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ARTIGO ORIGINAL

Transtornos mentais associados ao trabalho em profissionais de enfermagem: uma revisão integrativa brasileira

Work-related mental disorders among nursing professionals: a Brazilian integrative review

Márcia Astrês Fernandes1; Leone Maria Damasceno Soares2; Joyce Soares e Silva3

DOI: 10.5327/Z1679443520180228

RESUMO

A relação entre os transtornos mentais em decorrência do trabalho decorre de várias causas e pode atingir todos os profissionais de saúde. A equipe de enfermagem se submete a altas demandas físicas e psicológicas que colaboram para o adoecimento mental. Dessa forma, o presente trabalho objetivou levantar estudos brasileiros com vistas a identificar a relação causal entre os transtornos mentais e o trabalho dos profissionais da enfermagem. Trata-se de uma revisão integrativa de estudos brasileiros do período de 2010 a 2017. Para o levantamento bibliográfico foi utilizado o banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde. Por meio da associação entre os descritores e filtragem foram obtidos sete artigos. O método de exclusão foi aplicado àqueles que correspondiam a artigos repetidos, teses e os que não se enquadravam no objetivo do estudo. Com isso, descobriu-se que o sofrimento psíquico prejudica a vida familiar, social, pessoal, laboral, os estudos, a compreensão de si mesmo e dos outros, a capacidade de autocrítica, a aceitação dos problemas e a possibilidade de ter prazer na vida em geral. A carga física através de grande volume de atividades, déficit de pessoal e número elevado de pacientes, bem como a pressão psicológica sobre o trabalho, contribuem para o surgimento de transtornos mentais. Portanto, as pressões sofridas pelo trabalhador da enfermagem no ambiente laboral e as jornadas duplas de trabalho, associadas ao modo de enfrentamento do trabalhador e à baixa remuneração contribuem para o afastamento por transtornos mentais. Entretanto, se faz necessária a realização de estudos mais amplos.

Palavras-chave: enfermagem; doenças profissionais; transtornos mentais; saúde do trabalhador.

ABSTRACT

Work-related mental disorders have several causes and might affect all healthcare professionals. Nursing professionals are exposed to high physical and psychological demands which contribute to the development of mental illnesses. The aim of the present study was to survey studies conducted in Brazil to investigate the causal relationship between mental disorders and nursing professionals’ work. Integrative review of studies conducted in Brazil from 2010 to 2017. The literature search was performed on the Virtual Health Library database. Combination of descriptors and application of filters resulted in seven articles. Duplicates, doctoral dissertations and articles which did not meet the study aims were excluded. Mental suffering impairs the family, social, personal and professional life of nursing professionals, their studies, self-comprehension and understanding of others, self-criticism ability, acceptance of problems and possibility to take pleasure in life as a whole. The physical load resulting from a large volume of activities, understaffing, large numbers of patients and psychological pressure in the workplace contribute to the development of mental disorders. The pressure to which nursing professionals are exposed in the workplace and double shifts, together with coping modalities and low salary contribute to sick leaves due to mental disorders. However, broader scoped studies are needed.

Keywords: nursing; occupational diseases; mental disorders; occupational health.

INTRODUÇÃO

A saúde mental associada ao trabalho (SMAT) vem discutindo a relação entre os transtornos mentais e o trabalho desempenhado em diversos âmbitos. Em particular, a associação entre o surgimento de transtornos mentais e o trabalho desenvolvido por profissionais de saúde decorre de várias causas. Em geral, a elevada carga horária aliada ou não com a baixa remuneração, labor em mais de um estabelecimento e vínculo de trabalho estabelecido por contrato temporário/precário podem corresponder às causas de aparecimento de algum transtorno mental ao longo da vida. Além disso, atender diariamente pacientes com diferentes doenças, enfrentar a dor, o sofrimento, a morte, o excesso de trabalho, a elevada responsabilidade e atividades de plantão também podem corresponder às causas desses problemas1,2. Para os profissionais que lidam diretamente com o atendimento em saúde mental, a vulnerabilidade à sobrecarga emocional, bem como o medo em ser agredido e o cansaço ao final do expediente podem favorecer o estresse, a ansiedade, a depressão, dentre outros transtornos, contudo, isso não necessariamente irá ocorrer com todos os profissionais que lidam com pacientes psiquiátricos diariamente. Da mesma forma que os outros profissionais da saúde que trabalham envolvidos na psiquiatria tendem aos transtornos mentais advindos do trabalho que desempenham3. Ademais, a doença mental resultante de excesso laboral, cognitivo e sobrecarga emocional gerados pela natureza das tarefas e suas condições de execução, bem como sua eficácia, devem ter um olhar mais direcionado à saúde do trabalhador e os sentimentos nos quais são envolvidos e podem vir a afetar seu trabalho, como o estresse e sintomas depressivos que podem comprometer capacidade para o exercício do labor. Dessa forma, é importante monitorar a saúde desses profissionais, visto que muitas vezes o sofrimento e o desgaste mental sofrem uma banalização, e muitos trabalhadores não dão a importância devida aos seus problemas de saúde, podendo em um futuro próximo ter a qualidade de sua assistência comprometida e, dessa forma, evoluir para um quadro mais complicado de seu estado emocional e de saúde4,5. A carga de trabalho está ligada aos riscos ocupacionais, interagindo com corpo e mente do trabalhador de tal forma que se o corpo sofre, a mente também sofre. Assim, o desgaste mental é defendido como principal causa das SMAT. Os trabalhadores submetidos a altas demandas psicológicas apresentam índices de baixo suporte de trabalho, com fator de risco para adoecimento e ausência de fator protetor. Além disso, fatores de estresse ocasionados por problemas já mencionados implicam na prevalência de transtornos mentais comuns entre os trabalhadores de saúde. Com isso, é preciso atentar para o paradoxo que envolve situações de trabalho que contribuem para o adoecimento de trabalhadores cujas atividades visam à promoção e manutenção da saúde da população5-7. Nesse sentido, foi construída a seguinte questão norteadora desta pesquisa: qual a relação causal entre os transtornos mentais e o trabalho dos profissionais da enfermagem? Objetivou-se, portanto, levantar estudos brasileiros com vistas a identificar a relação causal entre os transtornos mentais e o trabalho dos profissionais da enfermagem.

 

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão da literatura do tipo integrativa, sobre produções nacionais acerca dos transtornos mentais associados ao trabalho dos profissionais de enfermagem, publicadas no período de 2010 a 2017. Convêm destacar que havia o propósito de incluir os anos de 2016 e 2017, todavia foram encontrados apenas um artigo do ano de 2016 e dois do ano de 2017, e ainda assim não se enquadravam nos objetivos do estudo, tangenciando o tema sobre as percepções de pessoas com adoecimento psíquico, não tratando especificamente de trabalhadores. Para o desenvolvimento desta revisão integrativa, utilizou-se o método de Ganong, que segue as seguintes etapas:

• identificação da hipótese ou questão norteadora;

• seleção de amostragem: determinação dos critérios de inclusão e exclusão;

• categorização dos estudos: definição quanto à extração das informações dos artigos;

• avaliação dos estudos: análise crítica dos dados extraídos;

• discussão e interpretação dos resultados;

• apresentação da revisão integrativa e síntese do conhecimento8.

Utilizou-se o banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores da saúde usados foram: enfermagem, doenças profissionais, transtornos mentais e saúde do trabalhador. Por meio da associação entre os descritores foram obtidos 97 artigos e, após a filtragem por critério de ano (2010 a 2017), reduziu-se para 39 artigos. Sendo 17 da base Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), 17 da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), 4 da Base de Dados de Enfermagem (BDENF), e uma tese. Desses, 33 estavam disponíveis e 3 estavam repetidos. Foram adotados critérios de inclusão e exclusão para filtragem dos artigos. Como critérios de inclusão, artigos brasileiros completos que estavam disponíveis na internet e que se enquadravam nos objetivos da revisão; e como critérios de exclusão, artigos repetidos, teses e os que abordavam temática tangencial à procurada. Assim, restaram sete artigos, que foram trabalhados nesta revisão integrativa brasileira.

 

RESULTADOS

Na perspectiva de sumarizar e organizar as informações contidas nos artigos, foi utilizado um quadro que identifica título, nome do periódico publicado, autores, resultados e principais conclusões (Quadro 1). Em seguida, os dados foram categorizados e discutidos de acordo com os objetivos da revisão. Com relação aos títulos, os artigos dão uma visão generalizada sobre a saúde mental, direcionando para os profissionais de enfermagem, nos quais essas temáticas estão inter-relacionadas. No que se refere ao ano de publicação, no ano de 2010 foram divulgados 2 trabalhos (28,57%); no ano de 2012, também 2 publicações (28,57%); no ano de 2014, 1 publicação (14,29%); e no ano de 2015, 2 publicações (28,57%). Nos anos de 2016 e 2017 não houve artigos brasileiros que contemplassem o propósito do estudo. Dessa forma, percebe-se que a publicação de artigos científicos sobre o tema é incipiente, mesmo com o alto índice de afastamentos do trabalho pelos profissionais de saúde por motivos mentais. Relacionando-se a fonte ao local de publicação dos trabalhos, foram encontrados artigos em revistas de enfermagem, de saúde pública e médicas. Quanto à abordagem metodológica, todos os artigos selecionados consistiram em pesquisa de campo quantitativas, com estudos transversais.

 

 

DISCUSSÃO

Após análises dos trabalhos quanto à SMAT, foram elencadas duas categorias temáticas: relação causal entre transtorno mental e atividade laboral; e consequências dos transtornos mentais para os profissionais de enfermagem.

RELAÇÃO CAUSAL ENTRE TRANSTORNO MENTAL E ATIVIDADE LABORAL

Há diversos fatores que contribuem para que ocorram transtornos mentais relacionados ao trabalho, entre eles: sobrecarga e jornadas excessivas de trabalho, padrão de sono e vigília comprometidos, baixa remuneração, mais de um vínculo e processos de trabalho. Trabalhadores submetidos à alta exigência no ambiente de trabalho tendem a desenvolver mais dores musculoesqueléticas em algumas regiões do que aqueles submetidos a baixas exigências. Além disso, esse público tem apresentado mais variáveis psicossociais em regiões centrais do que em outras. A aceleração do ritmo laboral por conta do aumento da carga de atividades somado ao déficit de pessoal e ao nível de dependência dos pacientes correspondem a um fator de risco para dores localizadas9.

As pressões psicológicas que os trabalhadores são submetidos no ambiente laboral podem se originar também da quantidade de trabalho a executar, dentro de um período de tempo insuficiente, em descompasso com a habilidade do trabalhador. Além disso, quem apresenta distúrbios psíquicos menores (sintomas de ansiedade, depressão ou somatização) tem mais chances de reduzir sua capacidade para o trabalho. O trabalho é uma atividade que propõe uma relação direta entre o físico e o psíquico, podendo representar equilíbrio e satisfação ou causar tensão e adoecimento físico e mental do trabalhador, por meio do estresse organizacional10.

Em um estudo que analisou indicadores de absenteísmo por motivo de doença em uma organização hospitalar, foi percebida a relação entre o absenteísmo e o trabalho, elencando os mesmos fatores predisponentes de um transtorno psíquico associado ao trabalho. O sexo feminino tem apresentado número mais elevado de afastamento do trabalho, em especial no setor de enfermagem em ambiente hospitalar. As explicações estão na dupla jornada de trabalho e nos fatores estressores, como ter que cuidar da família e ainda desenvolver atividade laboral. O mesmo estudo também afirma que as condições precárias de trabalho da equipe de enfermagem, aliadas à situação de vida e ao não reconhecimento pelo esforço no trabalho, podem levar à insatisfação de vida e servir de base para transtornos mentais como a depressão, em longo prazo11.

A carga física através de grande volume de atividades, déficit de pessoal e número elevado de pacientes sob seus cuidados, bem como a pressão psicológica para que realize mais rapidamente o trabalho, juntamente com o estresse provocado pelas demandas conflitantes do trabalho, a responsabilidade com a assistência e segurança do paciente, as relações conflituosas dentro da própria equipe ou com outras, a falta de reconhecimento, problemas com equipamentos e materiais, postos de trabalho inadequados e a postura inadequada repetida durante todo o dia, resultando no aumento da frequência de dores musculoesqueléticas, contribuem para o surgimento de distúrbios psíquicos menores, que podem levar a um problema mais grave em longo prazo9.

Um percentual elevado de profissionais está exposto a situações de altas demandas físicas e psicológicas no trabalho. Isso configura uma realidade preocupante, pois esses fatores predispõem ao adoecimento e, em geral, o trabalhador não percebe o que isso vai ocasionar ao longo do tempo na sua saúde11.

Tanto a elevada prevalência de distúrbios psíquicos quanto a redução da capacidade para o trabalho denotam um problema de saúde do profissional dessa área. As exigências e pressões de um trabalho bem feito e o ato de lidar diretamente com o sofrimento humano e a doença podem intensificar ainda mais o surgimento desses agravos. Dessa forma, é necessário olhar o trabalhador de saúde com atenção especial, pois à medida que ele cuida do doente, ele próprio pode estar se tornando o doente de amanhã. Assim, as instituições de saúde devem buscar promover a saúde por meio da prevenção aos agravos psíquicos e físicos do trabalhador10.

Outro fator causal relaciona-se à violência no trabalho. A enfermagem é a área da saúde mais exposta à violência durante a atividade laboral. Entende-se que possa ser pelo predomínio do sexo feminino e pelo contato constante com o paciente. Dessa forma, além da violência no labor, a violência de gênero também se sobressai, e devido a essa exposição, podem acontecer casos de estresse e depressão, que podem se agravar com o cotidiano, repercutindo de forma negativa na satisfação e no reconhecimento no trabalho. Com isso, é importante ressaltar que são múltiplas as causas que levam o trabalhador a desenvolver transtornos mentais relacionados ao trabalho. A depressão e o estresse são os pontos que mais colaboram para que isso ocorra; e os mesmos podem ser decorrentes de situações agravantes à saúde12.

CONSEQUÊNCIAS DOS TRANSTORNOS MENTAIS PARA OS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

Os transtornos mentais são sinais e sintomas ligados a alterações de funcionamento sem origem conhecida, que resultam na perda do equilíbrio emocional. Muitas vezes surgem quando os processos de trabalho vão além da capacidade de adaptação do trabalhador, tornando vastos os sentimentos de insatisfação, indignidade e inutilidade, nutrindo a sensação de adoecimento intelectual e falta de imaginação e, consequentemente, afetando a produtividade13.

Os transtornos mentais apresentam sintomas subjetivos e não afetam de forma imediata a vida e/ou a saúde física do trabalhador, muitas vezes confundidos com estresse laboral, por não se tratar de sintomas evidentes de uma doença. Os mesmos não são investigados de forma adequada no sistema de saúde, embora sejam um dos problemas que mais geram o fenômeno da medicalização. O profissional com transtorno mental apresenta uma sintomatologia variada como irritabilidade, insônia, fadiga, esquecimento, concentração prejudicada, baixo desempenho físico e intelectual, queixas álgicas e somáticas, sendo a estrutura ocupacional e as condições de vida os fatores determinantes para o aparecimento do adoecimento psíquico. Esses sintomas podem ser duradouros ou transitórios, recorrentes ou não, raramente fatais, mas incapacitantes14.

O desgaste físico, emocional e mental gerado pelo trabalho pode produzir apatia, desânimo, hipersensibilidade emotividade, raiva, irritabilidade e ansiedade. Provoca ainda despersonalização e inércia, acarretando queda na produtividade, no desempenho e na satisfação do trabalhador15.

Estudo realizado em 240 unidades básicas de saúde (UBS) da zona urbana de 41 municípios da região sul e nordeste do Brasil destacou a avaliação da saúde dos trabalhadores do setor da saúde, em função da sua importância na força de trabalho em todo o mundo e verificou que os trabalhadores de saúde, de acordo com a atividade desempenhada, estão expostos a diferentes cargas de trabalho que podem potencializar a ocorrência de agravos à saúde14.

As condições precárias de trabalho e a imposição do cumprimento de tarefas com equipes de trabalho reduzidas são fatores determinantes no processo de adoecimento mental, uma vez que o aumento da carga de trabalho consome mais forças físicas e mentais, reduzindo a qualidade de vida do trabalhador, prejudicando o tempo dedicado à família e ao lazer. Dessa forma, o sofrimento psíquico prejudica a vida familiar, social, pessoal, laboral, os estudos, a compreensão de si mesmo e dos outros, a capacidade de autocrítica, a aceitação dos problemas e a possibilidade de ter prazer na vida em geral. É crescente o reconhecimento de que lesões incapacidades e condições de trabalho precárias entre trabalhadores da saúde comprometem a qualidade de vida e podem afetar a qualidade da atenção à saúde dispensada à população. Os trabalhadores da atenção primária apresentam elevadas prevalências de problemas de saúde, inclusive de saúde mental. Além disso, a avaliação da prevalência de transtornos psiquiátricos menores inclui o rastreamento de depressão, ansiedade, insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas14.

O estresse laboral pode resultar do desequilíbrio mantido entre as exigências do exercício profissional e a capacidade de enfrentamento do trabalhador, uma vez que é no local de trabalho que se estabelecem as demandas de tarefas e que o trabalhador experimenta diferentes graus de controle sobre as atividades que executa13.

 

CONCLUSÃO

Conclui-se, pela análise dos estudos brasileiros, que as pressões sofridas de diferentes formas pelos profissionais de enfermagem no ambiente laboral, as jornadas duplas de trabalho associadas ao modo de enfrentamento do trabalhador, a baixa remuneração e a violência laboral que leva ao estresse e à depressão foram as causas mais reveladas. De forma que se faz necessária uma atenção mais qualificada por parte dos gestores e empregadores com vistas à formulação de políticas públicas mais efetivas que promovam a saúde mental e o bem-estar dessa categoria profissional que diuturnamente se dedica ao cuidado da população brasileira e, não raro, torna-se incapacitada às atividades da vida diária e laborais em decorrência de adoecimentos relacionados às suas atividades laborativas.

Chama-se a atenção para a necessidade da realização de estudos mais abrangentes com análise minuciosa sobre a relação entre a saúde psíquica e o labor dos profissionais de saúde, buscando uma visão ampliada a respeito das atividades desenvolvidas pelas diversas categorias, suas características sociodemográficas e ocupacionais, condições de saúde e de trabalho, relacionando-as aos fatores causais motivadores ou predisponentes para o desenvolvimento de transtornos psíquicos para, enfim, propor estratégias de promoção e intervenções em saúde para essa classe trabalhadora.

 

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Recebido em 2 de Fevereiro de 2018.
Aceito em 28 de Maio de 2018.

Fonte de financiamento: nenhuma


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