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ARTIGO DE REVISAO

Fatores de prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho: revisão narrativa

Preventive factors against work-related musculoskeletal disorders: narrative review

Cleuma Oliveira Soares1; Bianca Furtado Pereira1; Marcella Veronnica Pereira Gomes1; Laís Passos Marcondes2; Fabiana de Campos Gomes3; João Simão de Melo-Neto1

DOI: 10.5327/Z1679443520190360

RESUMO

Os distúrbios osteomusculares (DOM) representam as principais causas de morbidade nos trabalhadores. Estes distúrbios podem ser entendidos como um conjunto de sinais e sintomas relacionados ao trabalho, tais como dor, parestesia, fadiga e limitação da amplitude de movimento. Estas disfunções são devidas a fatores biomecânicos, sociais, psicológicos e físicos no ambiente de trabalho. Os principais fatores cinéticos funcionais associados a essas lesões são: movimentos repetitivos, força excessiva, postura inadequada, compressão e vibração mecânica das articulações. Nesse contexto, o conhecimento das características epidemiológicas, das ferramentas para avaliação do risco ergonômico e da sintomatologia osteomuscular e a realização de ginástica laboral podem contribuir para reduzir a ocorrência dos DOM. Assim, a proposta da presente revisão é demonstrar a aplicabilidade de estratégias para a prevenção dos DOM nos trabalhadores. A revisão narrativa foi realizada a partir de um levantamento nas bases de dados PubMed e BIREME. Foram incluídos estudos publicados em inglês, espanhol ou português. A prática de exercício promove benefícios tanto para as organizações quanto para os trabalhadores. As ferramentas para análise de risco de DOM são importantes para a identificação precoce dos riscos no trabalho e assim evitar consequências negativas para a saúde e os custos gerados pelo afastamento dos trabalhadores.

Palavras-chave: trabalho; prevenção; exercício; doenças musculoesqueléticas; saúde do trabalhador.

ABSTRACT

Musculoskeletal disorders (MSDs) are major causes of morbidity among workers. They comprise several signs and symptoms, as e.g. pain, paresthesia, fatigue and limited range of motion, which can be related to work tasks. Workplace-related factors include physical, psychological, social and biomechanical hazards. The main kinetic factors associated with MSDs include repetitive movements, exerting excessive force, awkward postures, compression and mechanical vibration. Accurate knowledge of epidemiological aspects, evaluation of ergonomic hazards and musculoskeletal symptoms, and workplace exercise may help reduce the occurrence of MSDs. The aim of the present review is to analyze the applicability of preventive strategies against MSDs among workers. We performed a narrative review based on a survey of databases PubMed and BIREME and included studies published in English, Spanish or Portuguese. We found that workplace exercise is beneficial for both employers and workers. Risk analysis of MSDs is essential for early identification of occupational hazards and to prevent health consequences and costs associated with absenteeism.

Keywords: work; disease prevention; exercise; musculoskeletal diseases; occupational health.

DISTÚRBIOS OSTEOMUSCULARES

Os distúrbios osteomusculares (DOM) caracterizam-se pela ocorrência de lesões nos músculos, tendões, articulações, ligamentos, ossos, nervos e o sistema vascular1, podendo prejudicar o sistema osteomuscular e provocando desequilíbrio funcional. Por definição, os DOM envolvem fenômenos degenerativos e inflamatórios em diversas estruturas, resultando em dor aguda ou crônica e redução da mobilidade e da participação social, com prejuízo da qualidade de vida dos trabalhadores2 e comprometimento de sua saúde física e mental.

Dores osteomusculares podem aparecer em qualquer fase da vida, persistindo durante períodos prolongados. O começo pode dar-se na infância, na adolescência, na idade adulta ou na velhice3,4. Na infância e na adolescência, os principais fatores de risco: são obesidade, problemas psicológicos, permanecer sentado muito tempo, atividade física esgotadora e o tabagismo. Na idade adulta: sedentarismo, sobrepeso/obesidade, sofrimento psicológico e longo histórico de dor. Todos esses fatores contribuem para o desenvolvimento da dor crônica associada aos DOM3.

Como resultado do aumento da expectativa de vida nos países em desenvolvimento, a incidência do sedentarismo vem se incrementando e junto dele também a incidência dos DOM5. Estes distúrbios podem surgir ou se agravar quando se associam com comorbidades entre os indivíduos de idade avançada e com fragilidade óssea5,6. Na população geral, tem-se observado um aumento na relação entre a atividade laboral e o desenvolvimento, a exacerbação ou o agravamento dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).

Independentemente do tipo de atividade laboral, a incidência de desfechos negativos de saúde vem aumentando nas populações profissionalmente ativas7,8. Estes aspectos ligados à saúde podem influenciar o desenvolvimento dos DORT, assim como também problemas psicossociais, a conduta organizacional, fatores sociodemográficos9 e a patologia de base. Os DORT representam um dos principais fatores adversos na saúde ocupacional, resultando em aumento dos custos7,8 e redução da produtividade e da qualidade de vida ligada à saúde10,11. Embora a redução dos riscos no ambiente de trabalho seja um objetivo difícil de alcançar, é essencial implementar intervenções envolvendo recursos ergonômicos e ginástica laboral a fim de prevenir a ocorrência de lesões.

As intervenções ergonômicas e a ginástica laboral podem melhorar a qualidade do ambiente de trabalho, prevenir ou contribuir para o controle dos sintomas osteomusculares e suprir a flexibilidade e a adaptabilidade necessárias para completar as atividades laborais7,12,13. A implementação dessas intervenções pode reduzir a taxa de absenteísmo, os afastamentos por motivo de saúde, a exposição a fatores de risco e a ocorrência de lesões futuras. Além disso, a ginástica laboral pode aumentar consideravelmente a percepção que os trabalhadores têm de seu próprio trabalho. Igualmente, pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e o sentimento de bem-estar14, na medida em que a prática regular de atividade física ajuda na prevenção ou na redução de diversas doenças5.

A prevenção é benéfica para os trabalhadores, as organizações e a sociedade em geral12. Neste contexto, é vital identificar, corrigir e evitar disfunções causadas pelo trabalho, porque é no ambiente de trabalho que os trabalhadores podem encontrar apoio adequado e foco na saúde ocupacional15.

A presente revisão aborda aspectos epidemiológicos e etiológicos, a patogênese e as manifestações clínicas dos DORT. Além disso, são também consideradas a avaliação clínica, intervenções ergonômicas, a ginástica laboral e a aplicabilidade dos recursos para a prevenção primária dos DORT2. As intervenções passíveis de otimizarem e melhorarem a qualidade do ambiente de trabalho fornecem melhor qualidade funcional e saúde aos trabalhadores, resultando em maior produtividade e desempenho na vida cotidiana e profissional.

 

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

A dor musculoesquelética vem recebendo atenção global na medida em que buscam compreender e mensurar a carga social dos mesmos15. O impacto socioeconómico dos DORT é considerável tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento9. Assim, a identificação dos fatores associados à incidência e à prevalência dos mesmos pode ajudar na implementação da prevenção primária.

Variáveis sociodemográficas, como etnia, sexo, idade e nível económico, estão diretamente relacionadas ao início dos DORT16. Uma elevada taxa de prevalência tem sido identificada entre indivíduos de etnia branca17. A incidência e a prevalência dos DOM são maiores no sexo feminino16,18 por comparação ao masculino, em virtude diferenças antropométricas. Os trabalhadores de maior idade são mais suscetíveis às consequências de fatores ocupacionais, como resultado de exposição acumulada19. Esse grupo de moléstias é mais frequente nos países com menor produto interno bruto (PIB)16.

Baixa escolaridade e qualificação profissional são outros aspectos a serem considerados20. A profissão tem influência direta na ocorrência dos DORT. Por exemplo, o trabalho manual, profissões tradicionais, como agricultura e pesca, e aquelas com elevadas exigências físicas incluem atividades repetitivas e fisicamente intensas9,20. Fatores tais como jornada excessiva de trabalho, doenças preexistentes, aspectos culturais e falta ou escassez de legislação que promova condições adequadas e saudáveis de trabalho também devem ser levados em conta21-23. Trabalhadores em ambientes inadequados de trabalho são mais suscetíveis a sofrerem lesões passíveis de produzirem dor e desconforto. Lesões articulares e dos tecidos moles têm sido descritas como o motivo principal de afastamento do trabalho24,25.

A ocorrência de dor crônica é mais frequente nos países em desenvolvimento que nos desenvolvidos. Uma metanálise identificou uma elevada frequência de DORT, dor crônica não específica, lombalgia e cefália crônica em países de baixa renda na América Latina, na África e na Ásia. Na comparação com a população geral, só a prevalência da lombalgia e da dor musculoesquelética foi mais elevada26.

A lombalgia é a principal queixa entre os problemas de saúde relacionados ao trabalho22,27. Esse tipo de dor crônica determina perdas financeiras, incrementa os custos em saúde e prejudica a vida pessoal dos trabalhadores21,22. A lombalgia tem sido relacionada a sobrecarga de trabalho, tabagismo, histórico de dor e fatores culturais e psicossociais, tais como problemas de saúde mental e múltiplas queixas somáticas28-31. Também a ocorrência de sintomas no pescoço e nos membros superiores é frequente entre os trabalhadores17,18. A cervicalgia é mais frequente no sexo feminino e nos trabalhadores que realizam atividades repetitivas18. Foi descrita associação entre fatores organizacionais e psicossociais do trabalho e variáveis tais com insegurança, desequilíbrio entre a vida profissional e pessoal, ambientes hostis, falta de padrões na organização do trabalho, ter mais de um emprego e jornada prolongada de trabalho, todos considerados como fatores de risco potenciais32. A cervicalgia também tem sido associada a funções de nível superior, trabalho no computador por mais de seis horas diárias, desgaste psicológico e limitações no movimento do pescoço33.

Num estudo, os fatores associados com DORT nos membros superiores, independentemente da intensidade das atividades realizadas, foram: idade (maior), etnia (branca), sexo (feminino), sintomas prévios e atividades envolvendo flexão do punho ou força de preensão palmar. Em particular, a flexão de punho demonstrou ser um fator preditivo independente de prejuízo funcional17. Num outro trabalho, os DORT nos membros superiores mais prevalentes entre trabalhadores de diferentes categorias ocupacionais corresponderam a quadros de compressão neural (nervos radial e ulnar). No entanto, entre trabalhadores da indústria do calçado, a síndrome do manguito rotador apresentou a maior incidência34. Em relação ao cotovelo, a epicondilite (medial ou lateral) é o problema mais prevalente, afetando principalmente o sexo feminino. Atividades laborais que permitam maior mobilidade física e menor uso de determinadas partes do corpo podem reduzir a prevalência da dor nos cotovelos e nas mãos18. Tem sido descritas diversas medidas para promover apoio por parte de colegas e superiores como fatores de prevenção dos DORT17.

 

FISIOPATOLOGIA

ETIOLOGIA

Os DORT têm etiologia complexa, envolvendo elementos cinéticos, funcionais, psicossociais e ergonômicos do ambiente de trabalho. Situações psicossociais caracterizadas por estresse físico e problemas de saúde mental, com exposição a um ritmo acelerado de trabalho, também podem ter relação com a etiologia dos DORT35-37. Os fatores ergonômicos incluem: postura inadequada, aplicação contínua e excessiva de força, movimentos repetitivos, ausência de pausas durante a jornada de trabalho e condições de trabalho inadequadas35.

A manutenção de uma mesma postura corporal durante um longo período de tempo pode ter consequências sérias para a saúde, como aumento dos sintomas osteomusculares, desconforto no trabalho e exaustão durante o dia38. A aplicação contínua e excessiva de força, associada ou não a movimentos repetitivos, pode causar dano tissular, reduzindo a tolerância para o movimento em questão. A falta de equilíbrio entre as exigências do trabalho e os recursos do trabalhador aumenta o risco dos DOM39.

O termo carga de trabalho refere-se a um conjunto de variáveis com repercussões para os trabalhadores, precisando de regulação e de adaptação constantes a fim de se obter os resultados, físicos, psicológicos e cognitivos desejados40. A sobrecarga física, associada a postura inadequada8, movimentos repetitivos e postura estática (sentada ou ortostática)7, pode causar ou contribuir para o desenvolvimento de DORT.

Os trabalhadores que permanecem longamente sentados e utilizam computadores estão predispostos a riscos ergonômicos. Esta situação é a responsável pela maioria dos casos de dor cervical e lombar relacionada ao trabalho. A posição inadequada dos membros superiores é um fator de risco para DOM entre os trabalhadores de escritório41. Nesse caso, a ocorrência dos DORT está diretamente ligada às características do espaço físico, tais como adequação do encosto, altura da cadeira e o apoio de braço. A adaptação dos equipamentos de trabalho, incluindo monitores, teclados, mouse, cadeiras e mesas, constitui uma importante intervenção ergonômica para reduzir a frequência dos DOM e melhorar a postura corporal, especialmente nos trabalhadores que utilizam computadores diariamente42.

Num estudo, as tarefas envolvendo uso intensivo de teclados apresentaram correlação com posição menos neutral do punho, maiores velocidades e acelerações do punho e maior atividade dos músculos do antebraço43. Por sua vez, as tarefas envolvendo uso intensivo do mouse apresentaram associação com menos posições neutrais do ombro e menor variabilidade na atividade dos músculos do antebraço. Já as tarefas combinando uso do teclado e do mouse se associaram a maior atividade dos músculos do ombro, maior amplitude de movimento e maiores velocidades e acelerações do braço.

O uso de mesas com altura ajustável pode melhorar a adequação das estações de trabalho e permitir ao trabalhador realizar as suas tarefas tanto sentado quanto de pé. Assim, estes equipamentos reduzem o tempo que os trabalhadores permanecem sentados, ao aumentar o tempo em que permanecem de pé. O ajuste da mesa é rápido e fácil44. Este tipo de mesa melhora os parâmetros cardiovasculares e é bem recebido pelos trabalhadores, porque é simples de manejar45.

Ajustes no ambiente de trabalho podem minimizar o impacto das atividades e diminuir a exposição dos trabalhadores aos riscos ergonômicos associados aos DORT46.

Patogênese e manifestações clínicas

As posturas inadequadas durante as atividades laborais exacerbam lesões preexistentes24,47 e podem também produzir lesões novas. No entanto, também posturas adequadas podem desencadear DORT. Esta condição surge a partir da acumulação de microtraumas, sobrecarregando o sistema osteomuscular, nervos e vasos sanguíneos1. A seguir, são abordados diversos aspectos da patogênese e das manifestações clínicas nas áreas mais frequentemente afetadas nos DORT, a saber, a coluna cervical e lombar e os membros superiores.

As lesões na região lombar são geralmente devidas a uma resposta abrupta à sobrecarga súbita24. Os músculos paravertebrais são considerados intrínsecos, porque são primariamente responsáveis pelos movimentos da coluna. No caso de lesão articular, os músculos paravertebrais envolvidos contribuem ao surgimento de dor48. Os indivíduos que realizam atividades físicas intensas envolvendo manuseio de cargas requerem maior ativação dos músculos flexores e extensores da coluna para manterem a estabilidade do corpo24,49. Uma postura inadequada pode causar lesão discal, por exemplo, no caso dos trabalhadores de escritório que passam a maior parte da jornada de trabalho sentados50. Esta situação pode provocar microtraumas no anel fibroso, levando a protrusão e hérnia de disco.

A causa da cervicalgia nos trabalhadores pode estar relacionada à síndrome da dor miofascial e a tensão nos músculos do pescoço, eventualmente envolvendo também o ombro, o que provoca dor intensa51. A lesão do disco cervical também pode ser devida a uma postura inadequada, especialmente no caso dos trabalhadores cujas atividades exigem flexão prolongada do pescoço, o que pode causar microtrauma do anel fibroso.

Patologias tais como tendinopatias, entesite e bursite podem se apresentar nos membros superiores em consequência de movimentos articulares inadequados, realizados incorretamente, e têm relação com os fatores etiológicos mencionados anteriormente. Esses fatores contribuem ao desenvolvimento de estresse, microtraumas e lesões, que desencadeiam inflamação e, assim, interferem com a biomecânica da articulação afetada, resultando em diversas manifestações clínicas52.

A tendinopatia consiste na inflamação de um ou mais tendões25, incluindo as lesões do manguito rotador, que representa uma das principais queixas relatadas por trabalhadores e afeta a funcionalidade laboral53. A entesite é a afecção inflamatória das enteses e causa dor nos locais de inserção dos músculos, tendões e ligamentos no osso54. Por sua vez, a bursite é a inflamação da bursa52.

Quando a inflamação afeta articulações com recrutamento muscular e amplitude de movimento consideráveis, provoca desequilíbrio do movimento articular por causa da dor53 e da fraqueza e pode evoluir para artrite ou artrose.

A região do punho é frequentemente afetada em diversas neuropatias periféricas capazes de produzir lesões incapacitantes, incluindo a síndrome do túnel cubital55, a síndrome do martelo hipotenar56, a tenossinovite de De Quervain57 e a síndrome do túnel do carpo58.

A síndrome do túnel cubital está ligada à compressão do nervo que atravessa o canal de Guyon. A compressão determina déficit sensitivo e motor no quinto dedo, no lado medial do quarto e na região hipotenar55,59.

A síndrome do martelo hipotenar é consequência de lesão da artéria ulnar no canal de Guyon56,60. Geralmente afeta trabalhadores cujas atividades envolvem pressão na região hipotenar, o que expõe a palma da mão a traumas reiterados, com a consequente afecção da vascularização local61,62. As manifestações clínicas variam de dor a isquemia nos dedos63.

A tenossinovite de De Quervain é a inflamação da bainha dos tendões do extensor curto e do abdutor longo do polegar na altura do punho, o que produz constrição com a movimentação do punho57. Esta patologia é considerada uma doença relacionada ao trabalho e pode ser agravada por fatores ergonômicos passíveis de intensificar os sintomas da doença. No entanto, não há evidências suficientes que demonstrem uma relação entre esta patologia e fatores ligados ao trabalho64. Algumas das manifestações clínicas, como a dor e o edema do processo estiloide do rádio, interferem com os movimentos do punho65. O desvio ulnar pode estar limitado pela dor e quando os sintomas são persistentes pode estar indicado tratamento cirúrgico66,67.

A síndrome do túnel do carpo é uma lesão com impacto significativo na produtividade dos trabalhadores afetados58. É devida à compressão do nervo mediano dentro uma estrutura osteofibrosa, através da qual passam o nervo mediano e os tendões dos flexores do punho67. Uma posição que exija flexão prolongada do punho pode provocar inflamação dos tendões flexores, com consequente compressão do nervo mediano58,68.

Todas essas patologias podem ser de natureza aguda ou crônica e provocar dor ou disfunção devido à sobrecarga do sistema osteomuscular, nervos e vasos sanguíneos envolvidos1. Os sintomas dos DORT incluem: desconforto físico e dor, que podem levar a alterações na saúde mental e no estilo de vida2,69.

Algumas comorbidades, como osteoartrite preexistente, obesidade e diabete, podem agravar a dor musculoesquelética e articular e evoluir para degeneração das articulações apendiculares e das facetas articulares da coluna. No entanto, há divergências quanto a estas correlações e mais estudos são ainda necessários70.

 

FATORES DE PREVENÇÃO

Foi analisada a efetividade de recursos ergonômicos e os benefícios da ginástica laboral tal como descritos em estudos publicados em inglês, português ou espanhol em periódicos internacionais.

A busca foi realizada inicialmente utilizando descritores selecionados dos Medical Subject Headings (MeSH) da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. Em seguida, foram acrescentados descritores correspondentes a ferramentas ergonômicas, não incluídos nos MeSH. As estratégias de busca estão representadas na Figura 1.

 


Figura 1. Estratégia de busca. Belém (PA), 2018.

 

Dois pesquisadores independentes realizaram a busca de artigos originais publicados em periódicos com revisão por pares, indexados nas bases de dados PubMed e Biblioteca Regional de Medicina (BIREME). Na busca inicial, os pesquisadores selecionaram trabalhos de acordo com seus títulos e resumos e excluíram estudos que não cumpriram os critérios de inclusão. Desta maneira, foram excluídos trabalhos cujo tema não era pertinente, não foram publicados em inglês, espanhol ou português, duplicados, artigos de revisão ou publicados mais de cinco anos antes da data da busca. Escolhemos restringir o número de bases de dados e o período de publicação para assegurar a qualidade dos estudos e obter fontes atualizadas. Na etapa final foi realizada a leitura do texto completo dos artigos selecionados. Foram excluídos protocolos de pesquisa, estudos piloto, séries e relatos de caso. As divergências foram resolvidas por discussão e consenso. O processo de seleção de estudos está representado na Figura 2.

 


Figura 2. Diagrama de fluxo da seleção de estudos para revisão narrativa.

 

A descrição dos principais resultados da aplicação dos recursos identificados em diversas populações é apresentada a seguir nesta revisão narrativa.

 

AVALIAÇÃO CLÍNICA

Uma anamnese adequada é essencial para um diagnóstico acurado. O exame físico, com palpação de reparos anatômicos e análise postural para identificar deformidades71, e as técnicas de diagnóstico por imagem auxiliam a incrementar a acurácia diagnóstica71,72. A análise de riscos no ambiente de trabalho e de saúde ocupacional, com foco no sistema osteomuscular, é fundamental para melhorar a funcionalidade laboral.

ANÁLISE DE RISCOS NO AMBIENTE DE TRABALHO

No caso dos DORT, a análise de riscos deve levar em conta tanto as características individuais quanto as ambientais. Neste contexto, as principais variáveis de risco analisadas nos estudos selecionados foram: postura, jornada de trabalho, repetição de atividades e elementos ambientais, incluindo ferramentas e equipamentos35.

Na atualidade, há vários métodos para se realizar a análise de riscos e a escolha deve estar baseada nos objetivos da avaliação73. As ferramentas ergonômicas permitem acelerar a análise e determinar o grau de risco ao qual os trabalhadores estão expostos durante a realização de uma determinada atividade. Entre os vários métodos disponíveis, foram considerados na presente revisão:

• Avaliação Rápida do Corpo Inteiro (Rapid Entire Body Assessment — REBA)

O REBA é um método sistemático de avaliação da postura geral do corpo74 e tem sido utilizado em estudos com diversas populações de trabalhadores: odontólogos75, trabalhadores da construção76, açougues77, estábulos de cavalos78, fábricas de borracha79 e oficinas de bicicletas80. Nessas profissões, os trabalhadores são forçados a adotarem posturas corporais de risco para DORT e, portanto, precisam ser submetidos a avaliação ergonômica e investigação funcional.

No grupo de dentistas, o risco de DORT esteve associado a movimentos repetitivos e contração muscular contínua75. Quase todas as atividades e posturas corporais na área de construção e no trabalho em açougues aumentaram o risco de DORT76,77. De acordo com os resultados, intervenções ergonômicas são urgentemente necessárias em oficinas de bicicletas, com foco em orientações no uso de ferramentas, estações de trabalho e atividades80. No caso das fábricas de borracha, o método REBA apontou fatores de risco para DOM envolvendo o pescoço, ombros, cotovelos, partes superior e inferior das costas, quadris, coxas, tornozelos e pés. A aplicação desse método demonstrou que as atividades manuais realizadas na manutenção de estábulos representam sérios problemas ergonômicos78.

O método REBA também foi utilizado para avaliar a efetividade de intervenções. Assim, Ratzon et al.81 determinaram que o risco de DORT diminuiu entre enfermeiros depois de uma intervenção ergonômica no curto prazo.

A partir da quantificação de riscos através do método REBA, Yoon et al.82 desenvolveram um modelo de rotação de atividades para prevenção dos DORT, incluindo grupos de tarefas com maior ou menor sobrecarga. Este tipo de modelo pode ser proposto e adaptado também para outras profissões com o fim de prevenir lesões.

Lamarão et al.83 realizaram a tradução e adaptação cultural do REBA para uso no Brasil. No entanto, estes autores consideram que ainda são necessárias algumas reformulações e que o risco biomecânico deve ser interpretado com cautela.

Na nossa opinião, ainda são necessários mais estudos, incluindo trabalhadores de diferentes categorias ocupacionais.

• Sistema OVAKO de Análise da Postura no Trabalho (OVAKO Working Posture Analyzing System — OWAS)

O OWAS é um instrumento de avaliação de atividades laborais que envolvem manuseio de cargas. O sistema analisa a posição das costas, braços, pernas e a cabeça segundo diferentes exigências de cargas e de força84,85. Esse instrumento tem sido aplicado em diversas categorias de trabalhadores.

O uso do OWAS demonstrou que a elevada frequência de DOM entre trabalhadores manuais está associada a atividades repetidas diariamente e que envolvem posturas prejudiciais86. Numa montadora de semirreboques, Brandl et al.87 avaliaram as posturas mais frequentemente adotadas no trabalho e conferiram que 26% das mesmas tiveram impacto negativo no sistema osteomuscular. De acordo com esses autores, os desfechos em termos de prevenção são melhores nas intervenções ergonômicas centradas na postura individual que as abordagens coletivas87.

Igualmente, a aplicação do OWAS permitiu determinar que quase todas as posturas adotadas na culinária apresentam elevado risco do DOM em função do excesso de movimentos repetitivos. Resultados similares foram obtidos com trabalhadores da construção76. Numa montadora de caminhões, o OWAS apontou a necessidade imediata de medidas corretivas para prevenção da síndrome do manguito rotador88.

A nossa análise indica que precisam ser estudadas outras categorias profissionais a fim de verificar a aplicabilidade do OWAS.

• Avaliação Rápida dos Membros Superiores (Rapid Upper Limb Assessment — RULA)

O método RULA avalia postura e força para determinar o risco de lesões nos membros superiores89. Embora este instrumento seja um dos mais amplamente utilizados na avaliação de risco ergonômico em diversas categorias profissionais, ainda são necessários mais estudos.

Entre trabalhadores que utilizam computador, a pontuação no RULA foi mais elevada entre aqueles com dor musculoesquelética por comparação àqueles sem dor41,90. O treinamento ergonômico pode contribuir a diminuir o risco de DOM nesta população de trabalhadores quando os desfechos são aferidos em termos de pontuação no RULA91. Foi encontrada associação significativa entre a pontuação no RULA e DOM entre odontólogos92,93. Igualmente, a pontuação no RULA evidenciou que as estações de trabalho numa fábrica de bombas submersas apresentavam um elevado grau de risco94. No caso dos cozinheiros, quase todas as posturas adotadas no trabalho apresentam elevado risco de DOM em função de movimentos repetitivos dos membros superiores95. Foi relatada correlação entre lombalgia, pontuação no RULA e escolaridade entre funcionários de companhias farmacêuticas96.

Em oficinas de bicicletas, a pontuação no RULA indicou a necessidade de intervenção ergonômica urgente, com ênfase em orientações no uso de ferramentas, estações de trabalho e realização das tarefas80. Num outro estudo, o método RULA foi utilizado como guia numa intervenção ergonômica destinada aos trabalhadores na linha de montagem de uma fábrica de componentes eletrônicos97. Os resultados indicaram diminuição da sobrecarga do pescoço e do tronco.

Em serviços de saúde, a pontuação no RULA tem sido indicada para identificação do grau de dificuldade e de desconforto nas atividades. No entanto, este método está restrito a posturas estáticas98. Na indústria aeronáutica, a condição de maior adaptabilidade resultou num ambiente com mínimo grau de risco ergonômico ambiental e, consequentemente, melhor desempenho de trabalhadores numa atividade simulada de perfuração99. As intervenções ergonômicas podem resultar em adaptações na execução das atividades de trabalhadores com lesões cervicais e dos membros superiores e assim diminuir a ocorrência de lesões100. O método RULA também pode ser utilizado para testar adaptações específicas no ambiente de trabalho com o fim de reduzir os DOM101.

• Índice de Esforço (Strain Index — SI)

O SI é um instrumento desenhado para analisar a postura e movimentos repetitivos dos membros superiores102. No entanto, as pesquisas neste sentido são ainda escassas. A pontuação no SI tem correlação com ocorrência de epicondilite lateral entre trabalhadores103. Numa fabrica de aviões, o SI foi utilizado para realizar adaptações numa atividade simulada de perfuração, com o fim de reduzir o risco de DOM99. Aplicado em trabalhadores industriais, a categoria de risco no SI apresentou correlação com maior incidência de sintomas nas mãos e nos braços104. Recentemente foi desenvolvida uma versão revisada do SI (RSI)105, no entanto as mudanças realizadas precisam ser reavaliadas.

INSTRUMENTOS PARA PERSPECTIVAS FUTURAS

Há vários outros instrumentos descritos na literatura, no entanto, ainda são necessários mais estudos do seu conteúdo e aplicabilidade, especialmente no cenário atual. Entre esses instrumentos, tem-se:

• Novo Método de Avaliação Ergonômica Postural (Novel Ergonomic Postural Assessment Method — NERPA), utilizado para análise postural dos membros superiores106;

• Planilha Europeia de Montagem (European Assembly Worksheet — EAWS), que mensura a carga biomecânica nos membros superiores107;

• Índice OCRA (OCRA Index), que avalia estresse biomecânico nas mãos, braços e ombros durante tarefas repetitivas107;

• Equação de Levantamento de Carga, do Instituto Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (National Institute for Occupational Safety and Health — NIOSH — Lifting Equation), que investiga a adequação de tarefas com elevadas demandas físicas, envolvendo levantamento simétrico de carga com as duas mãos108;

• Tabelas de Levantamento Manual de Materiais da Companhia Liberty (Liberty Mutual Manual Materials Handling Tables), que serve para realizar avaliações ergonômicas das atividades de levantar, abaixar, empurrar, puxar e transportar cargas de maneira a as tornar toleráveis para os trabalhadores109,110;

• Métodos Indicadores-Chave (Key Indicator Methods — KIM), que consiste de três instrumentos diferentes para mensurar tarefas que envolvem levantar, segurar e transportar cargas (KIM-LHC), puxar e empurrar cargas (KIM-PP) e o risco à saúde associado com manipulação manual em diversos ambientes de trabalho (KIM-MHO)73,111.

Esses instrumentos de avaliação são capazes de identificar riscos e podem fornecer subsídios para a recomendação de intervenções desenhadas para a prevenção de lesões. Portanto, devem ser considerados como uma modalidade de prevenção primária. Os pesquisadores podem servir-se de técnicas tais como fotogrametria, videogrametria e antropometria na realização das avaliações. Além disso, também deve avaliar-se o uso de equipamentos de proteção individual, a temperatura, o ruído e a iluminação, porque todos estes fatores podem interferir na realização das atividades laborais e aumentar o risco de DORT.

AVALIAÇÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL DO SISTEMA OSTEOMUSCULAR

As funções e disfunções do sistema osteomuscular têm sido investigadas com base na condutividade elétrica dos músculos (eletromiografia) e clinicamente em termos de presença de dor e restrição da mobilidade articular em associação com sintomas referidos. O Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares é um dos instrumentos mais amplamente utilizados na avaliação de sintomas osteomusculares nos trabalhadores112,113.

 

GINÁSTICA LABORAL

O objetivo principal da ginástica laboral é contribuir a melhorar o desempenho ao longo da jornada de trabalho e a prevenir a ocorrência dos DORT. Podem ser implementadas diversas modalidades de exercício físico no ambiente de trabalho, dependendo do momento do dia e dos objetivos desejados114. São descritas, brevemente, a seguir as características principais, aplicabilidade e benefícios de diversas modalidades de ginástica laboral.

TIPOS

Momento do dia

Preparatória

A ginástica laboral pode ser realizada ao início da jornada de trabalho, como medida preventiva. Este tipo de exercício físico é conhecido como preparatório, porque seu objetivo principal é aquecer o corpo antes do início das atividades de trabalho115-119.

Compensatória

A ginástica laboral compensatória também é conhecida como pausa ativa breve120, porque implica em interromper as atividades de trabalho para realizar exercício físico. O objetivo destas pausas é aliviar a tensão no sistema osteomuscular (músculos e articulações) causado por fatores ligados às atividades laborais e compensar posturas incorretas. Este tipo de ginástica é essencial à saúde física e mental dos trabalhadores121,122.

Relaxamento

O objetivo dos exercícios de relaxamento no ambiente de trabalho é aliviar a fadiga e a tensão cotidianas. Este tipo de ginástica deve ser realizado no final da jornada de trabalho122. Pode ser combinada com terapias alternativas focadas na interação mente-corpo, como acupuntura, ioga, Pilates, relaxação muscular progressiva e meditação123.

Objetivo

Corretiva ou Postural

Esta modalidade visa reequilibrar os músculos através do alongamento e fortalecimento daqueles recrutados na execução das atividades laborais114.

Compensatória

Esta modalidade visa promover o reequilíbrio postural, prevenir o desgaste e reduzir a ocorrência de DORT. O reequilíbrio postural é especialmente necessário quando o trabalhador precisa permanecer sentado um tempo prolongado numa postura estática inadequada114.

Terapêutica

O objetivo da ginástica laboral terapêutica é contribuir à reabilitação de trabalhadores com DORT de acordo com as suas queixas específicas. Este tipo de ginástica deve ser realizado num local adequado, a fim de auxiliar na adaptação dos trabalhadores as suas tarefas114. Consequentemente, esta modalidade não é considerada uma forma de prevenção primária.

As abordagens focadas no retorno ao trabalho de trabalhadores com DOM também podem incluir terapias manuais, exercício e educação para o autocuidado. Os trabalhadores com lesões precisam desenvolver a capacidade de cuidar de sua própria saúde e de sua qualidade de vida no trabalho. A reabilitação centrada no retorno ao trabalho é fundamental, porquanto os trabalhadores afetados precisam voltar a utilizar os equipamentos que causaram originalmente as lesões. Assim, o autocuidado é essencial para que os trabalhadores possam realizar suas atividades anteriores em condições seguras124.

Tem sido desenvolvidos programas de reabilitação centrados no trabalho com o propósito de reintegrar os trabalhadores ao ambiente de trabalho125. Este tipo de programas se baseia na avaliação do diagnóstico, intervenções terapêuticas, metas de reforço e da qualificação para o reinício das atividades. Os mesmos precisam ser instituídos e executados por uma equipe multidisciplinar125,126.

Manutenção ou conservação

Esta modalidade consiste em programas contínuos desenvolvidos para manter os benefícios alcançados com a ginástica terapêutica. Podem incluir condicionamento físico e alongamento. As organizações precisam disponibilizar um local para a realização da ginástica em intervalos adequados114.

Aplicabilidade

A ginástica laboral precisa ser praticada diariamente ou pelo menos três vezes por semana. A duração das sessões depende do tipo de exercício114:

Duração:

• Preparatória: 10 a 12 minutos;

• Compensatória: 5 a 10 minutos;

• Relaxamento: 10 a 12 minutos.

Objetivo:

• Corretiva ou Postural: 10 a 12 minutos;

• Compensatória: 5 a 10 minutes;

• Terapêutica: 30 minutos;

• Manutenção ou Conservação: 45 a 90 minutos.

A frequência semanal e a duração das sessões variam de acordo com as necessidades individuais ou dos diversos grupos de trabalhadores. Já nas organizações, o critério mais utilizado é o momento do dia114.

A Tabela 1 descreve os principais métodos utilizados no planejamento diário. A Figura 3 demonstra exercícios que podem ser realizados no ambiente de trabalho. Todos os exercícios devem ser realizados sob supervisão.

 

 

 


Figura 3. Exercícios que podem ser realizados no ambiente de trabalho. (A) Fortalecimento dos flexores do ombro. (B) Alongamento dos músculos da nuca. (C) Alongamento dos flexores do punho. (D) Alongamento dos músculos laterais do tronco. Belém (PA), 2018.

 

Os movimentos dos exercícios para o controle porstural deve ser precisamente executados, com as adaptações ergonômicas necessárias para reduzir a ocorrência de lesões115,119.

Não há protocolos específicos disponíveis. Além disso, a repetição de uma mesma rotina pode ser desmotivadora, pelo qual é aconselhado realizar mudanças periódicas. Os movimentos devem estar adaptados aos objetivos do programa. A Figura 1 representa alguns exemplos de movimentos que podem ser realizados como parte da ginástica laboral.

BENEFÍCIOS

Embora não haja consenso em relação ao melhor protocolo ou intervenção para a prevenção de DOM127, a ginástica laboral é benéfica tanto para os trabalhadores quanto para as organizações. No caso das últimas, a ginástica laboral se associa a redução do absenteísmo128, das solicitações de afastamento, dos custos129 e das licenças por motivo de saúde130. A ginástica ajuda a diminuir a atividade muscular durante as tarefas laborais131 e aumenta a velocidade dos movimentos, a aceleração durante a movimentação ativa do pescoço115,132, a capacidade aeróbica131 e a aptidão física133. Entre trabalhadores que realizaram exercício físico129, a taxa de lesões teve redução, com consequente diminuição dos DOM128,134-137 e da lombalgia128,131,138-140. Além disso, os indivíduos que realizam exercícios físicos relatam menos medo do movimento físico131.

 

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Recebido em 20 de Dezembro de 2018.
Aceito em 5 de Setembro de 2019.

Fonte de financiamento: nenhuma


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