as estruturas que são mais utilizadas no ambiente de trabalho, além de ativar as que são pouco requisitadas. Por fim, para Freitas et al.10e Machado Junior et al.11, a GL também compreende medidas de enfrentamento de distúrbios físicos e emocionais, visando primordialmente à prevenção das doenças que o trabalho repetitivo e monótono pode provocar. Embora distúrbios de ordem mental estejam incluídos no rol dos objetivos de intervenção por meio da GL11, esta estratégia relaciona-se na literatura, prioritariamente, aos distúrbios do movimento, o que restringe o seu escopo no mundo do trabalho, que certamente não se limita às peculiaridades do movimento humano.

Assim, depreende-se que a GL seja aplicada de diferentes formas, por diversos profissionais, assumindo características distintas e abrangendo funções amplas. Desse modo, questiona-se: como a literatura científica nacional tem abordado a GL?

 

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Esta revisão explorou as formas pelas quais a literatura nacional tem abordado a GL no Brasil. O estudo foi orientado a partir dos parâmetros da revisão panorâmica (scoping review) de Arksey e O'Malley, que sugerem cinco passos:

1. identificar a pergunta de pesquisa;

2. selecionar os artigos relevantes a serem analisados;

3. consolidar a amostra;

4. extrair dados relacionados à pergunta de pesquisa;

5. incorporar análise numérico/temática e relato dos resultados12.

Essa matriz metodológica se propõe a identificar os principais conceitos que sustentam um domínio de pesquisa, as principais fontes e tipos de conhecimento disponíveis, além de identificar as lacunas existentes nessa área. A revisão do escopo da literatura é indicada especialmente quando um campo de conhecimento é complexo ou que ainda não foi revisado suficientemente, como é o caso do presente tópico de estudo13.

A revisão incluiu estudos empíricos que trataram da GL no contexto brasileiro, oriundos de periódicos revisados por pares e publicados entre 2006 e 2016, conforme preconiza a metodologia utilizada13. Abordou-se esse intervalo de tempo, pois a produção científica sobre a GL é recente no Brasil, e um período mais extenso não chegaria a produzir um número maior de resultados.

Publicações que tratavam teoricamente a temática da GL ou que se propunham a revisá-la sistematicamente foram excluídas deste estudo. Nos casos em que a leitura do título ou do resumo indicou a pertinência da inclusão do artigo, o documento completo foi selecionado para posterior análise. Conforme estabelecido na metodologia das revisões de escopo, nenhum critério de análise da qualidade dos artigos foi adotado12, pois objetivou-se, primordialmente, conhecer a totalidade do escopo das publicações sobre esse tema, e não examinar a robustez dos desenhos de pesquisa e demais particularidades metodológicas da pesquisa na área. Isso diferencia a revisão panorâmica dos demais tipos de síntese da literatura, já que se trata de investigar exclusivamente o escopo do conhecimento e suas principais lacunas, que poderá influenciar novos projetos de pesquisa nas áreas eventualmente identificadas como incipientes.

Uma análise foi realizada nas bases de dados eletrônicas disponíveis no Portal de Periódicos CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e na SciELO (Scientific Electronic Library Online), biblioteca eletrônica de indiscutível relevância na divulgação científica na área da saúde. A SciELO está vinculada à Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e ao Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde (LILACS), os quais são importantes veículos de disseminação de informação em saúde no Brasil. Adicionalmente, foi empregada uma busca manual a partir do cruzamento das listas de referências dos artigos aqui incluídos, garantindo, assim, que publicações importantes fossem identificadas e adicionadas. O material foi selecionado pelos dois primeiros autores. A terceira autora dirimiu eventuais dúvidas na inclusão final.

Para garantir a abrangência da busca foram utilizados cinco descritores prevalentes em periódicos publicados no Brasil: "ginástica laboral", "ginástica do trabalho", "exercícios laborais", "cinesioterapia laboral" e "labor gymnastics". Este foi adotado, pois foi encontrado em diversas publicações nacionais, ainda que no idioma inglês a expressão utilizada para ginástica laboral seja "workplace physical exercises"4.

A informação extraída dos artigos foi organizada no modelo matricial14. Em seguida, foi realizado o agrupamento dos tópicos mais frequentes para consolidar as unidades temáticas prevalentes. O resultado final desse processo está apresentado no Quadro 1.

 

 

 

RESULTADOS

A Figura 1 mostra os resultados obtidos por meio da busca realizada na SciELO e no Periódicos CAPES que, somados, totalizaram 149 artigos. Destes, 37 foram removidos por duplicação e 82 foram excluídos, por se tratarem de estudos teóricos, trabalhos que abordavam outros tipos de ginástica (ginástica de academias e ginástica esportiva) e os que versavam apenas sobre a qualidade de vida no trabalho. O cruzamento das listas de referências dos artigos selecionados forneceu outros 14 artigos. Quarenta e quatro artigos foram incluídos para posterior análise.

 


Figura 1. Fluxograma do processo de busca da elegibilidade e inclusão de artigo.

 

Os demais resultados serão apresentados em dois grupos: o primeiro descreve um panorama geral dos estudos investigados e o segundo contém os principais usos relacionados à intervenção com a GL.

 

PANORAMA GERAL DOS ESTUDOS INVESTIGADOS SOBRE GINÁSTICA LABORAL

METODOLOGIAS EMPREGADAS

Os estudos examinados utilizaram metodologias majoritariamente quantitativas e de caráter descritivo, bem como nomenclaturas diversificadas para designar o tipo, conforme apresentado no Quadro1.

 

CARACTERÍSTICAS DAS INSTITUIÇÕES NAS QUAIS SE REALIZARAM OS ESTUDOS

Constatou-se que a GL foi estudada em empresas privadas dos setores industrial6,7,16,18,22,35,30,34-36,38,40-42,44,45,48,49,52,53, construção civil17, teleatendimento28,43, e serviços25.

Nos órgãos públicos, destacaram-se os estudos feitos em universidades públicas15,19,23,24,27,29,32,33,46,54, instituições financeiras11,26 e outras instituições públicas de caráter diversificado20,21,31,39,55.

 

OCUPAÇÃO/FUNÇÃO DOS PARTICIPANTES

Entre os trabalhadores participantes da GL nos estudos, a maioria desempenhava funções administrativas nos setores

público15,19-21,23,24,26,27,29,32,39,46,55 e privado7,18,38,40,41,44,45,47,50,52,53. Os demais participantes atuavam na produção industrial6,18,34,36,41,42,48,52, na construção civil17, em almoxarifado18,36,50, em serviços gerais27,32,33, no teleatendimento28,43, como motoristas de transporte coletivo urbano51 e como estudantes universitários52. Este último é um estudo experimental, daí os participantes não serem trabalhadores, como nos demais.

 

QUEM ESTUDA A GINÁSTICA LABORAL?

A GL vem sendo abordada majoritariamente por educadores físicos e fisioterapeutas. Contudo, outros profissionais também têm se interessado pelo estudo da GL, evidenciando que é uma área de interesse multidisciplinar (Quadro 1).

 

FREQUÊNCIA E DURAÇÃO DA GINÁSTICA LABORAL

A frequência de aplicação da GL mostrou-se bastante diversificada: em 7 estudos ela era realizada 2 vezes por semana11,19,33,40,46,51,55; em doze, três vezes por semana7,30,32,35,37- 40,44,45,47,53; em dois, quatro vezes por semana43,55; em cinco, cinco vezes por semana24,26,40,41,48. Por fim, em outros cinco estudos a GL era feita todos os dias da semana6,20,28,34,52, e em apenas um projeto experimental analisaram-se seus efeitos em uma única sessão54. A duração das sessões variou entre 10 e 30 minutos7,19,33,46, embora essa informação estivesse ausente na maioria dos estudos examinados.

 

TIPOS DE ATIVIDADE REALIZADA

Nos estudos, o alongamento aparece principalmente naqueles que objetivavam a melhora na amplitude articular11,12,15,23,24,35,39,47. Movimentos ativos com o objetivo de ganhar força ou resistência associados ao alongamento e à massagem ou ao relaxamento estão presentes em vários trabalhos6,7,19,30,33,34,38,40,44,45,50,54,55. Alguns deles associaram essas últimas atividades a práticas recreativas43,48,51,53. Por fim, encontraram-se também exercícios de alinhamento postural7, exercícios respiratórios19, técnicas de estabilização segmentar e alongamento muscular em cadeias46 associadas a alguma das atividades anteriormente mencionadas.

 

AVALIAÇÃO DA GINÁSTICA LABORAL PELOS TRABALHADORES E GESTORES

A avaliação da GL pelos trabalhadores e gestores abordou os seguintes aspectos: adesão à GL17,28,31,32,36,40; avaliação pelos trabalhadores sobre os benefícios da GL21,22,27,28,37,55; percepção dos gestores sobre a GL21; satisfação e importância da GL21,30,41; e, por fim, a satisfação com o profissional que conduz a GL18. Os autores nem sempre detalharam as estratégias de avaliação utilizadas17,21,27,31,36,37,40,41,55. Entretanto, a abordagem qualitativa foi utilizada em alguns estudos: nesses casos destacou-se o uso da técnica de entrevista com roteiros semiestruturados18,22,28,30,32.

 

PRINCIPAIS USOS RELACIONADOS À INTERVENÇÃO COM A GINÁSTICA LABORAL

Os artigos selecionados também foram agrupados conforme os usos da GL nas intervenções, nas seguintes categorias: manejo da dor; estilo de vida; componentes relacionados à saúde mental; componentes do movimento humano; qualidade de vida e indicadores antropométricos e de sinais vitais.

 

MANEJO DA DOR

Nos estudos investigados que envolviam a dor, a GL foi usada para avaliar o seu impacto na diminuição da intensidade da dor de origem musculoesquelética e para verificar mudanças nas características da dor após a aplicação de sessões de GL.

Os instrumentos aplicados nos estudos de intervenção com GL para avaliar a intensidade da dor e suas características foram: escala de dor autopercebida19; inventário para dor de Wisconsin40,53; questionário de topografia e intensidade da dor42,43; diagrama de Corlett, adaptado por Guimarães37,46; e questionários e roteiros de entrevista não validados elaborados para os estudos7,11,18,23,32,33,35,38,39,55.

Nos resultados de 17 estudos constatou-se que os eventuais benefícios relatados pelos participantes que se submeteram à GL estiveram ligados à melhora da dor de origem musculoesquelética. Na tentativa de estabelecer hipóteses causais para o fenômeno observado, os autores buscaram definir relações entre a duração dos exercícios e as melhoras notadas. Na maioria das investigações, as sessões aconteciam 3 vezes por semana, geralmente em dias alternados e com duração entre 10 e 20 minutos7,32,35,38-41,53. Nos demais trabalhos, as sessões aconteciam duas vezes por semana11,19,33,40,46,55; quatro vezes por semana43,55,e cinco vezes ou diariamente34,40. Machado Junior et al.11 argumentaram que as práticas de GL realizadas duas vezes na semana foram insuficientes para garantir a diferenciação da intensidade da dor de origem musculoesquelética; consequentemente, foi impossível estabelecer relações causais de melhora da dor pós-intervenção com GL. Estudos que apontaram evolução positiva do quadro álgico tinham, em sua maioria, poucos participantes: em média 50 investigados11,19,23,32-34,38-41,42,43,46,50,53,55. Vale notar que pesquisas com maior número de participantes indicaram insuficiência de elementos para relacionar GL e melhora da dor de origem musculoesquelética18,35. Dessa forma, a revisão evidenciou a necessidade de se seguir com as investigações da relação entre GL e intensidade da dor musculoesquelética.

 

ESTILO DE VIDA

Cerca de 15 artigos abordaram a relação entre a GL e eventuais impactos no estilo de vida dos participantes. Os instrumentos utilizados pelos autores desses estudos para avaliar esse aspecto foram: questionário "Estilo de vida e hábitos de lazer dos trabalhadores das indústrias brasileiras"16; protocolo desenvolvido por Buckle e Echternach adaptado42; entrevistas exploratórias e questionário SF-366; questionário "Perfil do Estilo de vida"49; e questionários e entrevistas idealizados pelos próprios autores7,15,18,23,24,26,29,35,37,39,55.

Pesquisadores que investigaram o estilo de vida relacionado à GL dividem-se em duas correntes: os que acreditam que ela favorece a adoção de um novo estilo de vida saudável6,7,15,18,24,26,29,33,35,37,39,42,55 e os que argumentam que não há evidências conclusivas em relação a isso16,49.

 

COMPONENTES RELACIONADOS À SAÚDE MENTAL

A abordagem das condições relacionadas à saúde mental nas intervenções da GL foi bastante ampla. Entre essas condições, destacam-se: estresse, transtorno de humor, fadiga e ansiedade. Na tentativa de avaliar esses aspectos, alguns estudos utilizaram instrumentos como a escala de estresse no trabalho (EET)46, o questionário bipolar de fadiga48 e o instrumento idealizado pelo próprio autor33.

Notamos uma tendência dos autores em mostrar que a GL traz benefícios claros em relação às condições mentais7,1 7,18,32,33,35,42,43,48,53. Contudo, outros pesquisadores advertiram que os benefícios não foram integralmente favoráveis, sobretudo quando quadros de estresse foram considerados16,46.

 

COMPONENTES DO MOVIMENTO HUMANO

Entre os componentes do movimento humano avaliados após as sessões de GL, estão: flexibilidade, força, postura e coordenação motora. Os estudos que investigaram esses componentes utilizaram como instrumentos de avaliação dos trabalhadores o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ)50; testes de força muscular estática52; entrevista semiestruturada23; eletromiógrafo54; Flexiteste41,55; banco de Wells35,55; dinamômetro49 e questionários elaborados para o estudo38,55.

Todos os autores que avaliaram os componentes do movimento humano afirmaram que houve uma melhora significativa após a GL. Esses achados sugerem que eles são, possivelmente, os que melhor respondem às intervenções baseadas na GL.

 

QUALIDADE DE VIDA

Em sete estudos desta revisão avaliou-se a qualidade de vida dos trabalhadores: dois utilizaram o QVS-8044,45; três adotaram o SF-366,25,53; e outros dois empregaram um questionário não validado, elaborado especificamente para a pesquisa31,35.

Cabe notar, no entanto, que apesar de terem feito uso de instrumentos validados em sua maioria, alguns dos autores supracitados não se detiveram em analisar a qualidade de vida (QV)6,34,44,53. Em vez disso, trataram de temas como bem-estar diário e estado geral de saúde, e fizeram uso de alguns itens isolados de instrumentos tradicionalmente utilizados para avaliação da QV. Apenas dois artigos evidenciaram melhora da QV após a GL25,31. Ambos são estudos descritivos, nos quais foram apuradas as frequências das variáveis, mas nenhuma associação foi feita entre elas. Não obstante, o estudo de Grande et al.45 afirma que três meses de intervenção seriam insuficientes para inferir melhoras significativas nos domínios da saúde e na percepção da qualidade de vida.

 

INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS E DE SINAIS VITAIS

Quatro trabalhos desta revisão priorizaram os indicadores antropométricos — peso, estatura, percentual de gordura corporal, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC) — e/ou os indicadores de sinais vitais — pressão arterial sistêmica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC).

Os investigadores usaram instrumentos como balança de bioimpedância, aparelho eletrônico de medição da pressão arterial e da frequência cardíaca47; balança eletrônica; estadiômetro e plicômetro eletrônicos49; e, por fim, avaliação antropométrica com questionários elaborados pelos próprios autores35,52. Em todos os estudos os resultados não revelaram melhora dos indicadores antropométricos e dos sinais vitais como benefício da GL.

 

DISCUSSÃO

A literatura pesquisada mostra que a GL ainda é um tema bastante recente e pouco explorado na produção brasileira. Os estudos, em sua maioria, adotam metodologias quantitativas e de caráter descritivo. São escassos os projetos qualitativos ou qualiquantitativos, o que limita a compreensão mais subjetiva sobre o impacto da GL no bem-estar dos trabalhadores.

O tema GL tem sido mais explorado pelos educadores físicos e fisioterapeutas, porém também tem sido abordadopor outros profissionais, evidenciando que esse é um campo com inclinação multidisciplinar. Entretanto, é fácil observar que a lógica biomecânica ainda é prevalente nas intervenções, mostrando que o caráter multiprofissional tem sido insuficiente para ampliar o escopo da GL. Consequentemente, a GL praticada no Brasil ainda restringe sua atenção às disfunções do sistema musculoesquelético. Isso parece restringir suas indicações aos agravos que respondam positivamente à atividade física, como os problemas respiratórios, do sistema nervoso periférico, dos déficits de atenção e memória, do sedentarismo, da obesidade e até alguns problemas digestivos e urinários presentes no universo dos trabalhadores4.

Em contraste, a literatura internacional parece ter ampliado o escopo dos exercícios físicos nos ambientes de trabalho, investigando seus benefícios em áreas diversas. Os níveis de pressão arterial e glicemia, a produtividade, o absenteísmo, assim como a utilização de serviços de saúde, a redução da obesidade, a percepção do bem-estar geral e a satisfação no trabalho são alguns exemplos encontrados na literatura56. Nesse sentido, vale ressaltar a necessidade de se ampliar a compreensão da GL como ferramenta articulada a outras ações, como a vigilância de ambientes de trabalho, a prevenção da incapacidade e a promoção da saúde do trabalhador57.

A literatura pesquisada indicou que alguns estudos incorporam resultados de avaliações sobre a GL por trabalhadores e gestores. Porém, várias dessas medições ainda são inespecíficas e não esclarecem as principais dificuldades e potencialidades desse tipo de intervenção21,22,27,30,42.

Vale notar que, de modo geral, os estudos negligenciam os condicionantes organizacionais e políticos que podem influenciar os resultados da GL. Exceções são Andrade e Veiga21, que abordaram a insatisfação referente aos cuidados técnicos adotados na GL, como o ambiente para a realização das atividades, o constrangimento ao fazer a atividade na frente de outros, a música escolhida para os encontros e a duração das aulas. Soares et al.28 também enfatizaram questões relativas à relação capital-trabalho na falta de adesão à GL, exemplificando a excessiva demanda de trabalho, a falta de reorganização do trabalho para comportar a GL e, por fim, a impossibilidade do trabalhador de controlar seu tempo de pausa, uma vez que a GL ocupa esse intervalo sem que haja reflexão sobre as reais necessidades dos trabalhadores. Curiosamente, um estudo desenvolvido na Holanda por Robroek et al.58 refletiu sobre as tensões éticas e morais relacionadas à intromissão de empregadores e de demandas do ambiente de trabalho em setores da esfera da vida privada dos trabalhadores. Assim, estilo de vida, práticas de consumo, uso de tempos ociosos e relações interpessoais deveriam, argumentam os autores, permanecer fora da área de influência dos empregadores. Nesse ponto, poderia ser acrescentado que aspectos culturais e religiosos também parecem não ser considerados pelos pesquisadores brasileiros ao avaliar os resultados da GL.

Os estudos mostraram uma gama de variáveis complexas, como a dor, o estilo de vida, os componentes relacionados à saúde mental, a qualidade de vida, entre outros, as quais foram associadas aos resultados da intervenção por meio da GL. Vale refletir, no entanto, se os desenhos quantitativos, de natureza objetiva, seriam capazes de fornecer dados complexos para a análise da eficácia e da eficiência da GL. Isso porque, para temas dessa magnitude, a literatura sugere análises qualitativas e de corte participativo, nas quais a opinião dos trabalhadores poderia ser ouvida de modo abrangente e inclusivo59.

Reiterando, a dor, por exemplo, é uma experiência emocional e sensorial desagradável, genuinamente subjetiva e que tem natureza multidimensional60. O estilo de vida é o conjunto de hábitos e costumes que são influenciados, modificados, encorajados ou inibidos por prolongado processo de socialização61. Já a saúde mental é uma complexa interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais62, e pode ser considerada como um equilíbrio dinâmico que resulta da interação do indivíduo com os seus vários ecossistemas63. A qualidade de vida, por sua vez, envolve o bem-estar físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos, e também a saúde, a educação, o poder de compra e outras circunstâncias da vida61.

Os indicadores antropométricos avaliam o estado nutricional de populações, como também anormalidades metabólicas64. Já os sinais vitais, por fim, são indicadores do estado de saúde e da garantia das funções circulatória, respiratória, neural e endócrina do corpo65. Para esses aspectos e para os supracitados, os quais são complexos por natureza, nem sempre foi possível estabelecer relações causais de melhora a partir da GL.

Entretanto, quando a GL foi relacionada a componentes do movimento humano, como a flexibilidade, a força, a postura e a coordenação motora, é forçoso reconhecer os seus benefícios35,41,52,54. Os resultados inequívocos devem-se, provavelmente, ao fato de serem componentes que podem ser medidos objetivamente e que, via de regra, são dependentes apenas da perícia do avaliador. A flexibilidade, a força muscular, a avaliação postural e a coordenação motora, por exemplo, frequentemente incluídas nos estudos de GL, atestam de forma simples e replicável os ganhos obtidos após a intervenção coma GL66,67, daí a sua incontestável utilidade.

 

IMPLICAÇÕES PARA ESTUDOS FUTUROS

Reitera-se a importância da aplicação do conceito de inclusividade68,69 aos futuros estudos, que esteve ausente na literatura revisada. A influência de aspectos como o gênero dos trabalhadores, a faixa etária, a existência ou não de deficiências físicas, mentais ou outros transtornos, assim como os incentivos e o grau de liberdade para modos de aderência à GL, entre outros aspectos, ainda são fatores largamente negligenciados pelos pesquisadores. Além disso, os tipos de relação contratual entre os trabalhadores e os promotores da GL, as áreas do setor produtivo, bem como os modelos hierárquicos das empresas estão quase inteiramente ausentes nos estudos analisados. Esses são elementos contextuais que devem fazer parte de qualquer desenho de estudo a ser desenvolvido em ambientes de trabalho, sob pena de se ignorar os diversos aspectos intervenientes no processo saúde-doença-trabalho no chamado "chão de fábrica"57,59.

 

LIMITAÇÕES DO ESTUDO

A despeito dos cuidados aplicados ao desenho e à seleção dos artigos, esta revisão pode apresentar limitações derivadas do acesso às bases de dados brasileiras, que nem sempre apresentam consistência e estabilidade. Além disso, a inclusão de palavras-chave no idioma português pode ter reduzido a capacidade do estudo de incluir artigos publicados por pesquisadores brasileiros em periódicos internacionais. Do mesmo modo, alertamos para o fato de que a expressão labor gymnastics, utilizada como descritor, parece ser frequentemente empregada em textos publicados por autores brasileiros, mas é rara na literatura internacional, o que também reacende a preocupação sobre as dificuldades inerentes ao diálogo científico internacional.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme o escopo proposto por esta revisão, concluise que a GL vem sendo investigada a partir de uma diversidade de metodologias e formas de aplicação. Observou-se uma escassez de estudos qualitativos e multimétodos, o que certamente poderia elucidar o alcance e o potencial da GL.

Por fim, os estudos revisados mostraram que a GL isoladamente não parece ter capacidade para gerar mudanças tão profundas nos indivíduos, a ponto de alterar os parâmetros da sua qualidade de vida, do seu estado mental, e dos demais aspectos concernentes à relação do trabalhador com seu ambiente, sua organização e seu processo de trabalho. A despeito disso, esta revisão reafirmou a necessidade de se manterem estreitas relações entre a produção do conhecimento democrático, inclusivo e emancipatório e as articulações das intervenções no mundo do trabalho, o que trará benefícios concretos não só ao setor produtivo, mas à sociedade em geral.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 15 de Agosto de 2017.
Aceito em 26 de Dezembro de 2017.

Trabalho realizado no Laboratório de Estudos e Práticas em Saúde Coletiva (LEPASC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – João Pessoa (PB), Brasil.

Fonte de financiamento: nenhuma


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