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ARTIGO DE REVISÃO

Ioga na saúde do trabalhador: revisão integrativa de estudos de intervenção

Yoga and occupational health: integrative review of intervention studies

Fernanda Mazzoni da Costa1; Rosangela Maria Greco2; Neusa Maria Costa Alexandre3

DOI: 10.5327/Z1679443520180191

RESUMO

INTRODUÇÃO: Efeitos do ioga no bem-estar físico e mental têm sido estudados em diversas áreas.
OBJETIVOS: Investigar e analisar o que a literatura científica dos dez anos subsequentes à publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares apresenta sobre resultados de intervenções utilizando ioga no ambiente de trabalho com trabalhadores.
MÉTODO: Foram encontrados 10 artigos que se enquadraram nos critérios de inclusão, publicados de 2006 a 2015, disponíveis nas bases Cumulative Index of Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Medical Literature Analyses and Retrieval System Online (MedLine), Web of Science, Scopus, Cochrane e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os artigos foram analisados quanto a ano de publicação, autoria, título, objetivos, resultados, conclusões e as intervenções caracterizadas quanto ao tipo de ioga, práticas envolvidas, frequência, duração da prática e da intervenção, instrumentos de medida e intervenções adicionais.
RESULTADOS: Os achados sugerem que o ioga está relacionado a efeitos físicos e psicológicos em trabalhadores de diferentes áreas, mas não foram encontrados benefícios sobre determinadas condições e a prática não proporciona o mesmo efeito positivo para todos. Verificou-se que a adesão dos trabalhadores aos programas propostos influencia os resultados das investigações. Muitos dos estudos não descreveram com clareza os programas.
CONCLUSÃO: As características descritas evidenciam programas diferentes, permitindo uma síntese dos resultados, mas não uma comparação entre eles.

Palavras-chave: saúde do trabalhador; terapias complementares; ioga; revisão.

ABSTRACT

BACKGROUND: Effects of yoga on physical and mental health have been investigated in several fields.
OBJECTIVE: To investigate and analyze results of yoga interventions in the workplace reported along 10 years after the formulation of the National Policy of Integrative and Complementary Practices.
METHOD: We located 10 studies published from 2006 to 2015 which met the inclusion criteria, included in databases Cumulative Index of Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Medical Literature Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE), Web of Science, Scopus, Cochrane and Scientific Electronic Library Online (SciELO). Analyzed variables were: publication year, authorship, title, aims, results, and conclusions. Interventions were characterized based on yoga style, practices implemented, frequency and duration of sessions, duration of intervention, measurement instruments, and additional interventions.
RESULTS: Our findings suggest that yoga has physical and psychological effects on workers from different professional categories. However, we did not find benefits for some conditions, and yoga practice does not have the same positive effects on all practitioners. Workers' adherence to programs influences the results of research. Many studies did not clearly describe the implemented programs.
CONCLUSION: The characteristics of interventions show substantial differences among programs, which enable a synthesis, but not comparisons.

Keywords: occupational health; complementary therapies; yoga; review.

INTRODUÇÃO

O trabalho configura-se como um meio de prover as necessidades econômicas e a inserção social do indivíduo, mas, dependendo das condições em que se desenvolve, pode ser um fator de adoecimento físico e psicológico, trazendo sofrimento ao trabalhador e às pessoas mais próximas dele.

As condições em que um trabalho é realizado influenciam a qualidade do que está sendo produzido, dessa maneira, afetam também o consumidor deste produto ou serviço. As doenças relacionadas ao trabalho podem levar a queda da produção, absenteísmo, afastamento do trabalhador, restrição para alguma atividade e indenizações. O modo como a organização trata seus trabalhadores reflete nos clientes e meios de comunicação, projetando-se na imagem da instituição, interferindo na captação dos recursos materiais e humanos necessários. Essas questões geram impactos econômicos e sociais para as empresas1.

O adoecimento da população economicamente ativa interfere na economia do país e no sistema previdenciário e também tem efeitos sobre o sistema de saúde com ônus gerado pelos atendimentos e pelo comprometimento do direito fundamental à saúde almejado pela Reforma Sanitária Brasileira, formalizado pela 8ª Conferência Nacional de Saúde2, estabelecido na Constituição de 19883 e normatizado na Lei Orgânica da Saúde4.

Nesse contexto, promover a saúde física e mental dos trabalhadores é importante tanto para as organizações, que têm buscado atingir esse objetivo por meio de mecanismos institucionais, quanto para o Estado, que tem procurado incentivar e regulamentar essas ações. É nessa perspectiva que se insere a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST), que objetiva a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida do trabalhador e a prevenção de acidentes e danos à saúde resultantes do processo de trabalho5.

As ações de promoção, manutenção e recuperação da saúde e prevenção de agravos podem ser consideradas a partir de diversos saberes e práticas em saúde. Fundamentado em justificativas de natureza política, técnica, econômica, social e cultural, o Ministério da Saúde, em 2006, instituiu a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que, por meio de um modelo de atenção à saúde centrado na singularidade do indivíduo, busca assegurar a integralidade na atenção à saúde e contribuir para fortalecer os princípios do Sistema Único de Saúde6.

Uma possibilidade de prática integrativa e complementar reconhecida como tal pela Organização Mundial de Saúde (OMS)7 e pela PNPIC é o ioga8.

Embora nas últimas décadas esteja sendo entendido simplificadamente como uma prática psicofísica que vem despertando o interesse da comunidade científica, sendo utilizado como possibilidade terapêutica em diversas áreas e tendo seus efeitos cada vez mais legitimados pela população, o ioga clássico é um complexo sistema milenar. Originário da tradição védica, foi transmitido de mestre a discípulo (Parampara), recuperado e sistematizado por Patañjali e é composto de oito técnicas (Asthanga), que devem ser gradualmente praticadas e incluem uma disciplina ético-filosófica de abstenções (yama) e obrigações (niyama), posturas físicas (ásanas), controle da energia vital por meio da respiração (pranayama), controle das percepções sensoriais (pratyahara), concentração (dharana), meditação (dhyana) e controle da mente (samadhi). A prática desse sistema levaria à diminuição da agitação mental e esta promoveria as condições para a realização do ioga: a percepção da própria essência e de sua conexão com a energia criadora9.

Pode-se observar que, originalmente, o ioga é um método para a autorrealização que se vale de uma sequência de técnicas cujos benefícios terapêuticos associados são considerados apenas um meio para promover as condições necessárias ao alcance do objetivo, e não um fim em si mesmos e que o que genericamente tem sido denominado ioga é, na verdade, a prática de apenas algumas dessas técnicas. Independentemente disso, a OMS afirma que os benefícios dessas práticas para o bem-estar físico e mental têm sido demonstrados por vários estudos10, e a integração prática e psicológica promovida pela filosofia do ioga tem sido considerada uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento e a gestão de pessoas11.

Dessa maneira, o presente estudo tem como objetivos investigar e analisar o que a literatura científica dos dez anos subsequentes à publicação da PNPIC apresenta sobre os resultados de intervenções utilizando ioga no ambiente de trabalho com trabalhadores, uma vez que as revisões da literatura permitem a análise e síntese dos resultados de diversos estudos, configurando-se como uma ferramenta que possibilita a aplicação das evidências resultantes de pesquisas científicas na prática12.

 

MÉTODO

Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, que é um método que busca reunir e sintetizar estudos sobre um assunto determinado, permitindo um panorama do conhecimento científico atual sobre o tema e discussões sobre sua aplicabilidade13,14.

Para tanto, foram seguidas as etapas de elaboração da pergunta norteadora, busca na literatura, coleta de dados, análise crítica dos estudos incluídos, discussão dos resultados e apresentação da revisão integrativa15.

Delineou-se como pergunta norteadora: o que a literatura científica dos dez anos subsequentes à publicação da PNPIC apresenta sobre os resultados de intervenções utilizando ioga no ambiente de trabalho com trabalhadores?

Realizou-se uma busca em periódicos nacionais e internacionais nas bases de dados Cumulative Index of Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Medical Literature Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE), Web of Science, Scopus, Cochrane, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), por publicações que associassem os descritores "yoga" e "occupational health", "yoga" e "salud laboral" e "ioga" e "saúde ocupacional", publicados entre 2006 e 2015, contemplando um período de dez anos. Foram removidas as publicações que estavam duplicadas nas bases de dados. A seguir, realizou-se uma análise preliminar e foram excluídas as que não estavam na forma de artigo, com texto finalizado ou disponíveis na íntegra em inglês, espanhol ou português. Posteriormente, realizouse a leitura do material remanescente e foram incluídos os estudos delineados como pesquisa de intervenção que apresentavam resultados de uso do ioga clássico no contexto da saúde do trabalhador.

Uma vez que, na etapa de coleta dos dados, é importante utilizar um instrumento que assegure que todas as informações relevantes sejam extraídas, diminuindo o risco de erros de transcrição, garantindo precisão na conferência das informações e servindo como registro15, para a coleta e organização dos dados foi utilizado um quadro sinóptico que apresenta cada estudo quanto a ano, autores, título da pesquisa, objetivo, resultados e recomendações/conclusões, baseado em um instrumento desenvolvido e validado para uso em revisões integrativas12.

A partir desse quadro sinóptico, inicialmente foi realizada uma análise considerando informações de cada estudo relacionadas a ano de publicação, autoria, título, objetivos, resultados e conclusões. Posteriormente, foi elaborado um quadro que permitiu verificar determinadas características das intervenções como: tipo de ioga, práticas envolvidas, frequência, duração da prática e da intervenção, instrumentos de medida e intervenções adicionais.

A partir da interpretação e síntese dos resultados, os dados foram discutidos com base na literatura de referência no assunto, identificando lacunas e delimitando prioridades para estudos futuros.

Por fim, foi realizada a apresentação da revisão, permitindo a comparação dos pontos convergentes e divergentes dos estudos selecionados, bem com a identificação das tendências de estudo no tema pesquisado.

 

RESULTADOS

Foram encontradas 100 publicações, conforme a distribuição a seguir: 22 na base de dados CINAHL; 18 na MEDLINE; 17 na Web of Science; 27 na Scopus; 7 na Cochrane e 9 na SciELO. Na base LILACS, não foram encontradas publicações que atendessem aos critérios de busca.

Após removidas as duplicadas nas bases de dados, permaneceram 65 publicações. Destas, 19 foram excluídas em análise preliminar (17 por não estarem na forma de artigo, 1 por não estar finalizada e 1 por somente possuir o artigo na íntegra disponível em japonês), restando 46 estudos para serem avaliados, dos quais, após leitura, verificou-se que 36 não respondiam à pergunta norteadora (9 não tratavam do ioga clássico; 12 não se incluíam no contexto da saúde do trabalhador e 15 não avaliavam resultado de intervenções utilizando ioga), totalizando 10 estudos incluídos nesta revisão, conforme representação esquemática na Figura 1.

 


Figura 1. Representação esquemática do estudo, Campinas, 2017.

 

Ano de publicação, autores, título da pesquisa, objetivo do estudo, resultados e recomendações/conclusões dos artigos analisados estão apresentados no Quadro 1, ordenados de acordo com o ano de publicação.

 

 

O Quadro 2 apresenta uma caracterização das intervenções realizadas nos estudos analisados.

 

DISCUSSÃO

No Quadro 1, observa-se que dois estudos foram publicados em 2009, um em 2010, dois em 2011, dois em 2012, um em 2013, um em 2014 e um em 2015. Quatro estudos foram desenvolvidos nos Estados Unidos, dois no Japão, dois na Holanda (referentes à mesma pesquisa), um na Índia e um no Brasil.

Os estudos avaliaram segmentos populacionais específicos, incluindo músicos, profissionais que utilizam computador no trabalho, bombeiros, trabalhadores universitários, trabalhadores de hospitais universitários, mulheres que trabalham com crianças e trabalhadores de escola.

Dos dez estudos analisados, nove evidenciaram resultados favoráveis com a prática de ioga nas populações estudadas, cinco deles em todas as condições investigadas16-20 e quatro em algumas21-24, e um não encontrou resultados que indicassem a eficácia do ioga sobre nenhuma das condições avaliadas25.

Os estudos que constataram que a prática de ioga promove benefícios demonstraram a diminuição de sintomas e condições de saúde indesejáveis e incremento de condições desejáveis, com reflexos na realização de atividades físicas, funcionais, profissionais e sociais21.

Esses estudos apresentaram resultados que sugerem que a prática de ioga melhora condições relacionadas à saúde física (flexibilidade17,18,22, padrão respiratório17, sono16,19, redução de peso, percentual de gordura corporal e pressão arterial diastólica22), dor (dor menstrual16, sintomas osteomusculares16,17), qualidades psicossociais (sintomas somáticos19, estresse17, ansiedade16,19,24, tensão, depressão, irritabilidade24, disfunção social19, concentração, resistência e equilíbrio17, conforto19, quietude17,19, alegria19,20, lucidez, serenidade, energia, confiança, propósito de vida, satisfação, autoconfiança durante situações estressantes20, sensação de bem-estar21), qualidade de vida22, autocuidado (adoção de hábitos saudáveis como prática de atividades esportivas semanais e ingestão de frutas23) e desempenho no trabalho (interferências no processo de trabalho por conta de sintomas osteomusculares18, necessidade de recuperação após um dia de trabalho23, aumento da força de preensão manual e velocidade de digitação18, aptidão funcional17).

Observou-se ainda o aumento do desconforto musculoesquelético e uma diminuição na velocidade de digitação no grupo que não utilizou ioga18.

Alguns desses estudos não encontraram resultados que comprovassem que o ioga tenha promovido melhora em certas condições investigadas, como sintomas osteomusculares, estresse ou sono24 e saúde mental23, em alguns deles não foram observadas diferenças estatisticamente significantes na pressão arterial sistólica22 e capacidade de realização de atividades físicas vigorosas e capacidade aeróbica23 e um deles demonstrou que a prática não proporciona o mesmo efeito positivo para todas as pessoas21.

Um estudo que avaliou a vitalidade, o compromisso no trabalho, a produtividade e as faltas por doença entre os trabalhadores não encontrou resultados que indicassem que a prática tenha sido eficaz em nenhumas das condições avaliadas25.

A baixa adesão dos trabalhadores aos programas de intervenção propostos pode comprometer os resultados das investigações26. Resultados mais expressivos têm sido encontrados nos grupos de maior adesão16,25. Em um dos estudos, os próprios participantes da pesquisa expressaram que os resultados seriam melhores se houvesse maior frequência na realização da prática de ioga17. Esse achado sugere que os resultados dependem de uma quantidade maior de aulas e de estratégias para promover a adesão dos trabalhadores.

Compreendendo a importância da adesão dos trabalhadores, um estudo avaliou a forma como foi desenvolvido um programa para a promoção da saúde de trabalhadores de um hospital utilizando uma metodologia que inclui a avaliação do contexto, a fidelidade, o alcance e os componentes administrados e recebidos da intervenção e atitude dos participantes e constatou que somente 52% dos sujeitos da pesquisa participaram de todos os componentes da intervenção pelo menos uma vez, atribuindo a baixa adesão ao programa à distância do local de prática do local de trabalho, ao fato de a prática ter sido desenvolvida fora do horário de trabalho e a não inclusão dos participantes no planejamento das ações que seriam desenvolvidas. Para sanar esses problemas, os autores recomendam ações para esses pontos27.

Outro estudo buscou descrever a formação de uma parceria entre uma faculdade de Enfermagem e a administração de um serviço de enfermagem para utilizar ioga como um modelo para um programa de saúde e bem-estar ocupacional entre enfermeiros e discutir recomendações para a sustentabilidade do programa ao longo do tempo. A faculdade de Enfermagem contribuiu com a implementação do programa e com a pesquisa e a administração do serviço de enfermagem do hospital contribuiu com seu conhecimento sobre os canais de comunicação e a cultura institucional. Os autores verificaram que as recomendações para sustentabilidade de programas de bem-estar devem incluir infraestrutura administrativa constante, identificação das ligações-chave para sua implementação e verificação dos principais indicadores que demonstrem para a administração superior a efetividade em relação aos custos para sua implementação, justificando o valor do investimento financeiro efetuado28.

Todavia, observa-se no Quadro 2 que muitos dos estudos não descreveram com clareza as características dos programas avaliados e que, quando estas foram relatadas, mostraram programas diferentes no que se refere ao tipo de ioga, às práticas envolvidas, à frequência, à duração da prática e da intervenção, aos instrumentos de mensuração e à concomitância de intervenções adicionais, o que permite uma síntese dos resultados encontrados, mas não uma comparação entre eles. Pesquisas futuras poderiam adotar programas similares de modo que sejam permitidas comparações.

De maneira semelhante, um estudo que buscou verificar a produção científica sobre a eficácia do uso do ioga no manejo da dor lombar crônica não específica em trabalhadores constatou que existem poucas investigações sobre o tema, que a maioria das pesquisas avaliadas tiveram amostras pequenas e que o tempo da intervenção variou entre os estudos, dificultando comparações e sugerindo que, embora haja indícios de que o ioga seja uma possibilidade terapêutica, pesquisas adicionais são necessárias para fornecer uma orientação definitiva29.

 

CONCLUSÕES

Verifica-se nesta revisão que a prática de ioga está associada a resultados físicos e psicológicos favoráveis em trabalhadores de diferentes áreas, configurando-se como uma possibilidade de prática integrativa e complementar a ser empregada no âmbito da saúde do trabalhador. Observa-se ainda que resultados mais satisfatórios dependem de estratégias para promover a participação dos trabalhadores.

No entanto, tendo os estudos analisados investigado programas com características diferentes, foi possível estabelecer uma síntese dos resultados encontrados, mas não uma comparação entre eles, indicando a necessidade de pesquisas adicionais que adotem programas similares de modo a permitir análises que possibilitem conclusões sobre os melhores métodos a serem implementados.

 

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Recebido em 8 de Dezembro de 2017.
Aceito em 29 de Novembro de 2018.

Fonte de financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)


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