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ARTIGO ORIGINAL

Transtornos mentais e fatores relacionados em docentes do ensino superior em trabalho remoto: estudo correlacional

Mental disorders and related factors in higher education professors working remotely: a correlational study

Pérola Liciane Baptista Cruz-e-Silva; Renata Lourdes Rodrigues Caldeira; Sameque Kaique Batista de Sá; Kaio Patrick de Paula; Ellen Raquech Torquatro Branco; Sidalia Araujo Vitor da Silva

DOI: 10.47626/1679-4435-2021-937

RESUMO

INTRODUÇÃO: Recentes mudanças nas relações e mercado de trabalho no setor da educação superior trazem desafios e sobrecargas importantes aos corpos docentes, o que, pela emergência da situação epidemiológica mundial, foi agravado no ano de 2020.
OBJETIVOS: Investigar a presença de transtornos mentais e fatores associados em docentes do ensino superior em instituição privada do interior do estado de São Paulo.
MÉTODOS: Pesquisa quantitativa, descritiva exploratória, de corte transversal, transcorrida em junho de 2021, utilizando-se de instrumentos por meio digital contendo dados sociodemográficos e de hábitos de vida: o Self Reporting Questionnaire e o Patient Health Questionnaire. Investigada a presença de associações entre variáveis por meio da razão de chance (odds ratio) e do risco relativo.
RESULTADOS: Participaram 49 docentes, em sua maioria do sexo feminino, entre os 29 e 78 anos. Em 61,2% dos indivíduos, o índice de massa corporal esteve acima do recomendado e, ainda, 40,8% foram pontuados como sedentários. A presença de doença crônica foi relatada por 40,8%, e o uso contínuo de medicamentos por 65,3%. A presença de transtorno mental comum esteve presente em 28,5%, sendo a mesma prevalência encontrada de quadros depressivos, apresentando associação positiva com o reconhecer-se sedentário, sobrepeso ou obesidade, consumo de bebida alcoólica pelo menos uma vez na semana e tempo de trabalho docente menor que 5 anos.
Conclusões: O estudo apontou um quadro relevante de sofrimentos mentais entre os docentes, associados a hábitos de vida, que podem comprometer a qualidade de vida e de trabalho.

Palavras-chave: transtornos mentais; docentes; saúde do trabalhador; educação superior; COVID-19.

ABSTRACT

INTRODUCTION: Recent changes in labor relations and the employment market in university education have posed significant challenges and increased workloads for faculty, a situation that has been exacerbated by the global epidemiological status in 2020.
OBJECTIVES: To investigate the presence of mental disorders and associated factors in faculty members at a private university in São Paulo, Brazil.
METHODS: This is a quantitative, descriptive, exploratory, cross-sectional study conducted in June 2021, using online questionnaires to collect social and demographic and lifestyle data, namely, Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) and the Patient Health Questionnaire (PHQ-9). The presence of associations between variables was investigated using odds ratio and relative risk.
RESULTS: Participants included 49 professors, mostly women, aged between 29-78. Among the subjects, 61.2% had a body mass index above the recommended level and 40.8% were considered sedentary. A chronic illness was reported by 40.8% and 65.3% reported continued-use medication. A common mental disorder was reported by 28.5%, and the same prevalence was found for depression, with a positive association with being considered sedentary, overweight or obese, drinking alcohol at least once a week, and having worked as a professor for less than 5 years.
CONCLUSIONS: The study showed a significant level of emotional distress among professors, associated with lifestyle habits that can compromise their quality of life and professional performance.

Keywords: mental disorders; faculty; occupational health; universities; COVID-19.

INTRODUÇÃO

Em seu Caderno de Atenção aos Trabalhadores1, o Ministério da Saúde reconhece o trabalho e suas relações como um importante determinante do processo saúde-doença de trabalhadores e famílias. Estabelece-se como fator de proteção das condições de saúde, tendo, além da própria produção de renda, o favorecimento à formação de uma rede de apoio e inclusão social; por outro lado, problemas de saúde decorrentes do labor não são raros e podem impactar significativamente na qualidade de vida dos trabalhadores1.

Nesse contexto, transformações contemporâneas em variados aspectos da sociedade, intensificadas, em parte, pela evolução tecnológica e de comunicações, expõem os trabalhadores de diversos setores a ambientes hiperconectados, com exigências de alta produtividade, consumistas, individualistas, interferindo diretamente nas relações humanas, nos valores e na qualidade de vida dos envolvidos2.

Cobranças de resoluções de problemas em curtíssimos prazos, atualizações constantes e dedicação de atenção direcionada ao trabalho quase que em tempo integral, intensificadas por meio de cobranças do público, instituições e dispositivos de controle de acesso, são também vivenciadas por algumas classes profissionais, a despeito de professores2,3.

Em especial na educação superior, com a exigência de dedicação do docente em atividades como ensino, pesquisa e extensão — a “tríade universitária” —, a produção de conhecimento de forma acelerada, o acolhimento de estudantes e as atividades administrativas e de controle educacional são situações que se acumulam em sua rotina, afetando de forma considerável sua qualidade de vida, em especial a socioafetiva3.

Em estudo com docentes do ensino médio e fundamental da rede estadual no estado do Paraná, são descritos relatos de 29,73% dos participantes com adoecimento mental e 23,98% com doenças osteomusculares. No rastreamento dos transtornos mentais menores (TMM), houve a presença de pontuação sugestiva em 75,27% dos entrevistados e, buscando a presença de sintomas depressivos, esses estiveram presentes em 44,04% dos entrevistados4.

No mesmo estudo, foram relatados afastamentos do trabalho relacionados a sofrimentos mentais por 23,72% dos docentes e uso de medicação psicotrópica por 32,31% desses, descrevendo, ainda, como associação positiva com os transtornos identificados, o fato de levar trabalhos para casa, maior número de turmas por docente e tempo de trabalho superior a 20 anos4.

Os transtornos mentais comuns (TMC) ou TMM tratam de sofrimento mental com sintomas psicossomáticos, depressivos, de insônia, irritabilidade, esquecimentos e ansiosos, impactando negativamente a qualidade de vida e saúde pública, com prevalências em torno dos 20% na população geral, porém não se constituindo nos critérios diagnósticos das clássicas síndromes psiquiátricas5,6.

Em pesquisa conduzida entre docentes de uma universidade pública do estado da Bahia, a taxa de TMC geral encontrada foi de 29,9%, com associação positiva na presença do sentimento de sobrecarga no trabalho, percepção por pressão para publicação, condições inadequadas nas salas de aulas e insatisfação com a instituição3.

No ano de 2020, um novo panorama mundial vivenciado pela pandemia da covid-19 traz novos elementos que têm contribuído para as transformações nas condições de trabalho. Frente às medidas de isolamento social amplamente incentivadas pelos órgãos internacionais, normativas em caráter excepcional do Ministério da Educação, através da Portaria nº 345/2020, substituem o ensino presencial dos cursos em andamento por aulas remotas7. Dessa forma, novos desafios relacionados ao manuseio das tecnologias e à comunicação com alunos a distância foram instituídos no intuito de finalizar o ano letivo8. Quadro esse que se mantém no primeiro semestre do ano de 2021, frente ao recrudescimento da situação epidemiológica da covid-19.

Para além do setor da educação, esse novo cenário tem produzido implicações para a economia, com maior instabilidade no trabalho, desemprego, informalidade e aumento das vulnerabilidades sociais. Setores tradicionalmente centrados em atividades coletivas, como educação, cultura e lazer, têm sofrido os impactos das medidas de isolamento de forma mais intensa9.

A busca pela adequação aos novos contextos de trabalho tem promovido uma fragmentação e isolamento do trabalho docente, com potencial perda na qualidade da educação, frustração profissional e adoecimento. Situações essas que impactam nas relações externas, familiares, rede social e qualidade de vida geral2.

Nesse sentido, as dificuldades em atingir os novos objetivos nesse contexto de trabalho, relacionados ao manuseio de tecnologias e à necessidade de mudanças nas metodologias de ensino para modelos que permitam e incentivem a interatividade e reflexão dialógica no meio digital, têm mostrado aumento da pressão entre os docentes e adoecimento ligado ao trabalho, em especial no campo psicossocial8.

Dessarte, a presente pesquisa propõe-se a responder a seguinte questão norteadora: após 1 ano de trabalho remoto, como se colocam os docentes do ensino superior em relação à saúde mental e qualidade de vida?

O objetivo refere-se a investigar a presença de transtornos mentais e fatores associados em docentes do ensino superior em instituição privada do interior do estado de São Paulo.

 

MÉTODOS

Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva exploratória, de corte transversal, realizada em uma instituição de ensino superior localizada no interior do estado de São Paulo.

A população refere-se aos docentes atualmente em exercício que ministraram aulas aos cursos superiores no ano de 2020. Foram convidados por meio eletrônico a participar todos os docentes informados pela instituição, com adesão voluntária. Os critérios de inclusão referem-se aos docentes que mantiveram a realização de atividades de forma remota com os discentes durante o período de suspensão das aulas presenciais em 2020.

Os critérios de exclusão foram ter sido contratado como docente da instituição posteriormente a agosto de 2020, a presença de licença médica superior a 30 dias no ano de 2020 ou a paralisação das atividades dos cursos e o não andamento da disciplina de forma remota. Os docentes receberam o termo de consentimento livre e esclarecido e registraram o aceite em participar da pesquisa de forma eletrônica, por meio do Google Forms.

A coleta de dados aconteceu no mês de junho de 2021, através de um questionário estruturado por meio digital, contendo dados sociodemográficos e de hábitos de vida e saúde. Após o questionário inicial, foi aplicado o Self Reporting Questionnaire (SRQ-20), instrumento validado no Brasil para o rastreamento de TMC em serviços de atenção primária à saúde10. Como ponto de corte, foram considerados valores diferentes entre homens e mulheres, sendo seis ou mais respostas afirmativas no primeiro e oito ou mais no segundo. A plataforma digital utilizada para a aplicação dos questionários foi o Google Forms.

Um terceiro instrumento aplicado tratou-se do Patient Health Questionnaire (PHQ-9), validado no Brasil para o rastreamento simples de sintomas depressivos. Para a análise do resultado, foram considerados o resultado com somatória das respostas de forma contínua, com ponto de corte > 9, e utilizando-se do algoritmo recomendado pelos autores. Foram ainda considerados positivos: a presença de cinco ou mais sintomas, pontuados entre 2 ou 3, desde que pelo menos um seja humor deprimido ou anedonia, e que cada sintoma corresponda à resposta 2 ou 3, com exceção do sintoma 911.

Após coleta dos dados, esses foram tabulados e armazenados no software Microsoft Office Excel (2010). Foi aplicada estatística descritiva, como medidas de tendência central (frequência simples, média, mediana, mínimo e máximo). Foi investigada a presença de associação positiva entre variáveis por meio da razão de chance [odds ratio (OR)] e risco relativo (RR).

A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em pesquisa das Faculdades Integradas de Jaú, sob o nº de CAAE 79835717.5.0000.5427, parecer nº 2.467.313, respeitando, ademais, todos os aspectos éticos que tratam pesquisas com seres humanos descritos na Resolução 460/2012, regulamentada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), através do Ministério da Saúde12. Na apresentação do referido texto, foram considerados os critérios propostos pelo Checklist STROBE para estudos transversais13.

 

RESULTADOS

Participaram da presente pesquisa 49 docentes da referida instituição, tratando-se de 31 (63%) do sexo feminino e 18 (37%) do sexo masculino, ministrando aulas em cursos das áreas de ciências humanas, exatas e biológicas. As idades variaram de 29 a 78 anos, com predomínio da faixa etária de 40 a 49, com 34,69% dos participantes. Os resultados gerais referentes aos dados sociodemográficos, de hábitos de vida e saúde e rastreamento dos transtornos mentais estão organizados na Tabela 1.

 

 

PATIENT HEALTH QUESTIONNAIRE

Em sua maioria, 69,4% (34), os participantes possuem carga horária de até 8 horas semanais como docentes, e 85,7% (42) somam ainda outra atividade profissional.

Entre as informações de saúde, o hábito do tabagismo foi apontado por apenas 1 participante (2%), no entanto, o uso de bebida alcoólica no último mês foi relatado por 63,3% (31), sendo que desses, 12,2% (6) fizeram uso pelo menos três vezes na semana.

Em 61,2% (30) dos indivíduos, o índice de massa corporal (IMC) esteve acima do recomendado e, ainda, 40,8% (20) reconhecem-se como sedentários. A presença de doença crônica foi relatada por 40,8% (20), entretanto, o uso contínuo de medicações foi apontado em 65,3% (32) dos participantes.

Os medicamentos de uso contínuo foram classificados segundo a Anatomical Therapeutic Chemical Classification, método utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para classificar substâncias de ação terapêutica segundo o órgão ou sistema-alvo e suas propriedades químico-farmacológicas14. Foram classificadas dentro de seu primeiro nível, estando presente nos relatos, sete de um total de 14 classes. Chamam atenção os maiores usos referentes ao grupo “C”, com 28,6% (14) dos indivíduos usuários referente a condições cardiovasculares e, em seguida, o grupo “N”, com 18,4% (9), destinado às medicações do sistema nervoso/psiquiátricas.

A sugestão da presença de TMC ocorreu em 28,5% (14) dos participantes. Pelo uso da variável contínua, com somatória das respostas, quadro depressivo moderado ou superior foi encontrado em 26,5% (13) dos participantes; considerando pelo menos cinco sintomas com respostas 2-3, quadro depressivo foi encontrado em 28,5% (14) dos participantes.

Na análise de fatores de risco (RR), considerando o TMC, apresentaram associação positiva o reconhecer-se sedentário, apresentar sobrepeso ou obesidade, consumo de bebida alcoólica pelo menos uma vez na semana e tempo de trabalho docente menor que 5 anos (Tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

Em estudo semelhante entre docentes do ensino superior do estado da Bahia, usando-se do mesmo instrumento, uma prevalência análoga de 29,9% foi identificada, apresentando associação estatística positiva com o sentir desgaste na relação com os alunos e insatisfação com a instituição empregadora3.

Os autores ainda discutem que as funções docentes, muitas vezes, não se limitam ao tripé universitário, como pesquisa, ensino e extensão, mas são intercaladas a ele, e atividades administrativas e de gestão exigem atenção e tempo. Algumas vezes apontadas como burocráticas e desnecessárias, elas aumentam a sensação de sobrecarga e podem ser um ponto a ser discutido e compartilhado3.

Em trabalho envolvendo trabalhadores e estudantes em uma universidade na Espanha, apontou-se para significativas prevalências de sintomas de depressão (34,19%), ansiedade (21,34%) e estresse (28,14%) relacionados ao momento de isolamento social em março de 2020. Os autores ainda descrevem piores taxas entre os estudantes quando comparados a outras classes de trabalhadores da universidade15.

Outro fator é o uso de medicações contínuas, que tem mostrado aumento de sua presença entre a população, em especial, os de ação neurológica/psiquiátrica, ou psicotrópicos. Entre docentes de uma instituição privada no estado de Goiás, altos níveis de estresse foram relatados em 40% dos participantes e, ainda, em 42% há o relato de uso atual ou prévio de medicação psicotrópica. No mesmo estudo, é descrita associação positiva entre estas duas variáveis: estresse e uso de medicação psicotrópica16.

Na mesma linha, em instituição de ensino no estado do Rio Grande do Norte, níveis de estresse em estado de alerta foram descritos em 52,2% dos docentes, sendo, no mesmo grupo, relatado o uso por 7,5% dos participantes de hipnóticos ou sedativos sem prescrição médica. No mesmo estudo, é descrita associação positiva do estresse laboral com o uso de bebida alcoolica17.

No mesmo sentido, entre as demais doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), entendendo que a presença em somatória dos vários quadros colabora para a piora na situação de saúde, os hábitos que envolvem aumento do risco cardiovascular têm se mostrado de relevância nesta população. Fatores de risco como sedentarismo (44%), elevação do IMC (72%) e aumento de circunferência abdominal (89%) são relatados entre docentes de uma instituição no interior do estado da Bahia18.

Pensar em DCNT na população docente alinha-se ao fato de a atividade ser exercida em grande parte por um público com faixas etárias mais elevadas, em que hábitos de vida se somam a fatores genéticos e sobrecargas ocupacionais ao longo da jornada acadêmica, o que leva à necessidade de cuidados ampliados para o bem-estar físico, social e mental. Ainda valem ressaltar, no público feminino, as alterações hormonais com a chegada do climatério, que colaboram para o aumento do risco cardiovascular e carga emocional, sendo essa parcela feminina, em geral, maioria entre os docentes18,19.

Apreende-se que a presente pesquisa apresenta limites relacionados à participação de um número reduzido de profissionais da área e referente ao seu desenho, não sendo possível estabelecer relações de causa e efeito. Os resultados apresentados incitam novas pesquisas no campo que poderão fundamentar ações de planejamento de cuidados e acompanhamentos da saúde docente.

CONCLUSÕES

O presente estudo envolvendo docentes do ensino superior de uma instituição privada apontou a presença do TMC e quadro depressivo em fração coincidente dos participantes de 28,5%.

Podem-se observar, ainda, RR aumentado e maior chance de desenvolver os transtornos (OR) entre aqueles que se consideram sedentários, apresentam sobrepeso ou obesidade, ingerem bebida alcoólica pelo menos uma vez na semana e exercem a função de docente há menos de 5 anos.

Os sofrimentos mentais nessa população somam-se, muitas vezes, a outras DCNT, o que leva a piores condições de saúde e bem-estar geral, impactando a qualidade de vida geral e profissional.

Há que se pensar em estratégias de acompanhamentos e cuidados ao longo da jornada de vida adulta a fim de se promover hábitos de vida que fortaleçam a saúde, com proteção, em especial, nas faixas etárias mais avançadas.

A presente pesquisa contribui na ampliação do conhecimento sobre os fatores que interferem na saúde dos docentes e podem impactar seu bem-estar e qualidade profissional.

 

Contribuições dos autores

PLBCS foi responsável pela concepção, metodologia, análise formal, tratamento de dados e redação – esboço original. ERTB, SAVS, KPP e SKBS foram responsáveis pela investigação, análise formal, tratamento e dados e redação – esboço original. RLRC foi responsável pelo tratamento de dados, redação – esboço original e revisão & edição. Todos os autores aprovaram a versão final submetida e assumem responsabilidade pública por todos os aspectos do trabalho.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 10 de Dezembro de 2021.
Aceito em 30 de Março de 2022.

Fonte de financiamento: Nenhuma

Conflitos de interesse: Nenhum


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