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ARTIGO ORIGINAL

Doenças crônicas não transmissíveis e seus fatores associados em agentes comunitários de saúde

Chronic noncommunicable diseases and their associated factors in community health workers

Larissa Santos Amorim Dias1; Leonardo Evangelista Rezende1; Luca Eleutério Salerno Del-Menezzi1; Pedro Antônio Gusmão de Souza1; Wanessa Casteluber Lopes2; Lucineia Pinho1,3

DOI: 10.47626/1679-4435-2021-921

RESUMO

OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico das doenças crônicas não transmissíveis em agentes comunitários de saúde e fatores associados.
MÉTODOS: Tratou-se de estudo transversal, cuja população-alvo foram agentes comunitários de saúde no município de Montes Claros, no estado de Minas Gerais. A coleta dos dados foi realizada por meio de um questionário de pesquisa caracterizando o perfil demográfico e socioeconômico dos agentes comunitários de saúde, o perfil laboral, a presença de doenças crônicas não transmissíveis autorreferidas e os hábitos de vida. As variáveis foram avaliadas comparativamente entre não portadores e portadores de doenças crônicas, utilizando-se o teste do qui-quadrado de Pearson para definir diferenças estatisticamente significativas.
RESULTADOS: Participaram 674 agentes comunitários de saúde, e aproximadamente 43,32% dos participantes autorreferiram a presença de alguma doença crônica, sendo as doenças respiratórias crônicas e hipertensão arterial sistêmica as mais prevalentes, principalmente na faixa etária > 34 anos, tempo de trabalho como agentes comunitários de saúde > 10 anos, indivíduos com sobrepeso ou obesidade, sedentários e com o vínculo empregatício como concursado ou prestador de serviço.
CONCLUSÕES: Os resultados mostraram que os agentes comunitários de saúde apresentam prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e associações com fatores de risco semelhantes às encontradas na população brasileira.

Palavras-chave: doenças crônicas não transmissíveis; agente comunitário de saúde; estratégia saúde da família; fatores de risco.

ABSTRACT

OBJECTIVES: To analyze the epidemiological profile of chronic noncommunicable diseases among community health workers and associated factors.
METHODS: Cross-sectional study of community health workers in the city of Montes Claros, Minas Gerais, Brazil. Data were collected through a questionnaire designed to characterize demographic and socioeconomic profile, employment profile, self-reported presence of chronic noncommunicable diseases, and lifestyle habits. The variables were compared between participants with and those without chronic noncommunicable diseases, with Pearson’s chi-square test used to define statistically significant differences between them.
RESULTS: 674 community health workers participated in the study, 43.32% of whom self-reported the presence of at least one chronic noncommunicable disease; chronic respiratory diseases and hypertension were the most prevalent, especially in the age group > 34 years, those with > 10 years’ experience as community health workers, overweight or obese participants, sedentary participants, and those employed as a civil servant or service provider.
CONCLUSIONS: Our results show that community health workers have a prevalence of chronic noncommunicable diseases and risk factors thereof similar to that found in the general Brazilian population.

Keywords: chronic; non-communicable diseases; community health agent; family health strategy; risk factors.

INTRODUÇÃO

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) representam hoje o maior problema global de saúde pública, sendo responsáveis por 70% de todas as mortes no mundo1,2. No Brasil, este grupo, composto por doenças cardiovasculares (DCV), doenças respiratórias crônicas (DRC), neoplasias e diabetes melito (DM), é a causa de mais da metade das mortes a cada ano na população entre 30 e 69 anos, tendo como resposta um elevado impacto econômico na saúde pública e na previdência social3,4.

Por serem doenças de causa multifatorial, identificamse diversos fatores que aumentam o risco para o seu desenvolvimento, todos atribuídos em conjunto ou individualmente ao estilo de vida, como a forma em que vivem, trabalham e envelhecem. Entre eles, estão a obesidade, principalmente no sexo feminino, a inatividade física, as dietas não saudáveis, o consumo nocivo de álcool, o tabagismo e o estresse4.

Os profissionais da área da saúde estão expostos a muitos desses fatores de risco, como os agentes comunitários de saúde (ACS) que atuam na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Parte da função desses trabalhadores é estabelecer um vínculo de comunicação entre os serviços de saúde e a comunidade ao desenvolver ações que têm em sua essência a prevenção de doenças e a promoção de atividades que visam às famílias assistidas acerca de suas doenças ou de como evitá-las5.

A partir das responsabilidades e ações exercidas por esse grupo, é esperado que os profissionais de saúde tenham mais conhecimentos sobre os comportamentos de cuidados de saúde e suas consequências a longo prazo. O comportamento de saúde desses profissionais pode afetar as atitudes dos pacientes e motivá-los a fazer mudanças no estilo de vida6. No entanto, suas jornadas e condições de trabalho, somados à barreira de conhecimento e aos hábitos de vida, influenciam no surgimento e agravamento das DCNTs, tornando-se um obstáculo na tentativa de adotar um estilo de vida adequado2,5.

O objetivo deste estudo foi analisar o perfil epidemiológico das DCNTs em ACS e a sua associação com fatores socioeconômicos, demográficos, laborais e de hábitos de vida.

 

MÉTODOS

Tratou-se de um estudo transversal, realizado no ano de 2018 no município de Montes Claros, localizado no norte do estado de Minas Gerais. O município tem 413.287 habitantes e é o principal polo urbano da região, sendo referência e sede de uma das macrorregiões de saúde do estado7.

A população-alvo do estudo foram ACS, totalizando 797 ACS distribuídos em 135 equipes da ESF8. Todos os profissionais ACS do município foram convidados a participar da pesquisa, sendo considerados como critérios de inclusão: 1) ter a função de ACS; 2) concordar em participar do estudo; e 3) responder ao questionário inteiro. Os critérios de exclusão foram estar afastado ou em licença de sua função, estar grávida durante a realização da coleta dos dados ou responder ao questionário de forma incorreta.

A coleta dos dados foi realizada entre os meses de março e dezembro de 2018 em cada ESF por equipe capacitada e sob a supervisão dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, utilizando um questionário de pesquisa que era um recorte do questionário da vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico9 para caracterizar:

a) o perfil demográfico e socioeconômico do ACS, contendo informações sobre sexo (masculino ou feminino), idade (até 34 anos ou acima de 34 anos), escolaridade (fundamental ou médio/superior), cor/ etnia autorreferida (branca ou não branca) e situação conjugal (sem companheiro ou com companheiro);

b) o perfil laboral autorreferido: tempo de profissão (até 10 anos ou acima de 10 anos), carga horária semanal (24 horas ou 40 horas), vínculo empregatício (contratado/ celetista ou concursado/prestador de serviço);

c) a presença de DCNTs autorreferidas, em que estão incluídas neoplasias, hipertensão arterial sistêmica (HAS), DM, DCV (doenças coronarianas e/ou angina pectoris, infarto do miocárdio e/ou trombose coronariana, insuficiência cardíaca, outra DCV), doenças crônicas respiratórias (bronquite crônica, sinusite crônica asma, enfisema, outra doença respiratória); e

d) os fatores de risco: sedentarismo (sim ou não), índice de massa corporal (IMC) (menor ou igual a 24,9 ou maior ou igual a 25) calculado a partir do peso e altura mensurados, etilismo (sim ou não), sendo considerado consumo não abusivo aqueles indivíduos que consomem até sete doses de álcool por semana10, e fumante (sim ou não), sendo considerado não fumante o indivíduo que nunca fumou ou está há mais de 5 anos sem fumar.

Os dados coletados foram categorizados, processados eletronicamente e posteriormente analisados através do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Inicialmente, os dados demográficos, as características socioeconômicas, o perfil laboral e os fatores de risco dos grupos foram avaliados de forma descritiva. Os comportamentos e fatores de risco foram avaliados comparativamente entre não portadores e portadores de DCNT usando o teste do qui-quadrado de Pearson para definir diferenças estatisticamente significativas. Utilizou-se o modelo de regressão logística,para estimar a magnitude das associações pela odds ratio (OR), considerando-se o nível de significância de 5% (p < 0,05).

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros, sob o parecer n.º 2.425.756, e teve como princípio a adoção dos procedimentos básicos e éticos de respeito aos voluntários e às instituições, de acordo com a Resolução n.º 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

 

RESULTADOS

Dos 797 ACS existentes do município, 123 (15,3%) foram excluídos do presente estudo por sua condição de desvio de função, por ser gestante, por trabalhar há menos de 1 ano, por se encontrar em licença-maternidade, por apresentar atestado de licença do trabalho ou por preencher o questionário de forma inadequada. Participaram deste estudo 674 ACS, compostos em sua maioria por profissionais do sexo feminino (83,8%) e com idade superior a 34 anos (57,1%). Quanto às principais variáveis sobre trabalho e hábitos de vida, a maioria declarou que estava atuando na ESF por até 10 anos (73%), com carga horária semanal de 40 horas (93,8%), IMC ≥ 25 kg/m2 (61,7%), com alimentação não saudável (59,6%), não sedentário (73,9%) e sem etilismo (93,8%) ou tabagismo (93,3%) (Tabela 1).

 

 

Aproximadamente 43,32% dos participantes autorreferiram a presença de alguma DCNT. As mais prevalentes foram DRC (18,2%), HAS (14,8%) e DCV (6,1%), enquanto DM (3,9%) e câncer (0,3%) foram a minoria. Entre as DRC, a que se mostrou mais presente foi a sinusite crônica; já entre as DCV, foram a doença coronariana e o quadro de angina pectoris (Tabela 2).

 

 

Em relação aos fatores associados às doenças crônicas nos ACS, as seguintes variáveis mostraram-se estatisticamente significantes na análise bivariada: idade acima de 34 anos (p = 0,001), tempo de trabalho como ACS maior que 10 anos (p = 0,013), IMC considerado sobrepeso ou obesidade (p = 0,001), sedentarismo (p = 0,008) e ser concursado ou prestador de serviço (p = 0,003) (Tabela 1). No modelo múltiplo, permaneceram associadas as variáveis idade (OR = 2,5; intervalo de confiança de 95% [IC95%] 1,1-5,4; p = 0,027), IMC (OR = 3,7; IC95% 1,5-9,1; p = 0,004) e sedentarismo (OR = 2,3; IC95% 1,2-4,3; p = 0,009).

 

DISCUSSÃO

Os resultados encontrados neste estudo demonstram que aproximadamente 43% do público analisado são portadores de DCNTs. Em pesquisa realizada por Melo et al.11, houve prevalência de DCNTs entre 56,7% dos adultos residentes em área urbana do Nordeste brasileiro. Já na pesquisa de base domiciliar do país com cerca de 64 mil domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)12 em 2013, a prevalência de alguma DCNT atingiu 45% da população.

No cenário atual, as doenças consideradas crônicas não transmissíveis constituem um sério problema para o sistema de saúde, tendo extrema relevância entre as causas de morte no país13, além de severa associação dos portadores dessas doenças com um maior número de consultas, internações e afastamentos das atividades laborais cotidianas3. No decorrer das últimas décadas, houve alterações no contexto de mortalidade e morbidade em território nacional, fruto da transição epidemiológica, sobretudo com a diminuição de doenças de cunho infeccioso e com o aumento de DCNTs, assim como de acidentes e violência, atrelado também a uma considerável transição demográfica e nutricional2,4.

Entre as patologias classificadas como DCNTs, as DRC foram apontadas por cerca de um quinto dos ACS, fato este que diverge de um estudo nacional em que HAS e problemas crônicos da coluna apareceram com mais frequência14. Em pesquisa realizada por Leal et al.15, a prevalência autorreferida de DRC foi de 3%. Outro estudo de âmbito nacional observou aumento considerável de outras variáveis do espectro associado a condições que possuem relação com o aumento de DRC como HAS, DM, excesso de peso, obesidade e consumo abusivo de álcool9.

A prevalência de HAS, com valores próximos a 15%, tende a acompanhar as taxas nacionais. Em uma pesquisa de campo com profissionais que trabalham em unidades de saúde de Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, os portadores de HAS chegaram a 25% da amostra, fato que demonstra a dificuldade até mesmo para profissionais da saúde manterem controle sobre os riscos para DCV, adotando um estilo de vida mais saudável e promovendo proteção contra essa patologia16.

É notória a relação da idade com a prevalência de HAS, sendo que, do intervalo de 18 a 29 anos para o intervalo de 30 a 59 anos, houve um aumento de 18% no índice de casos em análise do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) no período de 2006 a 2014. Atrelados a esse contexto, outros fatores de risco contribuem diretamente para o avanço do número de casos, como excesso de peso (IMC > 25), sendo bem manifestado pelo estudo do VIGITEL, acometendo 52% da amostra, assim como obesidade (IMC > 30), com predomínio no público do sexo feminino e com idade de 35 a 64 anos.

Além disso, é importante reforçar as influências alimentares como ingestão de sal, consumo de bebidas alcoólicas e, sobretudo, estilo de vida sedentário17. Nas características sociodemográficas, a idade acima de 34 anos remete à associação com uma maior susceptibilidade a DCNTs, fruto de uma maior expectativa de vida por controle da mortalidade de outras doenças, assim como de planos e metas para a diminuição de mortalidade prematura em portadores de tais patologias18.

A prevalência de DCNTs em pessoas com sobrepeso ou obesidade observada no presente estudo é de 87,23%. Um estudo de associação de DCNTs e seus fatores de risco, realizado por Rocha-Brischiliar et al.19, evidenciou que o risco de desenvolver essas doenças foi 3,55 vezes maior entre aqueles com IMC ≥ 25 kg/m2. Isso porque a obesidade é um dos principais fatores de risco para o surgimento dessas doenças, estando associada com maior risco e morbidade cardiovascular e com doenças como HAS e até mesmo alguns tipos de câncer20. Além disso, a epidemia da obesidade que vem ocorrendo nos últimos anos tem sido associada ao aumento da prevalência de DM na população, fazendo com que fatores de risco se relacionem e causem dificuldades nas políticas intervencionistas21, o que demonstra o impacto desse fator de risco no surgimento e consequentemente na prevalência das DCNTs.

Os resultados também demonstraram que 61,72% dos ACS possuíam IMC igual ou acima de 25, mesmo sendo atuantes da área da saúde e teoricamente tendo maior conhecimento sobre o sobrepeso, a obesidade e seus riscos. O descuido desses trabalhadores com a própria saúde pode comprometer o seu poder de persuasão com a população, fazendo com que os seus clientes não sejam convencidos a construir o próprio desejo de promover a saúde ao perceberem que os educadores de saúde não colocam em prática o que eles mesmos informam ser benéfico para a sociedade22.

O tempo de trabalho como ACS esteve relacionado com o aumento da prevalência de DCNTs. Isso pode ser explicado pela alta exigência psicológica do trabalho desenvolvido por profissionais de saúde, consequentemente gerando altos níveis de estresse23, e existem estudos que apontam que o estresse tem um importante papel na etiologia de muitas doenças, sendo um fator prejudicial à saúde24. O escopo de práticas dos ACS engloba o ciclo de vida das famílias e os agravos prioritários, acompanhando todo o processo de vida, adoecimento e morte das pessoas25. Ao tentarem pôr em prática a programação definida pelos protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS) e gestores, eles vivenciam como poucos a realidade de vida de comunidades empobrecidas26. Além disso, ao morar na localidade onde trabalham, pode haver uma sobrecarga de trabalho extra não reconhecida, pois, pela proximidade com a comunidade, o ACS é procurado em horários não convencionais, inclusive em horários fora do expediente, durante a noite, finais de semana e feriados25,26.

As DCNTs são um dos principais problemas de saúde no mundo, sendo responsáveis por 68% da mortalidade global e por também acometerem a população de idade trabalhadora. Nas últimas décadas, essas enfermidades vêm apresentando um aumento na incidência devido à rápida transição demográfica do país, além do aumento da taxa de obesidade e de diversos fatores de risco como dietas não saudáveis, sedentarismo, etilismo e tabagismo. Essa epidemia das DCNTs tem consequências graves para a sociedade, pois, além de comprometer os indivíduos em si, gerando perda da qualidade de vida, sobrecarrega os sistemas de saúde. A presença de pelo menos uma DCNT se associou ao aumento de 14,8% no uso de serviços de saúde pela população adulta brasileira, além de representar um aumento de 1,7 vezes no número de internações, sendo que, em países de baixa e média renda, estima-se que os custos socioeconômicos associados a essas doenças entre os anos de 2011 e 2025 seja de 7 trilhões de dólares americanos. Sendo assim, uma redução das DCNTs se torna um fator necessário para o desenvolvimento dos países no século XXI2,3.

Percebendo essa necessidade, o Ministério da Saúde criou várias políticas públicas para monitoramento e prevenção dessas patologias, como a implantação do VIGITEL em 2006 e a distribuição de medicamentos anti-hipertensivos e antidiabéticos gratuitamente. No entanto, fez-se necessária, em 2011, a criação do “Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das DCNT no Brasil 2011-2022”, que possui como objetivo promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNTs e de seus fatores de risco, preparando, assim, o país para enfrentar e deter, na próxima década, as DCNTs com base em vigilância, informação, avaliação, monitoramento, promoção da saúde e cuidado integral27.

O presente estudo apresentou como limitação o uso de questionários respondidos a partir de autoavaliação dos ACS. O autorrelato do ACS pode subestimar a real prevalência dos hábitos inadequados de saúde e, portanto, representar uma fonte de viés na interpretação dos resultados do inquérito. Além disso, o desenho transversal é outra limitação e impede declarações de causa e efeito.

 

CONCLUSÕES

Os resultados mostraram que os ACS apresentam prevalência de DCNTs equivalente à encontrada na população geral brasileira, sendo associada com as características sociodemográficas, laborais e de estilo de vida e coincidindo com pesquisas de diversos estudos já realizados, o que acrescenta confiabilidade nos dados obtidos. Este estudo evidencia a necessidade de maior atenção aos ACS nos programas de prevenção e controle das DCNTs, uma vez que os ACS são um elo entre a equipe de saúde e a comunidade e devem estar comprometidos com a melhora dos indicadores de saúde.

 

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Recebido em 16 de Novembro de 2021.
Aceito em 30 de Março de 2021.

Fonte de financiamento: Nenhuma

Conflitos de interesse: Nenhum


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